Desde sua fundação por bandeirantes paulistas até meados do século XX, Catalão - atualmente uma próspera cidade do interior goiano - era o lugar mais perigoso do Brasil para forasteiros desavisados. Histórico ponto de pouso das mais variadas espécies de aventureiros em busca de enriquecimento rápido, a localidade foi cenário de terríveis massacres e disputas políticas de lances cinematográficos. Os pistoleiros e valentões catalanos eram famosos em todo o vale do Paranaíba, e ainda mais além, por sempre resolver as discussões, até as mais irrelevantes, no tiro ou na faca. Assassinatos cometidos para solucionar questões "de honra" também vitimaram gerações e gerações de famílias rivais, envolvidas numa selvagem espiral de vingança. Neste relato real, mas que parece ter saído das melhores páginas de ficção, Ivan Sant'Anna reconstitui a assombrosa saga de violência da cidade, construindo uma narrativa tão envolvente como um bom filme de faroeste.
Quando vi o livro nas prateleiras achei que fosse algum tipo de romance bem americano mas ambientando no Brasil. Na verdade, o livro é quase um relato histórico da criminalidade famosa de Catalão, uma cidade de Goiás, onde pra ser respeitado tem que se firmar o chão onde pisa. Ser macho alfa. Em dado momento, o livro se torna maçante. Sangue se repetindo, personagens novos que fazem crimes novos mas a narrativa não me envolveu. Interessante pra quem gosta de história mas vai ficar na minha estante sem ser tocado por um tempo.
Um relato muito interessante de uma das regiões mais perigosas do país. De forma geral, é um livro voltado à história da cidade de Catalão, mas também contextualiza muito bem a região central do país em relação ao que acontecia no resto do mundo. Na minha opinião, o livro teria sido mais interessante se acompanhasse a história de alguns personagens (mesmo que fictícios), ao invés de apenas narrar fatos que, apesar de conectados pela história da cidade, são isolados entre si. Se você se interessa por história brasileira, este é um livro interessante e rápido para se ler.