O Livro A Cronologia do Alef Bet é um relato da angústia vivida por um brasileiro judeu, descendente de refugiados dos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial. Léo Gerchmann, um experiente repórter gaúcho, foi observando ao longo de 2023 um estranho recrudescimento do antissemitismo pelo Brasil e pelo mundo. Após o 7 de outubro, quando o Hamas invadiu Israel, matando mais de mil pessoas, e irrompeu a Guerra Israel x Hamas, o antissemitismo se revestiu de antissionismo para emergir de novo com o antigo preconceito contra o povo judeu, inclusive de setores ditos humanistas. A Cronologia do Alef Bet é um livro fundamental para quem quer entender a perspectiva judaica nesse que é um dos temas mais candentes do mundo hoje.
Veja o que diz o jornalista Ariel Palacios, correspondente da Globonews em Buenos Aires, sobre o Tive a honra e o prazer de me tornar amigo de Leo Gerchmann em 1997, quando ele foi a Buenos Aires como correspondente do jornal Folha de S. Paulo. Era um ano turbulento na política, mas Léo tirou de letra. Da mesma forma que Sherlock Holmes resolvia seus mistérios matutando enquanto fumava seu cachimbo, Léo desvendava – impassível – a complexa política argentina enquanto segurava sua cuia, tomando goles de chimarrão. Ele sempre teve um texto fluido, agradável e didático de ler. E esse didatismo estava presente não somente em seu material na época sobre a Argentina (pois ele abominava todos aqueles bregas clichês que existem, ainda bem que cada vez menos, em setores brasileiros sobre a Argentina e a região), mas também é sua marca nas colunas na SLER, onde desmonta as surradas – e superbregas – teorias da conspiração que tanto marcam a classe política brasileira e também os setores fanáticos religiosos do Brasil. Léo, em suas colunas, também recupera o velho cosmopolitismo cético e laico dos askenazy, que hoje – infelizmente – está meio esquecido no contexto mundial da comunidade, mas que gerou figuras como Sigmund Freud, Karl Marx e Albert Einstein.
Quem é Léo O jornalista Léo Gerchmann trabalhou em redações como Zero Hora (13 anos) e Folha de S. Paulo (11 anos). Pela Folha de S. Paulo, foi correspondente em Buenos Aires, com a realização de grandes reportagens. Em Zero Hora, teve uma coluna dedicada a temas latino-americanos e, com o foco nessa área, recebeu o prêmio de repórter mais destacado em 2010. Escreveu livros com atenção especial à diversidade no futebol, tais como Coligay, Tricolor e de todas as cores, Somos azuis, pretos e brancos, A Fonte, a incrível história de Salim Nigri e Uma história gremista de amor e inclusão, sobre o IGT (Abrir a sigla?), braço social do clube. É autor de 120 anos de Glória, que conta a história do seu time do coração, sempre abordando temas que vão além do jogo. Também teve passagens por outros veículos, incluindo a atuação como diretor de Jornalismo da TVE, a TV pública gaúcha.