Tiziano Sclavi is an Italian comic book and novel writer, who has also worked as a journalist. Sclavi is most famous for creating the Italian bestselling comic Dylan Dog, started in 1986 and still ongoing, a horror pastiche featuring a paranormal investigator. More than 450 monthly 90-pages long issues have appeared in the series, with Sclavi as the most recurrent script writer in the first decade of serialisation.
Os infernos de Sclavi são sempre inesperados. Em La Belezza Del Demonio, o inferno é a Terra, à qual uma bela demónia é condenada a viver durante duzentos anos, após uma invocação demasiado bem sucedida. Um piscar de olhos no inferno, uma eternidade na Terra, e uma história onde a alma esquecida de um homem executado serve de fio condutor à libertação da criatura dos infernos aprisionada numa vida humana.
Já em Inferni, o inferno é uma imensa repartição burocrática onde trabalham almas penadas e criaturas que invocam Bosch, com adereços modernos no lugar da cabeça. Ou o inferno poderá ser outros infernos, alguns que se assemelham às visões de pesadelo da mitologia cristã, outros sendo quase paraísos - porque o inferno é o outro lado, o que nos espera para lá da morte, como nos mostram os mitos da antiguidade, e tanto pode ser um lugar de ranger de dentes como uma calma vila suburbana onde velhos casais ainda apaixonados vivem uma velhice eterna. Em Inferni, Sclavi mergulha no surreal, numa história onde a previsibilidade da repartição, onde todos os dossiers contém toda a informação sobre o que aconteceu e vai acontecer, é quebrada por um erro informático no dossier de Dylan Dog, que se vê envolvido nas tentativas de uma antiga amiga em contactar o espírito do marido.
Infernos que quebram as iconografias da mitologia cristã que define a ideia que deles temos. Sclavi aposta no surreal, no tocante, no espaço além da realidade. E, também, na aleatoriedade, em descidas a infernos inesperados.
Uso questa edizione per valutare il numero 46: inferni. Bellissima l’idea che esistano una moltitudine di Inferni, tutti diversi e diversamente dolorosi. Quello in cui si ambienta parte del numero e’ un inferno “burocratico”, popolato da creature stranissime e affascinanti. Ci sono anche le porte dell’inferno - di Fulciana memoria - che collegano il nostro mondo con l’aldilà. Sul finale Sclavi finta un finale simile al numero 2 (donna assolda dylan dog ma si scopre che lei stessa e’ la colpevole) ma in realtà tutto si rivela un “misunderstanding” dovuto ad un errore dell’inferno burocratico. Ottimi i disegni di Carlo Ambrosini. Sceglie sempre “l’inquadratura” giusta, il tratto e’ pulito e la gestione dei neri e’ ottima.
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