O fio condutor deste romance é preenchido pela vida da cidade, das pessoas e da solidão do Óscar, produzida pelo pathos de uma obsessão. A obsessão por alguém, a obsessão por algo, que o leva a procurar no Presente a realidade que preencheu belos momentos num Passado doce. A roda do Tempo gira: o Passado já não é, pois já passou. O Futuro ainda não é e, quando o for, será Presente. Somente o Presente existe, não passando de um momento, este momento. Na eterna sucessão temporal, cada momento é único, não se repete, e, quando se tenta captar o momento, a roda do Tempo parece tornar-se mais veloz, não se compadece com ninguém! Nas páginas deste romance, numa cidade cinzenta, é-nos apresentada a busca da felicidade, sustentada por uma… ESTRANHA OBSESSÃO
Foi escritor, crítico literário, tradutor e editor. Fundou as edições Saturno e o jornal com o mesmo nome. Colaborou com o Jornal de Notícias, a Vida Mundial, o Diário de Lisboa, o Diário Popular, o República e A Capital, entre outros títulos. Foi director editorial na Ulisseia na década de 1960 e director literário no Círculo de Leitores e na Portugália na primeira metade da década de 1970. Depois de 1974, fundou as editoras Diabril e Fronteira.