«Que poderá ter acontecido para que uma mulher cujo quotidiano decorre segundo os padrões da mais estrita "normalidade" - se exceptuarmos um ou outro pormenor - tenha chegado ao extremo de se vestir assim, dessa cor sem cor e, ainda por cima, dramaticamente? Vê,o-la repetir os seus dias sempre iguais entre as leituras, a música, as refeições partilhadas com a filha, as suas reflexões e obsessões e, por outro lado, as aulas, os colegas e outras deambulações exteriores ao lar. Não fora essa outra mulher, essa fabulosa Cléo, teria ela acabado assim vestida, dramaticamente de negro?» (sinopse retirada da contracapa da obra)
Maria Fernanda Botelho nasceu no Porto no dia 1 de Dezembro de 1926 e faleceu em Lisboa no dia 11 de Dezembro de 2007. Estudou Filologia Clássica nas Universidades de Coimbra e Lisboa. Foi, nos anos 50, uma das fundadora da revista Távola Redonda. Tornou-se conhecida como poetisa primeiro e como romancista depois. Ganhou vários prémios, entre os quais o Prémio Camilo Castelo Branco, o Prémio da Crítica e o Prémio Eça de Queirós.