Este ensaio tem, metodologicamente, o estatuto do patchwork: colagem de reflexões várias, montagem de citações avulsas, tudo cosido com fio grosso, algo aparente, de forma a que, se o trabalho tiver ficado bem feito, se possa cobrir com esta manta de retalhos um objecto simultaneamente histórico e actual, abstracto e concreto, em suma, o nome e a coisa do PROLETARIADO.
MANUEL VILLAVERDE CABRAL nasceu em Ponta Delgada, em 1940. É licenciado em Letras (Lettres Modernes) pela Universidade de Paris (1968) e doutorado em História na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales-Université de Paris I, com uma tese intitulada Le Portugal de 1890 à 1914: forces sociales, croissance économique et pouvoir politique, tendo sido docente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e no ISCTE. Antigo exilado político, é Investigador Jubilado do Instituto de Ciências Sociais e director do Instituto do Envelhecimento da Universidade de Lisboa. Entre 1985 e 1990, foi Director da Biblioteca Nacional de Lisboa e foi ainda colunista semanal do Público e do Diário de Notícias. Os seus interesses científicos actuais giram em torno da sociologia das atitudes e comportamentos políticos, nomeadamente o exercício da cidadania democrática nas suas relações com a história política portuguesa e com a estratificação e equidade sociais. Nos últimos anos, tem igualmente desenvolvido projectos em sociologia da saúde e na sociologia das profissões. Mantém um interesse permanente pela filosofia e a teoria política, bem como pela filosofia das ciências sociais e as teorias sociológicas.