El análisis del desarrollo de cualquier economía nacional latinoamericana requiere su inserción en el cuadro regional, del mismo modo que exige una nítida percepción del comportamiento de los polos dinámicos de la economía mundial. Frente a esto, el estudiante de economía y de historia económica tiende a recurrir, de manera creciente, a referencias regionales, y se interesa cada vez más por el análisis comparativo de experiencias nacionales. Para ayudarlo a abrir ese camino, que es también el de la toma de conciencia de la comunidad de intereses que une a todos los latinoamericanos, preparó el presente ensayo el autor de Teoría y política del desarrollo económico, El desarrollo económico: un mito, Prefacio a una nueva econoía política y Creatividad y dependencia, publicados por Siglo XXI.
Oitavo ocupante da Cadeira 11 , eleito em 7 de agosto de 1997, em sucessão a Darcy Ribeiro e recebido pelo Acadêmico Eduardo Portella em 31 de outubro de 1997.
Filho de Maurício de Medeiros Furtado, de família de magistrados, e de Maria Alice Monteiro Furtado, de família de proprietários de terra. Foi casado com a jornalista Rosa Freire d`Aguiar.
Estudos secundários no Liceu Paraibano, em João Pessoa, e no Ginásio Pernambucano, no Recife. Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1944), Doutor em Economia (1948) pela Universidade de Paris (Sorbonne). Estudos de pós-graduação na Universidade de Cambridge, Inglaterra (1957), sendo Fellow do King`s College. Participou da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial. Técnico de Administração do Governo Brasileiro (1944-45). Economista da Fundação Getúlio Vargas (1948-49);
Como Diretor da Divisão de Desenvolvimento da CEPAL (1949-57), contribuiu de forma decisiva, ao lado do economista argentino Raúl Prebish, para a formulação do enfoque estruturalista da realidade socioeconômica da América Latina;
Diretor do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDE) (1958-59);
No Governo de Juscelino Kubitschek, elaborou o Plano de Desenvolvimento do Nordeste, que deu lugar à criação da SUDENE, órgão que dirigiu por cinco anos (1959-64);
No Governo João Goulart, foi o primeiro titular do Ministério do Planejamento (1962-63); Com o golpe militar de 1964, teve seus direitos políticos cassados por dez anos, dedicando-se então à pesquisa e ao ensino da Economia do Desenvolvimento e da Economia da América Latina em diversas universidades como as de Yale (EUA, 1964-65), Sorbonne (França, 1965-85), American University (EUA, 1972), Cambridge (“Cátedra Simon Bolívar”- Inglaterra, 1973-74), Columbia (EUA, 1976-77);
Com a redemocratização, foi embaixador do Brasil junto à Comunidade Econômica Européia (1985-86), em Bruxelas, e Ministro da Cultura do Governo Sarney (1986-88), quando elaborou a primeira legislação de incentivos fiscais e fez a defesa da identidade cultural brasileira.