“Qual é o parangolé?”, explica Waly Salomão a dada altura do perfil de Hélio Oiticica, “era uma expressão muito usada quando cheguei da Bahia para viver no Rio de Janeiro, e significava ‘O que é que há?’.” A mesma fluidez da gíria do morro aparece nos parangolés criados por Hélio Oiticica, objetos abertos à contingência e ao movimento.A trajetória de um dos mais relevantes artistas de vanguarda do século XX é desenhada com estilo e desenvoltura pelo poeta que não via limites para a experimentalidade e a ousadia. Um encontro de gênios, beneficiado pela proximidade dos dois interlocutores e amigos e pelo conhecimento de quem atuou como conselheiro do acervo de Oiticica e editor de seus textos.“Poucos entenderam a obra de Hélio Oiticica como o poeta Waly Salomão, contemporâneo, interlocutor e grande amigo do artista.” - Antonio Cícero
He acted on several areas of Brazilian culture as poet, songwriter and writer. His first book was “Me segura qu’eu vou dar um troço” in 1972. His last book “Pescados Vivos” was published after his death in 2004. He wrote successful lyrics for Maria Bethânia, Gal Costa, Gilberto Gil and Caetano Veloso.