Romance, biografia, argumento cinematográfico, 'O selvagem da ópera' tem como protagonista o compositor Antônio Carlos Gomes, autor de O guarani e de outras óperas hoje esquecidas, como a Fosca, Salvator Rosa, Maria Tudor e Lo schiavo. Acompanhando sua trajetória em capítulos breves, Rubem Fonseca leva o leitor à segunda metade do século XIX, revelando desde os bastidores da Corte no Rio de Janeiro, na qual o jovem e talentoso músico ganha os favores do imperador-mecenas e de sua amante, a condessa de Barral, até sua conquista do mundo operístico italiano.
He is an important brazilian writer (novelist, short story writer and screenwriter), born in Juiz de Fora, state of Minas Gerais, but he lived for most of his life in Rio de Janeiro. In 1952, he started his career in the police and became a policy commissioner. Even though, he refuses to do interviews and is a very reclusive person, much like Thomas Pynchon, who is a personal friend of Fonseca. His writing is pretty dark and gritty, filled with violence and sexual content, and it usually happens in a very urban setting. He says that a writer should have the courage to show what most people are afraid to say. His work is considered groundbreaking in Brazilian literature, up until then mostly focused on rural settings and usually treating cities with a very biased point-of-view. Almost all Brazilian contemporary writers acknowledge Fonseca's importance, and quite a few authors from the newer generation, such as Patrícia Melo or Luis Ruffato, say that he's a huge influence. He started his career with short stories, and they are usually considered to be the best part of his work. His first popular novel was "A Grande Arte" (High Art), but "Agosto" is usually considered to be his best work. In 2003, he won the Camões Prize - considered to be the most important award in the Portuguese language - and the Juan Rulfo Prize - award for Latin American and the Caribbean literature.
El salvaje de la ópera es una novela atípica en la producción de Fonseca. Ahora no hay ninguna trama con tintes policiacos y el reflejo del crimen, tanto en la clase alta, como en la baja. Es una novela que narra la vida de Carlos Gomes, un compositor brasileño de finales del siglo XIX que tuvo cierto triunfo en Italia.
La voz narrativa que lleva la historia dice que el manuscrito apenas es un “tratamiento literario” para una película que se realizará. Incluso he llegado a pensar que es el mismo cineasta anónimo de Bastas emociones y pensamientos imperfectos: al igual que él, este narrador es un perfeccionista que quiere saber hasta el detalle más chico.
Por otro lado, no es que no me haya encantado, al igual que en todos las novelas de Fonseca, hay un cuidado con el tema que se trata, en este caso la música clásica. Sin embargo, tanta minuciosidad me llegó a cansar, provocando que me saltara una considerable cantidad de páginas que describían cosas como asuntos con la manufactura de libretos, la narración de un viaje de Europa a América, etc.
Como comentario final, llegué a encariñarme con Carlos. Alguien con más dudas que aciertos y que siempre buscó más de lo que pudo obtener. Alguien que nunca se sintió a gusto en un lugar cuando se encontraba demasiado tiempo ahí y una persona llena de una tristeza que parecía infinita.
“Tenho falado muito em verdade e fatos neste texto, mas sei que quem comanda a percepção é a imaginação; fazemos uso falso dos nossos sentidos e todo fato é uma interpretação subjetiva (mentirosa?) daquilo que observamos.”
Rubem Fonseca ensaia uma biografia pouco convencional e surpreendente do compositor e maestro brasileiro Carlos Gomes. Hoje muito pouco conhecido, Gomes, o selvagem, caipira e caipora, foi, no século XIX, autor de várias óperas, algumas delas representadas no célebre Scala de Milão (e, já agora, no São Carlos de Lisboa), tendo vivido e trabalhado a maior parte da sua vida em Itália, mas sempre fiel à pátria e ao imperador. Se o livro se distingue do que habitualmente encontramos na obra do autor, nem por isso foge à excelência da sua escrita e ao seu génio narrativo.
Livro totalmente diferente do costumeiro do autor, trata-se da biografia de Carlos Gomes. Chega a ser um livro de história pois retrata a vida do maestro e todo o ambiente da capital da colônia, curiosidades da família real e personalidades da época que foram seus amigos como o famoso engenheiro André Rebouças (projetou o túnel Rebouças). Tudo isso girando ao redor do mundo da música clássica. Enfim, emocionante, triste, empolgante, maravilhoso.
Romance, argumento de filme, biografia “O Selvagem da Ópera” tem o propósito de recordar (e de dar a conhecer, resgatando-o de um inaceitável e incompreensível esquecimento) um grande compositor brasileiro que rivalizou e conviveu com Verdi e com Puccini. Carlos Gomes, natural de Campinas, viveu em Itália na segunda metade do século XIX e a sua vida de excessos e de melancolia, de júbilo e de tragédia, de êxitos e fracassos dava um filme. É isso que fica demonstrado na escrita límpida de Rubem Fonseca neste belíssimo livro de 1994.
Ouvi dizer que "O Selvagem da Ópera", que era pra ser uma Supersérie da Globo, vai virar agora novela das 18h com Mateus Solano no papel de Carlos Gomes. Ansioso pra ver isso aí!