Abel viaja para um festival literário onde conhece Laura, uma jovem escritora que o distrai da sua penosa realidade doméstica. Laura tenta equilibrar a relação conturbada com a mãe e o romance tóxico com Benjamin, um encenador charmoso. Abel e Laura têm insónias.
Gostei mais da primeira banda desenhada a solo do autor que, embora composta por contos cujo final é em aberto, fez mais sentido para mim. Aqui, em Espiga, senti que faltou desenvolvimento e gostaria que o autor tivesse continuado a história do Abel e da Laura (em conjunto ou em separado) com mais algumas páginas, não digo conclusivas, porque a nossa vida é um contínuo e a ficção deve espelhar isso, mas algo mais palpável. Posto isto, gosto bastante do traço e do contraste entre o amarelo e os cinzentos. A abordagem dos temas actuais, especialmente para a minha geração, são bem pertinentes, gosto deste tipo de histórias em que se vê as angústias do ser humano de hoje. Curiosidade: ri-me com a questão do rato famoso porque cometi o mesmo "erro".
Segundo livro que leio do Bernardo e ainda melhor que o último. Gostei deste ser uma história completa (e não um conjunto de short-stories como o último) pois deu para conhecer melhor as personagens. As personagens deste livro não são de todo perfeitas e foi disso que eu gostei, pois conseguimos conectar-nos melhor com elas. Gostava que o final tivesse sido mais "feliz" mas percebo a razão de ter sido este. Em geral, bom livro e uma evolução positiva em relação ao outro, adoro os desenhos.
Queria tanto dar mais estrelas a este livro, até porque não tenho dúvidas nenhumas que Bernardo Majer é um dos autores portugueses mais criativos da actualidade, além de que adoro esta espécie de "crónica de costumes" na onda de Adrian Tomine, na qual a minha geração (os nascidos na segunda metade dos anos 80 e anos 90 do século XX) se irá inevitavelmente rever... Mas infelizmente o fim da história foi insatisfatória para mim. Bernardo Majer pôs a máquina em movimento, prometeu levar-nos a algum lado, mas parece que na recta final ficou sem combustível. Que pena. Mas que não restem dúvidas: sempre que este autor publicar algo novo, eu irei ler, porque é um dos melhores autores de BD portuguesa.
Após o livro Estes dias, Bernardo Majer regressa com um livro composto por duas partes, nas quais acompanhamos dois jovens diferentes, ambos escritores. Na primeira parte conhecemos o Abel e o momento que atravessa de ansiedade e dúvidas. Na segunda parte conhecemos a Laura que está numa relação com um homem um pouco mais velho e luta com a incerteza desta relação. O desenho é agradável, a cor amarela assenta-lhe muito bem e os personagens levam-nos a refletir sobre as relações amorosas, as dúvidas e os desencontros que os protagonistas, tal como todos nós, têm de enfrentar.
o que me atraiu nesta novela gráfica foram as ilustrações bicromáticas - a amarelo e cinzento/preto. esta cor pouco usada é uma das minhas favoritas e adoro como o autor a usa neste romance. os contrastes do amarelo e branco/ausência de cor são muito bonitos. adorei as ilustrações dos ramos de flores e as passagens do vaguear pelas ruas intercaladas com os retratos das personagens.
quanto à história, fez-me refletir sobre problemas de comunicação e inseguranças em relacionamentos amorosos. achei em certos momentos os diálogos na história do abel um pouco pretensiosos (que irónico). gostei como a história da laura, que vem a seguir à do abel, nunca menciona o encontro deles, deixando-nos a averiguar se esta se desenrola antes ou depois de se conhecerem.
Já tinha lido o Estes Dias e adorado a forma de contar histórias com calma e o estilo dos desenhos. Esta mudança para ter apenas uma história, contada acompanhando duas personagens, gostei muito.
Achei completamente desnecessário incluir o comentário xenófobo da mãe da Laura nas últimas páginas.
Uma graphic novel bonita (usando aqui um adjetivo que uma personagem não gosta), tanto visualmente, como na sensibilidade dos diálogos e das situações simples/complexas. Mas achei que poderia ter mais um capítulo, para fechar um pouco mais a história.
Aii estava a espera que no fim houvesse um enlace entre eles os dois, mas se calhar é só mesmo de mim que sou uma romântica incurável. A história é pequenina mas senti que me envolveu. Gostei muito.
É uma leitura rápida, com ilustrações bonitas, mas acho que não é para mim. Talvez tenha sido eu, que não tenha percebido muito este livro, mas achei pouco e achei que o encontro entre as personagens principais não serviu de nada, foi algo desnecessário porque não deu em nada…Contudo, os temas eram relevantes, atuais à nossa geração, mas depois não dava em nada…como se mostrassem uma série de problemas que as personagens passam e depois o livro terminasse em aberto…