Cecília Benevides de Carvalho Meireles was a Brazilian writer and educator, known principally as a poet. She is a canonical name of Brazilian Modernism, one of the great female poets in the Portuguese language, and is widely considered the best poetess from Brazil, though she rightly combatted the word "poetess" because of gender discrimination.
She traveled in the Americas in the 1940s, visiting the United States, Mexico, Argentina, Uruguay and Chile. In the summer of 1940 she gave lectures at the University of Texas, Austin. She wrote two poems about her time in the capital of Texas, and a long (800 lines) very socially-aware poem "USA 1940", which was published posthumously. As a journalist her columns (crônicas, or chronicles) focused most often on education, but also on her trips abroad in the western hemisphere, Portugal, other parts of Europe, Israel, and India (where she received an honorary doctorate).
As a poet, her style was mostly neo-symbolist and her themes included ephemeral time and the contemplative life. Even though she was not concerned with local color, native vernacular, or experiments in (popular) syntax, she is considered one of the most important poets of the second phase of the Brazilian Modernism, known for nationalistic vanguardism.
Ah, a Cecília cronista! Tão desconhecida e, ao mesmo tempo, tão bonita. “Escolha o seu sonho” (Record, 2001) é mais uma coletânea das crônicas que Cecília Meireles fez para o rádio no início da década de 60. Assim como em “Ilusões do mundo“, nada permite dizer que esses textos não foram escritos para algum veículo impresso. A linguagem da escritora, bastante poética e imagética, é que deve ter facilitado a sua leitura no rádio. O título do livro vem a calhar com o ambiente de sonho que emerge dos seus textos.
Cecília, a cronista, é uma mulher interessada nas pequenas felicidades que tem diante de cada janela. Não é o tipo de pessoa que irá sofrer de solidão, pois está cercada por inúmeros objetos, por infinitas formas da natureza, e o seu mundo particular está cheio de sonhos, raciocínios, ideias – tudo aquilo que impede uma total solidão e, de quebra, rende um bom texto.
Mas são tempos difíceis estes em que vivemos. Cecília nota que ninguém mais sorri e pondera que os homens têm complicado tanto o mecanismo da vida que já ninguém tem certeza de nada. Mesmo assim, há espaço para se encantar com um eclipse lunar, com os trovões, um programa de circo, ovos de Páscoa, um diário de D. Pedro II ou simplesmente uma tarde de sábado.
Também está interessada em personagens e retrata de forma carinhosa episódios que envolvem nomes como Victor Hugo, Faulkner, Mário de Andrade, Drummond, Portinari, Guignard. E, para fazer jus ao espírito do gênero, também um bem-te-vi se torna personagem de uma das suas histórias.
Este não é exatamente um livro fácil de se ler, mas tem uma delicadeza que compensa.
Crônicas favoritas: - Liberdade - Casas amáveis - Arte de ser feliz - Genealogia - Vozes de Humaitá - Da solidão - As meninas dos hospitais - Tempo incerto - Imagem de Faulkner - Estrela breve - Tarde de sábado - O sino e o sono - Compensação - Escolha o seu sonho