Em uma terra de pólvora e feitiço, a mira mais certeira é a do coração. Duas mulheres, duas famílias rivais e um amor que pode reescrever o destino ou selá-lo em sangue. Bala no Alvo, Dente de Leão é o novo livro de Giu Domingues, autora best-seller da Duologia Boreal e de Canção dos Ossos. Segure o chapéu, que o bicho vai pegar!
Em Albuquerque, não dá para ficar em cima do muro: ou você está do lado dos Berrante, ou do lado dos Falcão. Uma rivalidade de gerações colocada à prova por uma vaqueira e uma pistoleira, Doralice e Marieta
Doralice Berrante usa o disfarce de Dente de Leão, uma vaqueira anônima, para competir nos rodeios de seus inimigos, sonhando com uma liberdade que o nome de sua família não lhe permite. Marieta Prata, a pistoleira de mira infalível, apelidada de Bala no Alvo, chega à Albuquerque ao lado do irmão, Pirilampo, em busca do prêmio dado ao vencedor do rodeio, que pode mudar a vida da sua família para sempre. Porém, o que começa como rivalidade nas arenas logo se transforma em uma perigosa atração.
Em Bala no Alvo, Dente de Leão, Giu Domingues tece uma trama eletrizante em um cenário de faroeste fantástico, onde a poeira das cavalgadas se mistura à magia, e a lealdade é testada a cada tiro. Entre duelos ao pôr do sol, segredos familiares e uma paixão proibida, as duas protagonistas precisarão decidir de que lado estão na batalha por suas próprias vidas e pelo futuro de Albuquerque.
é sempre um prazer inenarrável ler os livros da Giu! viva os lgbt+!
dessa vez, diferentemente dos outros livros livros dela, a gente vai ter uma história que é tanto no Brasil, quanto num lugar fictício; parece complicado de entender, mas eu jURO que não é! o cenário desse livro por si só já é um espetáculo, pq é 101% inspirado em novelas brasileiras de faroeste! a princípio, achei que fosse ficar meio perdido e que não ia aproveitar completamente, mas felizmente isso não aconteceu e eu fui fisgado desde o começo! apesar de ter um romance como uma das partes fundamentais da trama, aqui a gente encontra uma fantasia mt legal, com personagens muito diferentes entrei si e completamente cativantes além de uma atmosfera que parece pronta pra ~assistir na tv da sala, junto com a família! de homens que levam um tiro e não morrem à uma mulher que inexplicavelmente vira uma [atenção] ÉGUA, a narrativa desse livro te fisga completamente e te faz acreditar que esses personagens são reais e que tudo aquilo realmente tá acontecendo em algum lugar! como já li os outros livros da autora, eu já tava ligado nisso, mas é sempre bom mencionar o tanto que a Giu é boa em criar imagens! é surreal msm, de verdade! viva os bissexuais!
os personagens dessa história são DELICIOSOS de acompanhar! meu favorito, com toda certeza, foi o Pirilampo; ele é 200% meu tipo de homem: pretinho do cabelo bonito, bissexual & cheio d molho! mas, claro, as protagonistas não ficam atrás! não só isso como a primeira cena em que elas interagem entrou no meu top 5 cenas favoritas, pq DO NADA a porra da Bala no Alvo começa a cantar ANA CAROLINA! ela fez história, mlq, foda-se! viva a viadagem!
todo o dramalhão envolvendo as famílias Falcão e Berrante é deliciosa de acompanhar! é tiroteio, homem sendo chifrado, bissexuais sendo bissexuais, bomba, fuga em carrinho de trilho! como falei, tudo é mt visual e ~televisivo! viva as transviadosapatão!
a fascinação com os faroestes sempre me pareceu muito justificada. a ideia de desbravar o inóspito, resolver as coisas na base da bala ou da lábia, as paixões tórridas, o rancor que corrói a alma. western sempre foi dos intensos, então nada mais natural do que explorar esse gênero com as sáficas. mas existe uma escolha que a giu domingues faz aqui que genuinamente o diferencia e o torna bem especial.
apesar de o bad bunny ter supostamente salvado a américa latina (kk...), existe uma óbvia distinção sobre como a nossa cultura brasileira se manifesta. nosso português é tão infeccioso que, a cada ano, mais tem se tornado a cara da linguagem, muito mais do que o próprio país que o originou. e nada é tão brasileiro quanto as nossas novelas. se giu quer fazer seu johnny guitar lésbico, ela também quer fazer seu próprio pastiche da novela nacional. e não é que ela consegue?
a premissa é direta: em albuquerque, onde a rivalidade entre as famílias berrante e falcão divide a cidade, doralice berrante compete nos rodeios sob o disfarce de dente de leão para escapar do peso do próprio nome, enquanto marieta prata, a temida pistoleira bala no alvo, chega determinada a conquistar o prêmio que pode salvar sua família. mas a disputa nas arenas rapidamente se transforma em uma atração perigosa entre as duas mulheres. enquanto passam por duelos ao pôr do sol, segredos e magia ancestral, elas precisarão decidir se lutam pelo passado que as aprisiona ou pelo futuro que podem escolher juntas.
não somente pelos nomes dos capítulos serem títulos de algumas das mais icônicas e reconhecidas novelas (nada como poder usar "mulheres apaixonadas" para o capítulo em que as protagonistas finalmente consumam seu jogo de atração), a estrutura da trama emula a estrutura das mesmas. o senso de aventura, os segredos de família e até mesmo o aspecto fantástico. sim, esta é também uma fantasia assumida, com lobisomens, amuletos encantados de santos, trigêmeas católicas literal e demoníacas e mulheres que viram cavalos, mas em nenhum momento a narrativa busca a racionalização ou a lógica do realismo. tudo aqui é porque é e, por isso, parece bem mais honesto.
um pesar é a reta final. se, por um lado, acho a construção da mesma bem melhor colocada que o trabalho anterior de giu, o irregular, mas divertidamente macabro, canção dos ossos (2024), a rapidez com que o tom muda é alarmante. o momento já citado aqui entre marieta e doralice parece irreal diante do contexto em que acontece. as reviravoltas em sequência atrapalham as ótimas cenas de ação, que vão lentamente fluindo do faroeste para a fantasia dark na mesma página. ainda assim, o carisma das personagens e a força do seu laço são mais do que o bastante para compensar as falhas, e a construção de mundo é tão envolvente que, mesmo com este tendo um ponto final bem bonito e enrolado em celofane, não me importaria de ver mais das mesmas.
num mundo ideal, walcyr carrasco já teria comprado os direitos e lançaria essa direto nas seis.
Ambientações novelísticas, meio história contada de boca em boca, mas pela primeira, com um pouco de contexto porque aqui tudo é feito nos detalhes, com carinho e com talento.
Em suas premissas, "Bala No Alvo, Dente de Leão" tem muito do que eu rejeito: lugares fantásticos, gente que vira bicho. Mas eu havia dado uma chance a Giu Domingues uma vez e bem, acho que estarei deixando minhas opiniões ranzinzas de lado, por ela, por todos os livros que ela for escrever.
Essa história têm tribunas dignas das revistas FebreTeen da minha infância, com escritas cômicas que dividem espaço com uma tensão no ar que nunca cessa e é deliciosa de acompanhar (admito que queria tribunas por pelo menos metade dos capítulos). Tem também personagens que conquistam, aquele gostinho de preciso de mais, preciso logo, preciso, preciso, preciso.
Tem ainda algo que eu adoro e adoro muito: aquele tipo de história que tem alguns mistérios, estes que eu já desvendei cedo demais e mesmo assim, o desenrolar não cansa, não aborrece e a descoberta é tão satisfatória que não importa se eu já sabia ou não. Essa sensação só se desperta em mim por poucos e eu tiro o chapéu pra quem consegue.
Ou no caso dessa história, eu coloco, junto das botas, dos revólveres e um amuleto esmeralda.
Além da escrita com necessidade de ser devorada, esse livro me surpreendeu e o capítulo 44 me trouxe tanta adrenalina que eu me senti numa mesa de RPG com todo mundo em silêncio enquanto ouvem ê mestre narrar o próximo chefão que pode ser o último que verei com vida. Sério, foi INSANO, e eu amo essas descrições dignas de boss fight.
Foi tudo de bão, eu amo a literatura brasileira, amo histórias bobinhas que carregam muito sentimento, muito carinho e muita memória, mesmo que como leitora, só posso provar um pedacinho pititico de tudo isso de verdade.
E para a autora, estarei nas trincheiras por todos os próximos!
"A única coisa verdadeiramente sua era o amor, e era esse amor que agora a incendiava por dentro. Pois aquele era o custo de amar — aquela dor que doía mais do que veneno e queimadura de sol, a dor de saber que tudo que você tem como certeza é, na verdade, tão impermanente quanto poeira. [...] quando alguém que a gente ama morre, essa pessoa que somos morre um pouco também."
Tudo acontece nesse livro! Vc não tem um segundo sem surpresas e sem alvoroço. A trama do romance guia toda a história, mas tudo que vem junto é super interessante. Engraçado que é muito familiar, pelo contexto de novelas, bang bang e folclore, mas ao mesmo tempo consegue ser algo novo e refrescante.