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Si Einstein lo hubiera sabido

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Alain Aspect a voulu écrire ce livre pour nous faire partager sa fascination pour le débat entre deux géants de la physique, Niels Bohr et Albert Einstein, portant sur l’interprétation de la mécanique quantique. Presque un demi-siècle après ses propres expériences, Alain Aspect a reçu le prix Nobel de physique pour avoir montré que l’on doit renoncer à la vision du monde quantique défendue par Einstein. Alain Aspect replace le débat dans l’incroyable histoire de la physique quantique. Ne cachant pas son admiration pour Einstein, il nous montre comment la controverse quasi philosophique que celui-ci a engagée avec Niels Bohr a conduit à des expériences bien réelles et à l’invention de nouvelles technologies quantiques. Tout en faisant le récit de son parcours, Alain Aspect nous explique avec passion et clarté comment il a mis en évidence l’une des propriétés les plus extraordinaires de l’intrication quantique, et il tente d’imaginer la réaction d’Einstein à ses résultats expérimentaux. Un livre majeur. Alain Aspect a reçu le prix Nobel de physique 2022 « pour les expériences avec des photons intriqués établissant les violations des inégalités de Bell et ouvrant une voie pionnière vers l’informatique quantique ». Il est professeur à l’Institut d’Optique-université Paris-Saclay, professeur à l’École polytechnique et directeur de recherche émérite au CNRS. 

400 pages, Hardcover

Expected publication March 24, 2026

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Alain Aspect

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Profile Image for Emile de Falleur.
24 reviews
August 10, 2025
Voor iemand zoals ik die niks weet van kwantumfysica maar wel een basis heeft in klassieke fysica, is dit een goeie introductie aan kwantumfysica. De rode draad door het boek heen is een vraag dat fel werd gedebateerd tussen Einstein (en zijn aanhangers) en Bohr (en zijn aanhangers). Uit die vraag voortvloeien de experimenten die werden uitgevoerd door Alain Aspect. Op vlak van inhoud is het echt compleet, met ook een korte inleiding over de geschiedenis van de vroege ontwerpenissen van de kwantumfysica (het eerste laag brood van de sandwich) daarna komt de dikke sosis in het midden (ik zeg sosis in het geval dat je een hot dog had genomen maar als je mij had gezegd "Nee ik hoef niks te bestellen ik heb al mijn bokes bij" dan had ik gezegd dat dit deel de ham & de kaas voorsteld of andere mogelijkheid: als je mij had gezegd dat je eigenlijk frieten hebt besteld met een ferme laag tartaar erop, dan had ik gezegd dat de inleiding het kartonnetje voorsteld de sosis wordt dan de frieten en het einde zal dan de ferme laag tartaar zijn. Het zou echter een tikje vervelend zijn dat je echt frieten had genomen want deze metafoor geeft de chronoligische volgorde van het verhaal niet goed weer (dus pak gewoon een hamburger of een hotdog alstublieft)(bon je vais appliquer le théorème du sandwich pour faire converger mon propos vers quelque chose de tangible parce que sinon on va rien comprendre)) is uiteraard het experiment van alain Aspect zelf en wat ernaar toe heeft geleid. En in de slotpagina's geeft hij nog een uitgebreid beeld van het invloed dat dat experiment heeft gehad en nog altijd heeft. Nu waarom noteer ik het dan met een strenge 3 sterren in plaats van 4 of 5 sterren? Omdat er veel dingen niet goed uitgelegd zijn, en andere dingen veel te vaak worden herhaald.
5 reviews
March 4, 2026
O ABANDONO DO REALISMO LOCAL

O que concluir da violação das desigualdades de Bell, isto é, da rejeição da possibilidade de completar a mecânica quântica introduzindo teorias realistas locais? O próprio Einstein deu-nos a resposta. «Como?!», exclamará o leitor. «Einstein chegou a ponderar renunciar à sua visão realista e local do mundo?» Pois bem, sim: para defender o seu ponto de vista, considerava a hipótese de que essa visão teria de ser abandonada, e mostrava que as consequências seriam tão inaceitáveis que isso validaria a sua posição. Aplicava uma redução ao absurdo, tal como aprendemos nas aulas de matemática. Vejamos o que nos diz num texto escrito em 1949, intitulado «Autobiogratia», que se pode considerar um testamento intelectual. Raciocinando mais uma vez sobre os dois sistemas distantes entrelaçados S, eS,, introduzidos no artigo EPR de 1935, Einstein escreve: «Só se pode escapar a esta conclusão de que a
S, modifica (por telepatia) a situação real de S,, ou então recusando-se a atribuir realidades independentes a coisas que estão separadas espacialmente umas das outras. Ambas as possibilidades me parecem inteiramente inaceitáveis. Para Einstein, a conclusão era a de que a mecânica quântica era incompleta. Mas, para nós, a violação das desigualdades de Bell obriga hoje a aceitar pelo menos uma das duas possibilidades que Einstein considerava inaceitáveis.
Com efeito, ainda que a única conclusão indiscutível a tirar da violação das desigualdades de Bell seja o abandono do realismo local, é legítimo perguntar se se deve pôr em causa um dos dois conceitos, o realismo ou a localidade, mantendo o outro. Encontramo-nos, então, perante uma escolha que não é de ordem científica, e que por isso não pode basear-se apenas num raciocínio rigoroso. Estamos aqui no domínio da epistemologia, da visão que se adota para descrever o mundo. Vou, pois, explicitar as duas posições possíveis, tendo em conta os numerosos textos de Einstein que pude ler, e indicarei aquela para qual me inclino.

PRIMEIRA OPÇÃO: O ABANDONO DO REALISMO

Antes de mais, vejamos o que Einstein designa, na citação acima, por «a situação real [do sistema] S,», expressão que corresponde manifestamente ao que ele costuma chamar «realidade física» do sistema'". Para ele, um sistema físico confinado num volume finito de espaço-tempo é caracterizado de forma completa por um conjunto de parâmetros contidos nesse volume. Esses parâmetros permitem determinar o resultado que se obteria ao medir qualquer propriedade física do sistema, por exemplo, a sua energia, a sua quantidade de movimento, o seu momento cinético, a sua carga elétrica, a posição e a velocidade do seu centro de gravidade...
É aquilo a que chamarei aqui realidade fisica no sentido de Einstein. Esses parâmetros também permitem determinar a evolucão futura do sistema. Podem depender do passado, mas não podem ser influenciados por uma operação distante, caso essa influência tenha de propagar-se mais depressa do que a luz. Por conseguinte, se dois objetos estão separados no sentido relativista, uma medicão sobre um deles não pode afetar instantaneamente o outro. Para Einstein, isso seria telepatia, não fisica.
Perante o abandono do realismo local a primeira alternativa consiste em renunciar à noção de realidade física de Einstein, tal como a acabei de definir. É a essa renúncia que se pode associar a posição de Bohr. E certo que Bohr se defende energicamente de rejeitar o conceito de realidade física e reclama para si o estatuto de realista; mas a sua realidade fisica é muito diferente da de Einstein, pois inclui tanto o sistema em estudo como os aparelhos de medição que permitirão determinar-lhe as propriedades físicas. Isto significa que envolve simultaneamente o estado quântico do sistema (por exemplo, a função de onda de uma partícula) e a medição escolhida a sua velocidade, ou a sua posição), o que alguns designam por «contexto»'. Ao contrário da realidade fisica de Einstein, esta perspetiva não admite uma descrição do sistema em que os resultados de todas as medições possíveis estejam simultaneamente determinados, já que não existe nenhum aparelho capaz de as realizar todas ao mesmo tempo. Em resumo, a realidade física de Bohr não é intrínseca ao sistema considerado: é contextual.
Este ponto de vista parece razoável enquanto se considerar um sistema isolado, que é perturbado por uma medição, o que impede saber o que teria resultado de uma medição diferente. Pense-se no célebre microscópio de Heisenberg, em que o sistema de medição, neste caso, o fotão, interage diretamente com a particula cuja velocidade e posição se tenta determinar. A força do raciocínio EPR, que incide sobre duas partículas, está no facto de não haver interação direta entre o primeiro sistema — sobre o qual se faz a medição — e o segundo sistema. No entanto, diz-nos Bohr, mesmo que não haja ação mecânica direta, a realidade física do segundo sistema depende diretamente da medição realizada sobre o primeiro. Bohr tem consciência dessa dificuldade desde 1935, pois escreve": «É evidente que não se trata de uma perturbação mecânica do sistema em estudo durante a fase crítica final do processo de medição.» Mas segue-se uma frase que eu ainda hoje não consigo compreender: «Mas mesmo nessa fase, está essencialmente em causa uma influência sobre as próprias condições que definem os tipos de previsões possíveis acerca do comportamento futuro do sistema.»
Assim, ao contrário do raciocínio de Einstein, que assenta numa análise científica rigorosa da situação EPR, a argumentação de Bohr em resposta ao artigo EPR é essencialmente de natureza filosófica, e adotar o seu ponto de vista exige concordar com a sua posição epistemológica sobre a natureza da realidade física. Ora, para tal, é necessário admitir que não se podem separar os sistemas físicos dos seus aparelhos de medição. Isso opõe-se não apenas à visão realista de Einstein, mas também, parece-me, ao ponto de vista espontâneo de muitos físicos, que são realistas de facto, mesmo que frequentemente tenham dificuldade em admiti-lo.
Que se entenda: sou forçado a reconhecer que Bohr tinha razão contra Einstein, mas o que me convenceu disso não foram os argumentos de Bohr sobre a natureza da realidade física: foi o teorema de Bell e as experiências que mostraram que é necessário renunciar ao realismo local. Bohr não me convence de que é preciso abdicar da noção de realidade física tal como Einstein a concebia, independente dos aparelhos de medição.
Passemos, pois, à segunda opção: o abandono da localidade.

Comecemos por desfazer o equívoco em torno da palavra “telepatia”, usada por Einstein na citação acima de forma manifestamente irónica.
Essa palavra sublinha o carácter absolutamente inconcebivel de uma interação instantânea entre dois sistemas distantes um do outro. Einstein utiliza por vezes a expressão spooky action at a distance (‹interação fantasmagórica à distância») para descrever tal possibilidade, evidentemente inaceitável para o pai da relatividade.
No entanto, hoje em dia, somos forçados a considerá-la: é o que se designa por «não localidade quântica». Eis, pois, a segunda possibilidade: conservar a noção de realidade física de Einstein, que se aplica a um sistema localizado num dado volume de espaço-tempo, aceitando simultaneamente a possibilidade de essa realidade física ser afetada de forma instantânea por uma ação à distância. Desta vez, recusa-se atribuir propriedades individuais — realidades físicas — independentes a objetos separados no espaço. É neste sentido que me inclino, e não sou o único, embora se trate, sem dúvida, de uma posição minoritária entre os físicos.
Ainda que essa noção de não localidade quântica possa parecer chocante, estou disposto a aceitá-la para salvar o ponto de vista realista. Devo tentar completar a mecânica quântica com teorias de variáveis escondidas não locais, como a de Bohm? Será isso realmente necessário, dado que a própria mecânica quântica é uma teoria não local? Além disso, tanto quanto sei, a teoria de Bohm está longe de conseguir tratar o conjunto dos fenómenos tão bem descritos pelo formalismo quântico. Por isso, no que me toca, prefiro ficar-me pela mecânica quântica, considerando-a uma teoria que me fornece uma visão realista não local.
Profile Image for Jean-Pascal.
Author 9 books29 followers
January 25, 2026
Le grand intérêt du livre est la présentation par l'auteur des expériences du côté très pratique de ces recherches. On suit les difficultés et trouvailles techniques mises au point pour y arriver.
Je n'ai pas compris toutes les pages plus théoriques et n'ai pas été convaincu par le dernier chapitre.
Profile Image for Caroline.
354 reviews4 followers
February 2, 2025
Cet ouvrage est un peu écrit à la manière d'un article scientifique : introduction de présentation, développement, récapitulation en conclusion, et ce aussi bien à l'intérieur même de chaque chapitre ; il y a donc pas mal de choses qui sont répétées mais parfois, quand c'est ardu, ça ne fait pas de mal, et la physique quantique ça peut être parfois (euphémisme) assez ardu effectivement.
Alain Aspect est l'un des prix Nobel de physique de 2022, et ce pour des expériences réalisées en 1981-1982, elles-mêmes issues d'une expérience de pensée d'abord conçue par Einstein, Podolsky et Rosen en 1935 et améliorée d'un théorème en 1964 par Bell. Cette expérience, si elle était mise en pratique, pourrait alors déterminer qui de Bohr ou d'Einstein avait la vision la plus juste de la physique quantique (je résume à l'extrême, lisez le livre si vous désirez approfondir).
Dans cet ouvrage, qui n'est que légèrement de la vulgarisation scientifique, vous découvrirez comment Alain Aspect, prof de physique spécialisé dans l'optique, et ayant appris les bases de la physique quantique en autodidacte, a trouvé son sujet de thèse et tout mis en œuvre pour réaliser cette expérience et ainsi répondre à une question dont tout le monde se désintéressait à l'époque, mais qui a finalement eu un retentissement phénoménal et des répercussions importantes dans le milieu scientifique. On y découvre le cheminement de cette aventure (oui c'est une vraie aventure) et ça nous montre ce qu'est la recherche scientifique : questionnements, hypothèses, théories, expériences de pensée, expériences en labo, tests, avis et résultats contraires, re tests, etc.
En lisant ce livre, j'ai un peu vu Alain Aspect comme un chef d'orchestre, le Hannibal de l'Agence tous risques, qui a su réunir les personnes compétentes et adéquates pour faire aboutir ce projet colossal (surtout avec les moyens de l'époque), je l'ai aussi un peu vu comme le McGyver de l'optique quantique, qui arrive à faire fonctionner sa machine avec des éléments tout simples (vous verrez c'est hallucinant ce qu'on peut faire avec du sable et de l'eau !)
C'était vraiment passionnant, même si je sais que mon cerveau n'arrivera sûrement jamais à comprendre un centième de ce que sait déjà M. Aspect sur la physique quantique.
Profile Image for EU.
265 reviews7 followers
June 25, 2025
Ce livre est un parfait complément à celui de Léon Lederman. En effet, alors que Quantum Physics for Poets est presque uniquement consacré aux fondements théoriques de la physique quantique classique, l’ouvrage d’Alain Aspect prend quant à lui rapidement un tour très pratique. Et la première partie consacrée à la théorie vient utilement compléter les développements des auteurs américains.

Il faut quand même noter que, malgré les efforts énormes de l’auteur pour mettre le sujet à la portée de tous, la lecture de cet ouvrage demande des efforts et beaucoup de concentration. Mais on est récompensé, sinon par une vraie compréhension de la physique quantique, au moins par une première appréhension de ses aspects les plus étonnants. Plus encore, avec son insistance a bien présenter les expériences qui lui ont valu le prix Nobel 2022, l’auteur nous dévoile les coulisses de la recherche scientifique de pointe, avec ses défis techniques et la gymnastique intellectuelle nécessaire pour transformer une belle théorie en un test pratique aux failles de plus en plus réduite.

Bref, il s’agit d’une très belle réussite.
21 reviews1 follower
August 15, 2025
I studied theoretical physics and thus also quantum theory. However I was educated according to the school which Alain Aspect calls “Shut up and calculate”. I was therefore aware of the famous debates between Einstein and Bohr but never got a detailed understanding of the various interpretations of the Einstein, Podolsky and Rosen thought experiment let alone of the John Bell inequality.
Nobel Laureate Alain Aspect gives a very clear explanation of the contributions of Einstein to the development of quantum theory, his concerns about its probabilistic interpretation according to Bohr’s school of Copenhagen and the insights of John Bell which allowed experiments to settle the question whether quantum theory is complete or requires an underlying theory based on hidden variables. Alain Aspects then discusses how he and his collaborators managed to overcome many technological challenges to indeed demonstrate that the Bell inequality is violated which implies that quantum theory is complete. He also discusses the consequences for conjectures about local realism. In summary I hugely enjoyed this book and now filled jn a few knowledge gaps as a result of my “Shut up and calculate” education.
31 reviews2 followers
December 22, 2025
superbe vulgarisation de phénomènes complexes. certains passages optionnels sont pour les spécialistes mais sont bien séparés du reste. parfois un peu trop de répétitions. explica limpide que l'intrication quantique ne permet pas de déplacer une information plus vite que la lumière
20 reviews
January 31, 2026
I mostly read the first half of the book, which explains the theory underlying the experiment. I skimmed over the second half which deals with all the practical technicalities to achieve the experiment. Overall I found the explanations quite good. It feels like a privilege to have a masterclass from the Nobel winner himself.
Profile Image for Lancelot.
2 reviews
March 6, 2025
Très bon livre avec 2 niveaux de lectures. C'est très agréable d'avoir l'explication plus matheuse parfois. Elle est cependant facultative pour ceux que cela effraierait.
Displaying 1 - 10 of 10 reviews

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