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Sudoeste

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O mesmo mar, a mesma casa. Talvez a mesma história e a mesma mulher que nela vive. Ou três histórias diferentes de três mulheres diferentes que viveram na mesma casa.

Sudoeste traz-nos três histórias distintas, como que variações de um mesmo tema.

Em todas elas está presente o mesmo ambiente marítimo, um envolvimento amoroso, uma personagem com «o chamamento do mundo». Todas as histórias se passam na mesma casa, na mesma quinta, na mesma praia, na mesma falésia. As próprias personagens vão tendo pequenas variações. Contudo, os contos são muito diferentes; cada um oferece-nos uma perspetiva distinta de como se pode viver o amor e o desejo de partir: do sentimento mais puro e simples à capacidade de começar tudo de novo.

58 pages, ebook

First published April 1, 2014

17 people want to read

About the author

Olinda Pina Gil

20 books37 followers
Olinda Pina Gil é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas e mestre em Ensino do Português e das Línguas Clássicas. Tem também uma pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos.
Iniciou a sua prática de escrita no "DnJovem", suplemento do "Diário de Notícias". Colaborou em diversas colectâneas e publicações, e foi 3º prémio do concurso literário "Lisboa à Letra" em 2004, na categoria de prosa.
Editou, a título independente, em 2013 “Contos Breves”, e, pela Coolbooks, chancela da Porto Editora, “Sudoeste” (2016, 2014 em ebook) e “Sobreviventes”(2017, 2015 em ebook).
Escreve no blog www.olindapgil.blogspot.com

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Displaying 1 - 10 of 10 reviews
Profile Image for Helena Isabel Bracieira.
122 reviews61 followers
February 7, 2017
Opinião publicada em: As Horas... que me preenchem de prazer.

Imaginemos uma mulher perto de uma roleta. Existem três possibilidades de existência para essa mulher explícitas nessa roleta: as três decorrerão no mesmo local, contudo com famílias, educações e encontros diferentes que moldarão a sua personalidade e vivência. É um jogo de sorte a que todos estamos sujeitos quando nascemos: feio ou bonito, rico ou pobre, saudável ou doente - ninguém pode prever e escolher o contexto económico e social em que nasce, e isso alterará irremediavelmente o que será.

Assim surgem três contos onde três mulheres - possivelmente a mesma - encontram o seu destino à beira-mar: um doce, que fala de um amor pleno; outro amargo, em que a perda e a traição se entrelaçam; e um último, semi-amargo, onde a concretização de um amor dá lugar à perda.

Em cada uma das histórias há um encontro entre uma mulher e um homem e surgem ligações entre eles que alteram o curso dos acontecimentos, para o bem e para o mal. A noção de destino e de fatalidade está sempre presente: apesar das suas escolhas, desde logo parece o caminho estar traçado e em cada conto há uma personagem que sente o «chamamento do mundo» e sente a necessidade de partir.

A relação das personagens com o ambiente marítimo é primordial para o desenrolar das suas vidas. Senti-me naturalmente transposta para este contexto - uma quinta à beira-mar, um mar a perder de vista e ruínas de um templo perdido que habitam uma falésia, não fosse eu amante quase platónica do mar.

Este é o segundo livro que leio da Olinda e nele encontrei as suas marcas: o uso da primeira pessoa do singular, a preferência pela narrativa curta - o conto -, as descrições nuas e cruas, sem recurso a subterfúgios. Neste sentido, Eros e Psiché foi a história que mais me agradou, pela sua amargura e tom confessional, derradeiro, que me causou calafrios.

Apesar da aposta editorial se verificar tendencialmente nos romances, ou seja, em narrativas longas e/ou nos grandes «calhamaços», julgo que a publicação de contos, como os da Olinda, e a de outros géneros literários, como a poesia, deve ter lugar no panorama literário, até porque o conto é, por excelência, a narrativa mais próxima da única forma que permitiu, durante tantos séculos, as histórias serem transmitidas: a narração oral.

4,0/5*
Profile Image for Cristina Figueira.
4 reviews
March 3, 2015
A escritora faz-nos viajar até às suas raízes alentejanas criando três episódios passados no mesmo lugar em diferentes épocas, levando-nos a imaginar todo o enredo que poderia ter acontecido ali em tempos distantes... São três contos dirigidos a todas as pessoas, e sentidos ao escrever. Uma leitura que recomendo.
Profile Image for Tita.
2,216 reviews236 followers
September 30, 2015
Temos três histórias, de mulheres diferentes, de épocas diferentes mas ligadas pelo local e pelo mar.
Histórias simples, mas escritas com "alma e sentimento", com uma prosa mais melodiosa, sempre bem escritas e pontuadas. E mesmo sendo contos, conseguimos compreender as mulheres e as suas decisões.
Profile Image for Rita Inzaghi.
Author 1 book6 followers
October 20, 2017
«Quando morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar». Sophia de Mello Breyner Andresen.

Não foi à beira-mar que li o Sudoeste da Olinda P. Gil. No entanto, foi a voz do mar que me levou de Oeiras à mesma casa, à mesma quinta, à mesma praia, à mesma falésia das personagens centrais dos três pequenos contos que compõem este livro. Percorri este Sudoeste no tempo de um banho de mar e saí de lá a tremer de frio, mas revigorada. Porque nesse espelho de água vi o reflexo do meu amor mais puro e ingénuo, da nostalgia dos encontros amorosos que não vivi, da coragem de assumir que no amor, como na vida, o está certo é aquilo que queremos, e não um ideal que buscamos ou das escolhas que esperam que façamos.
Um escrita despretensiosa e despojada cuja simplicidade contrasta com a de estórias complexas, porque amar é difícil - e não só na acepção romântica do verbo. Estórias com as quais, enquanto amantes, pais, irmãos ou filhos, encontramos facilmente uma identificação. Na rebeldia e revolta de Ema. Na culpa e impotência de Psyché. No chamamento do mundo do solitário de rosto trigueiro sentado na areia, abraçado aos joelhos (“O Mar e as suas Brumas”), no chamamento de Eros (“Eros e Psyché”), ou no de Dulce (“Aniversário”).
Saio da água e abraço-me a este excerto com que me identifiquei particularmente, mais uma vez porque espelha a minha forma de viver a paixão... no limite: “A meta terminava no caminho da falésia. Por isso, pensei, ao me apaixonar, que já não havia mais para onde ir, como se os caminhos terminassem quando o nosso desejo é perdermo-nos.”
Parabéns, Olinda P. Gil! Estava bandeira vermelha, mas mergulhei na mesma. E fez-me bem. É esse também o poder dos livros. Obrigada.
Profile Image for Marta.
391 reviews11 followers
February 10, 2019
3 'viva o sudoeste alentejano' Stars

Três mulheres, três histórias.
Todas têm em comum a aldeia, a praia, as ruínas, a feira, os viajantes do mundo.
Foi fácil envolver-me no mundo de cada uma, umas histórias mais alegras, outras mais tristes e dramáticas, mas todas elas com a mulher a determinar o seu próprio destino.
Não gostei muito de um conto em particular, mas foi uma leitura agradável mesmo assim (isto para quem não costuma gostar de contos).

O Mar e as suas Brumas:
"O meu caminho pelo mundo foi um círculo que me fez encontrar um fim no ponto em que parti."

Aniversário:
"Nunca percas a coragem por nada, porque nunca se sabe quando se tornará tarde para satisfazermos os nossos desejos."
Profile Image for Roberta Frontini (Blogue FLAMES).
388 reviews65 followers
May 27, 2014
(...) É fácil criarmos empatia com qualquer uma destas três mulheres, e é fácil entender as suas escolhas, perceber as suas mudanças e sofrer com elas. Numa escrita mais poética do que é habitual e um pouco mais vincada, Olinda não desilude e traz, novamente a público, um livro que recomendo vivamente! (...) - Continuem a ler a minha opinião aqui - http://flamesmr.blogspot.pt/2014/05/l...
Profile Image for Ana.
Author 21 books105 followers
August 14, 2023
3,5 estrelas

Este pequeno livro conta as histórias de três mulheres que, ao que tudo indica, moraram na mesma casa em tempos separados. Nunca é óbvio em que momento se passa qual história, nem sequer se são contadas na verdadeira ordem cronológica.
Todas as histórias têm pontos em comum. Desde já o cenário, depois as raízes das mulheres, a união à família, a sua paixão pelo mar e pela praia, e, claro, os homens (ou tipo de homens) pelos quais invariavelmente se apaixonam.
E embora as três pareçam muito similares, o desfecho das suas histórias é muito distinto. Todas partem do encontro entre uma mulher que adora a sua terra com um homem que adoro viajar e conhecer o mundo, e de como esse encontro muda a vida de ambos.
A primeira, a menos interessante a meu ver, é mais singela, menos explorada, mais romântica até.
Já a segunda é a mais dramática e a que melhor explora a dinâmica da família e a tragédia da paixão entre o casal.
Já a terceira mostra uma relação mais madura, até mais saudável a meu ver, onde a mulher tem um papel muito mais decisor sobre a sua vida.
Nota-se assim uma evolução nas relações e na forma da mulher encarar o seu destino e as suas escolhas, acabando por, na última história, deixar de permitir que seja o homem a ditar toda a sua vida.
Gostei muito das descrições da zona da costa alentejana (Praia do Carvalhal, Odemira), da quinta e das sensações que a vida pacata podem provocar naqueles que estejam dispostos a sentí-las.
Gostaria de ter visto mais diálogos e mais exploração das relações através de cenas e conversas, em vez de quase tudo ser narrado. Senti que aí se perdeu muita ligação emocional às personagens e às histórias.
Mesmo assim adorei a escrita e a forma como estas histórias vão evoluindo.
Displaying 1 - 10 of 10 reviews

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