Patiently, the mapmaker sat atop his tower and observed. Come, sit. Observe, as the mapmaker did. Read and enjoy this short piece on the fundamental difference between imagination and reality.
Anton Stark is the pseudonym of a Portuguese lad who dreams more than it's advisable with steam contraptions and worlds that don't exist. A student of languages by vocation, he has from an early age cultivated a fascination with all that's Speculative Fiction, and the Steampunk sub-genre in particular (a source of many a headache, when he has to explain the concept to someone else). His most striking features include a hilarious and innate ability to be misinterpreted and a deathly hatred of both beaches and small dogs. ------------- Anton Stark é o pseudónimo de um rapaz português que sonha mais do que é saudável com máquinas a vapor e mundos que não existem. Estudante de línguas por vocação, desde cedo cultivou um fascínio pelo Fantástico e o subgénero Steampunk em particular, o que lhe granjeia frustrações imensas quando o tem de explicar a alguém. Entre as suas características mais marcantes contam-se uma habilidade inata e hilariante para ser mal-interpretado e um ódio de morte a cães demasiado pequenos. Gosta de chapéus, livros, gomas e cachimbos (apesar de não fumar), não gosta de praia porque a areia se enfia em todo o lado. É com a escrita que ocupa a maior parte do tempo quando não está a ler, a ver filmes, ou a contemplar a tinta do tecto. Dizem as más-línguas que se fosse uma fruta, seria um ananás.
A ideia de um mapa cuja meticulosa representação do real acaba por o transformar num território anima um dos mais assombrosos contos de Borges. Esse mesmo espírito anima este muito bem talhado conto onde um geógrafo contempla o mundo do alto da sua torre e o representa num mapa que, ao ficar pronto, fixou a tinta aquilo que no mundo real já há muito se desvaneceu. Distingue-se a clareza poética das palavras que nos mergulham no mundo tangível do conto.
Este pequeno conto deixou-me um impressão bastante forte. Não só temos pedaços importantes do worldbuilding introduzidos de uma maneira conveniente como não podemos deixar de sentir empatia pela personagem principal. Na minha opinião, deve ser entendido como uma alegoria, visto que não fica esclarecido quem é que alimenta o fazedor de mapas ou como é que ele sustenta. Por outro lado, parece-me pouco verossímil que uma civilização decadente como a que é descrita no conto se possa dar ao luxo de ter um fazedor de mapas. Recomendo!