Um relojoeiro meticuloso que desaparece. Relógios que deixam de funcionar, e o tempo que passa sem ser contado. Japoneses vivendo numa vila alentejana, fugidos dos seus fantasmas e das suas paixões. Um samurai que mantém vivo o seu senhor, que morreu do outro lado do mundo. Um abade que perdeu a fé e um monge que conserva a sua espada debaixo da cama. Uma negra aristocrata em Lisboa e um fidalgo que desespera por salvar o seu filho. Mulheres de linhagens ancestrais que preservam conhecimentos antiquíssimos do mundo natural. Órfãos dependurados em árvores ou escondidos, que buscam outras fontes de sabedoria.
Por entre este feixe de personagens que se ramificam pelo mundo, Margarida, nascida no Japão e refugiada no Alentejo, herdeira de ancestralidades que desconhece, tenta esquecer a sua paixão e vai aprendendo a amar Fernando, o pintor que tudo faz para descobrir onde está o seu pai, mestre Ricardo, o relojoeiro.
JOÃO PAULO AZEVEDO OLIVEIRA E COSTA nasceu em Lisboa, a 1 de Abril de 1962. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1984), Mestre (1989) e Doutor em História da Expansão Portuguesa (1998), pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com as teses A descoberta da civilização japonesa pelos portugueses e O Cristianismo no Japão e o Episcopado de D. Luís Cerqueira, respectivamente. É Professor Catedrático no departamento de História da FCSH/UNL e foi Director do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar, entre 2002 e 2020. É membro correspondente da Academia Portuguesa da História, membro do Comité Internacional do Seminário Internacional de História Indo-Portuguesa, membro da Direcção do Centro de Estudos de Povos e Culturas de Expressão Portuguesa da Universidade Católica Portuguesa, fundador do Bulletin of Portuguese Japanese Studies e director dos Anais de História de Além-Mar, ambos editados pelo CHAM. Coordenador da Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa, foi um dos coordenadores científicos das Biografias dos Reis de Portugal e autor de D. Manuel I, publicado nessa colecção. Foi ainda Presidente da Associação de Amizade Portugal-Japão, entre 2001 e 2005, tendo sido condecorado, pelo Imperador do Japão, com a Ordem do Sol Nascente, Raios de Ouro com Roseta, em 2015. Dentre a sua obra científica destacam-se: A descoberta da civilização japonesa pelos Portugueses (Macau, 1995); O Japão e o Cristianismo no Século XVI. Ensaios de História Luso-Nipónica (Lisboa, 1999), D. Manuel I, um príncipe do Renascimento (Lisboa, 2005); A Interculturalidade na Expansão Portuguesa (Lisboa, 2007, com Teresa Lacerda); Henrique, o Infante (Lisboa, 2009), Episódios da Monarquia Portuguesa (2013); Mare Nostrum: em busca de honra e riqueza (2013); História da Expansão e do Império Português (coordenador e coautor) (2014); Os Descobrimentos Portugueses. O início da globalização (2018) e The Cape Route and the Silk Roads (coeditor, com Carmen Amado Mendes) (no prelo). Iniciou-se na escrita de ficção com o romance O Império dos Pardais (2008), a que se seguiu O Fio do Tempo (2011), O Cavaleiro de Olivença (2012), O Samurai Negro (2016), Xogum - O Senhor do Japão (2018), A Dama do Quimono Branco (2019) e A Estreia do Auto da Índia (2021).