A liberdade é politicamente incorreta. A liberdade é personalista. A liberdade não se veste bem, não tem bons modos, não liga para o que os outros vão dizer. Ser absolutamente livre tem um ônus que poucos se atrevem a pagar. [...] Dizem que todo artista é louco. Se loucura e liberdade forem parentes, então concordo. Pintar, compor, escrever, dançar, tudo isso requer um mergulho num terreno muito perigoso, o da nossa inconsciência. Picasso e a arte dos desiguais
Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta... Como conciliá-la com as exigências da vida de todo dia, com os limites de uma relação amorosa, com a nossa família, com as nossas próprias e mundanas precariedades? A necessidade de liberdade e a busca pelo equilíbrio são aspectos muito presentes na obra de Martha Medeiros – uma das cronistas mais lidas do país. Este volume reúne as melhores crônicas de seus 20 anos de carreira sobre A mulher contemporânea, Livros, filmes, músicas etc, Fé e equilíbrio, No divã e Sociedade, e debate nossa eterna luta para combinar a ânsia por liberdade com nossas demais aspirações.
Martha Medeiros nasceu em Porto Alegre em 20 de agosto de 1961 e é formada em Comunicação Social. Como poeta, publicou os seguintes livros: Strip Tease (Brasiliense, 1985), Meia-Noite e Um Quarto (L&PM, 1987) Persona Non Grata (L&PM, 1991), De Cara Lavada (L&PM, 1995), Poesia Reunida (L&PM, 1999) e Cartas Extraviadas e Outros Poemas (L&PM, 2001). Em maio de 1995 lançou seu primeiro livro de crônicas, Geração Bivolt (Artes & Ofícios), onde reuniu artigos publicados em Zero Hora e textos inéditos. Em 1996 lançou o guia Santiago do Chile, Crônicas e Dicas de Viagem, fruto dos oito meses em que viveu na capital chilena. Seu segundo livro de crônicas, Topless (L&PM, 1997), ganhou o Prêmio Açorianos de Literatura.
É autora dos best-sellers Trem-Bala, Doidas e santas e Feliz por nada. Seu romance Divã, lançado pela editora Objetiva, já vendeu mais de 50.000 exemplares e também virou peça de teatro, com Lilia Cabral no papel principal. Martha ainda escreveu um livro infantil chamado Esquisita Como Eu, pela editora Projeto, e o livro de ficção Selma e Sinatra. É colunista dos jornais Zero Hora e O Globo, além de colaborar para outras publicações.
Acho a Martha Medeiros uma cronista "honesta", no sentido de que ela é da forma como se apresenta e não tem culpa sobre o culto que fazem ao nome dela, e vejo valor nas escolhas temáticas e nos enfoques que ela dá aos seus textos, sem fingir uma erudicidade que não tem, mas valorizando de fato o simples e acessível (como convém à crônica). Dito isso, confesso que não é sempre que gosto de suas crônicas, e sinto que por vezes há realmente um ar de "conselheira" que não necessariamente com minha realidade ou com minhas experiências.
De forma simplicita, o livro não crítica somente o universo a nossa volta, mas também nos ensina a avaliar e criticar àquilo que pensamos e fazemos, na busca de nos fazer entender que somos meramente construtores de nosso próprio ambiente, e que com as nossas desculpas, seremos sempre dependentes do que a sociedade nos impor.
Não tenha pressa, reserve alguns minutos da sua vida em um ambiente confortável e dedique seu tempo a colheita de uma nova forma de pensar ao ler este livro.
Fiz esta leitura para conhecer a autora, mas acho que crônicas não são meus estilo de leitura. Lembro de gostei de alguns textos, mas não foi nada que me trouxe identificação com a autora. Inclusive, nunca mais li nada dela.