Diante da morte da esposa, com quem foi casado por 49 anos, o historiador Boris Fausto decide revisitar um hábito da juventude e escreve um diário. A princípio voltado a reflexões dolorosas acerca do luto, os escritos pouco a pouco se abrem para o cotidiano concreto, ainda que envolto pela marca da ausência. O resultado revela um olhar crítico e atento à vida contemporânea, permeado pelo senso de humor inabalável do autor.
BORIS FAUSTO nasceu em 1930, em São Paulo. É professor aposentado do Departamento de Ciência Política da USP, membro da Academia Brasileira de Ciências e autor de livros como A revolução de 1930, Negócios e ócios e O crime do restaurante chinês.
Livro interessantíssimo! Como lidar com a perda de alguém muito querido (no caso, a esposa com quem foi casado por 49 anos) e seguir vivendo? Boris Fausto consegue narrar um pouco todo esse processo de elaboração. Com textos geralmente curtos em formato de diário, ele nos mostra como em alguns dias pensa-se muito na perda, enquanto que em outros o mais importante são coisas que nada tem a ver com isso (corridas de táxi, jogos de futebol, idas ao banco, etc).
Apesar do tema sensível e angustiante, o autor escreve de forma leve e muitas vezes cômica ou irônica, tornando a leitura fácil de levar. Altamente recomendado!!
um intelectual rico escreve um diário após a perda da esposa. um mundo totalmente diferente da realidade da maioria brasileira. nada interessante, apenas irritante.
Foi um livro de ler num momento específico. Mas não é um livro imperdível. Formato de diário o que faz pensar que há poesia na vida cotidiana, nos altos e baixos, é sempre válida.
Pode ser uma opinião muito pessoal, mas não gostei. Achei raso, não me identifiquei com a escrita dele que por vezes parecia não ter começo, meio e fim. Não emocionou. Parece-me mais um apanhado de notas aleatórias que talvez façam muito sentido para ele, mas que não disseram muita coisa para mim. Foi uma luta conseguir ler esse livro.
Apesar do tom que comove a quem lê, pelo tratamento muito pessoal que é dado ao tema, a edição parece ter sido preguiçosa, o que não é de responsabilidade do autor. Muitos trechos são completamente dispensáveis, outros longuíssimos e com pouca ligação entre si. Como diário, nota 10 para Boris Fausto. Como livro, nota 7.
Não consigo ter uma opinião clara sobre este livro. Em lugar daquilo que ele diz ser: um diário onde colocar as sensações com a ausência da esposa morta, parece-me algo escrito visando a publicação.