Quando a civilização se acabar, nada mais restará a não ser a urgência da saciedade física. A fome predominará acima de todas as necessidades humanas. Sentimentos e conflitos internos nada serão além de escombros, aço retorcido e ossos limpos. Passará a existir uma nova miríade de convenções humanísticas, religiosas e de sobrevivência, com alicerces edificados sobre a carne, o sangue. O tempo das analogias terminará com a mesma urgência com que a moral humana se esvairá da mente e coração dos que sobrevirem a essa época. Não existirá esperança. Não subsistirá piedade nos olhares. Não restará fé nos corações. Mas sempre restará vida. E onde restar vida, haverá Fome.
É uma ideia boa, porém, muito mal trabalhada. Os contos são muito cansativos. É como ler um relatório de uma monitorização ambulatorial da pressão arterial, isto é, um diário de frases curtas. Substitua cada vírgula acima por um ponto final: é mais ou menos assim que o autor escreve. Há quem goste, mas eu detesto.