A maior causa de queda do homem reside na ilusão do poder. Os que pensam que podem tudo, na realidade, nada podem, porque o verdadeiro poder pertence a Deus e àqueles que, por já terem trilhado muitas estradas na Terra, chegaram a tal estágio de amor que conquistaram o grau de espíritos iluminados. Os mistérios da reencarnação somente a estes pertencem, inexistindo inteligência suprema que ultrapasse as barreiras do conhecimento divino, porque esse conhecimento é a essência do amor.
Seres inteligentes, que habitam o submundo astral, esforçam-se para disseminar seu poder sobre a Terra, gerando a alegoria dos demônios que espalham o medo para vencer as falanges do bem. Eles nada mais são que espíritos ainda empedernidos, apegados às ilusões da matéria que já não possuem, e que lutam, desesperadamente, para manter íntegra a hierarquia de terror e violência que estabelecem no astral inferior. Mas não existe poder capaz de suplantar as forças do bem, porque o bem é da natureza divina e nada pode se contrapor a ele.
Pouco a pouco, essas verdades irão se desvendando aos olhos de Régis, cuja índole rebelde e imatura não permite perceber a realidade de sua vida e dos sentimentos que o rodeiam. O confronto com a pureza do amor irá conduzi-lo em uma jornada de redescoberta de si mesmo e reavaliação de seus valores, levando-o a questionar onde, realmente, se encontra o poder.
Mônica de Castro nasceu no Rio de Janeiro, em 10 de julho de 1962. Nascida e criada no bairro da Tijuca, estudou no tradicional Instituto de Educação do Rio de Janeiro, desde o jardim de infância até o primeiro ano normal.
Após cursar um ano da faculdade de Comunicação Social, abandonou o curso e formou-se em Direito pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Hoje é membro do Ministério Público do Trabalho, exercendo a função de Procuradora do Trabalho.
Desde os tempos de menina, tem paixão pela literatura. Lia e escrevia com bastante regularidade, até que, aos 13 anos, ganhou um concurso de poesias, patrocinado pela Editora Ática. Paralelamente, sua mediunidade se desenvolvia, até que, certo dia, o nome Rosali não lhe saía da cabeça. Com ele, veio a ideia de iniciar um livro. Sem saber que psicografava, deu início a seu primeiro romance, Uma História de Ontem, sob a inspiração de seu mentor, Leonel. A partir daí, não parou mais.