Este épico de horror queer, que tem como pano de fundo a origem do primeiro assentamento de um Movimento Sem Terra, numa Porto Alegre parcialmente engolida pelas águas do Guaíba, quando um jovem estudante de Jornalismo começa a ser perseguido por uma aranha enquanto ele tenta conseguir a bênção de sua sogra para poder mudar e viver junto com seu namorado. Desesperado, o rapaz tenta atrair a aranha pra fora do prédio e acaba enredado nos eventos noturnos de uma metrópole entregue ao descaso do poder público, indo parar em lugares ainda mais distantes e estranhos do extremo-sul da América Latina e da própria realidade.
Este livro me prendeu em sua teia. Embora seja uma história de horror queer , me fez pensar em coisas como momentos perfeitos, sonhos, conquistas, quedas, enfrentamentos, o seguir sempre em frente, sair da zona de conforto e correr riscos para chegar em deu objetivo. O ser humano é multifacetado e por isso pode escolher entre mil caminhos diferentes. Alguns preferem os caminhos mais fáceis, já outros escolhem os caminhos mais difíceis cheio de obstáculos, porém muitos terminaram a jornada fortalecidos e com a visão de vida mais clara. É desafiador despojar-se de tudo o que paralisa o avanço, preferindo atalhos e arranjando desculpas. Contudo, necessário é para que possamos enxergar a nos mesmos e corrigir aquilo que julgamos estar errado. É preciso se perder para se reencontrar.
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