O Plano Verde de Lisboa constitui a componente do Plano Director Municipal (aprovado em 1993) e ocupa-se do espaço não edificado da cidade, incidindo não apenas nos espaços verdes, mas também nos pavimentados e expectantes que, conjuntamente com os primeiros, constituem o espaço exterior urbano, na sua maior parte correspondente ao espaço público da cidade. Coordenou o Prof. Arquitecto Paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, no âmbito do Instituto Superior de Agronomia.
GONÇALO RIBEIRO TELLES nasceu em Lisboa, a 25 de Maio de 1922. Licenciou-se em Engenharia Agrónoma no Instituto Superior de Agronomia em 1952, tendo concluído nesse mesmo ano o Curso Livre de Arquitectura Paisagista. Em 1953, ingressou na Câmara Municipal de Lisboa, onde permaneceu até 1960, projectando espaços públicos por toda a cidade, com destaque para as novas áreas de expansão da mesma na década de 50. Manteve sempre uma intensa actividade profissional, incluindo alguns períodos de docência em diversas instituições de ensino. São diversos os seus trabalhos de referência, destacando-se o parque da Fundação Calouste Gulbenkian, projectado durante a década de 60, em co-autoria com António Viana Barreto, obra contemplada com o Prémio Valmor (1975). Porém, a actividade política ocupou uma parte significativa do seu desempenho profissional. Em 1971, foi um dos fundadores da Convergência Monárquica e, já depois do 25 de Abril, fundou o Partido Popular Monárquico. Foi Subsecretário de Estado do Ambiente do I, II e III Governos Provisórios (1974-1975), Secretário de Estado do Ambiente do I Governo Constitucional (1976-1977) e Ministro de Estado e da Qualidade de Vida do VIII Governo Constitucional (1981-1983), mas também deputado à Assembleia da República (1979-1983; 1985-1987) e vereador na Câmara Municipal de Lisboa (1984-1985). Posteriormente, criou o Movimento Partido da Terra, em 1994.