Queria Ter Ficado Mais reúne 12 histórias escritas por mulheres em diferentes cidades do mundo - da vizinha Buenos Aires à longínqua Tóquio.
Com textos autorais, sensíveis e envolventes, são viagens que vêm dentro de envelopes, como cartas enviadas de diversos pontos do globo para um único destinatário: você.
A ideia deste livro é ótima: 12 mulheres, em sua maioria jornalistas, escrevem sobre 12 cidades diferentes pelo mundo. Eu gostei muito da maior parte dos textos e achei que as escritoras me fizeram sentir um pouquinho em cada um dos lugares citados (principalmente nas cidades que eu já conhecia). Minha única crítica seria pelo formato: cada história vem num envelope, como uma carta, cuja escritora é a remetente. Entretanto, não são escritas epistolares, são pequenas crônicas de viagem. Achei meio maluca a escolha pelo formato se o texto não acompanha o formato. Mas são muito boas as histórias. :)
Mais do que o conteúdo, acho que o que mais me agradou seu formato. Dotadas de pessoalidades e olhares diferenciados, as crônicas tornam a experiência de abrir cada um dos envelopes (com padrões únicos e ilustrações maravilhosas) uma coisa única. É como se fosse especialmente para você!
Fazia tempo que eu não enrolava para terminar um livro. Me trouxe muitas lembranças de lugares (alguns, mesmo sem ter ido ainda) que eu também queria ter ficado mais...
Li esse livro no caótico 2020 quando o máximo de viagem que fiz foi até o mercado ou farmácia. Viajar a tantos países e lugares diferentes, foi um presente. Me senti de fato recebendo cartas dessas mulheres através do mundo e conhecendo as ruas, pessoas, lugares ao lado delas.
Vontade de voltar aos países diferentes através dessas cartas!
Um livro em formato de cartas, todas endereçadas a nós, leitores. Cada carta traz o relato de uma viagem para uma cidade diferente do mundo. Essa brincadeira com o formato, como se tivesse descoberto uma coleção secreta de mulheres que poderiam ser minhas amigas, me trouxe um sentimento muito bom, de saudade, inclusive, de receber cartas de pessoas queridas.
A sensação de abrir a primeira carta me trouxe aquela coisa boa que é abrir uma carta que alguém escreveu pra você, mas poucas delas me marcaram e me envolveram na viagem delas, como as de Londres e Yangshuo.
Algumas das cartas me deixaram querendo muito mais. Outras nem tanto. A que mais me tocou: Roma. A que mais me deu vontade de voltar: Barcelona. A que me surpreendeu: Yangshuo. A que guardei pra ler por ultimo: Londres (cidade amada). A mais doce: Paris.
Quando foi a última vez que você leu uma carta? E quando foi a última vez em que você escreveu e enviou uma carta? Perguntas difíceis, não é mesmo? Eu nunca tive o hábito de enviar cartas, ainda mais agora com a facilidade da tecnologia e a possibilidade de falar com qualquer pessoa em qualquer parte do mundo de forma instantânea.
“Queria ter ficado mais” foi um livro que me chamou a atenção desde a primeira vez que ouvi sobre ele numa palestra da Editora Lote 42 numa edição da Feira Miolo(s). A editora investe na criatividade para criar seus livros “diferentes” e esse conseguiu cumprir bem com seu papel: uma experiência sensorial ao ler as cartas.
O livro, composto por 12 cartas de 12 diferentes mulheres, tem um design em que cada “crônica” (podemos dizer assim) está inserida num envelope. E tem mais um detalhe: no verso tem uma ilustração em aquarela da artista Eva Uviedo, trazendo o destino de cada uma das cidades em que se passam as viagens.
E sim, essa leitura pode agradar aos apaixonados por viagens e curiosidades sobre diferentes países ao redor do mundo. Os relatos das jornalistas trazem suas memórias de lugares distantes, os sonhos, os imprevistos, surpresas e os perrengues de viajar por países muitas vezes desconhecidos por nós. As minhas cartas preferidas foram as que se passaram em Israel e Cisjordânia, Berlim e Nova York.
Porém tenho algumas ressalvas: algumas cartas trazem problemas na edição com palavras sobrepostas umas às outras e às vezes cortadas. Em relação ao conteúdo, senti falta de alguma jornalista preta descrevendo sua experiência, por isso, acho que a minha percepção final tornou a minha percepção com a obra okay. No final, eu queria ter visto mais.
A ideia é ótima, a sensação de abrir as cartas também é muito legal (há quanto tempo não abria um envelope, rs). Mas as histórias são curtas demais, a experiência seria muito melhor se a narrativa fosse mais longa, com mais detalhes. Mas entendo que o objetivo era que fossem cartas e não um livro, talvez eu tenha ido com a expectativa errada. Não amei, mas curti ler sobre a relação dessas mulheres com essas cidades e foi ótimo conseguir visualizar os lugares que eu mesma já visitei.
Simplesmente incrível! Foi maravilhoso poder compartilhar das memórias dessas mulheres e sentir um gostinho dos bons momentos que elas tiveram nessas diferentes cidades. Além disso, a sensação de abrir uma carta para retirar as histórias e ler torna a experiência mais incrível ainda <3
O formato do livro é muito intrigante. As crônicas embaladas em envelopes, como cartas, trazem consigo uma sensação nostálgica, de memória, de histórias, de lugares e pessoas. Deu saudade, vontade de viajar e de escrever cartas.
A ideia é boa, especialmente para quem cultiva a nostalgia das cartas e gosta de viajar (pelo mundo e dentro de si mesmo). São 12 histórias, de 12 autoras, em 12 lugares diferentes do mundo. Algumas bem boas, outras nem tanto. Mas valeu o passeio!
Mto bom!! A ideia de 12 mulheres diferentes escreverem cartas contando sobre uma viagem marcante de suas vidas em lugares diferentes é fantástica!! Pude me sentir em cada lugar descrito e me sentir amiga delas, simplesmente genial.
Das 12 cartas, gostei mesmo de 4: a escrita poética de Livia Aguiar sobre Istambul, o relato forte de Cecília Araújo sobre Israel, o romantismo de Barbara Heckler em Barcelona e a doçura da narrativa de Clara Vanali sobre Roma.
Bem gostoso de ler os relatos de viagens, talvez meu favorito tenha sido Istambul ou então Yangshuo, poderia eu mesma ter escrito várias dessas "cartas". Edição muito linda dessa editora.
Cartas de viagens. Envelopes em aquarela. Bonito, algumas cartas boas, outras sem graça. Formato de livro em cartas que é uma novidade pra mim. Um livro objeto.
Eu me apaixonei pelo livro já por ser em formato de cartas. E viva a Lote 42 e sua criatividade! As ilustrações são maravilhosas e abracei as cartas como se fossem para mim. As histórias são ecléticas e íntimas, mas poderiam ter um toque a mais para que realmente se parecessem com cartas. No fim, são relatos de lindas mulheres e suas aventuras, mas não há um sujeito a quem se dirigem. Acho essa informação importante porque a partir do momento em que você não espera que sejam mesmo cartas a alguém e essa expectativa é esclarecida, você pode curtir com mais prazer a abertura de cada envelope, a lida de cada história. Me empolguei, me senti otimista ao ver as boas amizades reconhecidas, conheci mais sobre o mundo, me emocionei. Sensacional. Indico a todos que gostam de viajar e a sensação final é mesmo a lembrança de algumas viagens e as nossas vontades de ter ficado um pouco mais.
Fui atraída pela idéia do "livro" -- uma coleção de relatos de viagem, cada um contado por uma pessoa diferente -- por ser um tipo de leitura bem diferente: além do formato fora do padrão (cada "capítulo" sendo uma carta de uma autora diferente, sobre uma cidade ou região específica), a idéia de conhecer um pouco mais do lugar que tanto encantou essas pessoas me pareceu muito criativa. E de fato a leitura do Queria Ter Ficado Mais te entrega isso.
É bacana também o pequeno perfil de cada autora que vem no final de cada capítulo/carta/cidade, onde elas dizem coisas que trouxeram ou que gostariam de ter trazido daquele destino, qual o plano para o próximo destino, dentre outras coisas. Bem curioso.
Por outro lado, os relatos são pouco extensos, o que deixa a gente com um gostinho de "queria saber mais" sobre essa jornada das autoras. Fiquei um pouco frustrada por isso...