Durante toda a vida, Matilde procurou fugir das memórias opressoras da sua infância. Assim que atingiu a maioridade, partiu do Alentejo que a viu crescer rumo a uma Lisboa cheia de oportunidades.
Na capital, já adulta, constrói a vida com que sonhara: tem o seu próprio negócio e vive com o marido e os dois filhos, distante dos traumas de infância. Contudo, uma sucessão violenta de acontecimentos e de decisões tomadas em momentos errados ameaçam destruir a família de Matilde, e a única solução é voltar ao passado.
O regresso à casa dos pais e a dificuldade que estes têm em lidar com a neta com perturbação do espetro do autismo e com um genro que consideram incompetente vão pôr à prova a resiliência da família. O impacto deste reencontro com os pais — e com outras pessoas do passado — vai levantar o véu de memórias dolorosas que Matilde sempre tentou esquecer.
“Talvez o destino nos tenha trocado as voltas para chegarmos até aqui.”
Este livro é absolutamente maravilhoso, com uma escrita tão bonita, recheada de pormenores e metáforas com a natureza, a autora conta-nos uma história linda sobre família, sobre o poder dos recomeços, sobre resiliência, sobre continuar a lutar quando tudo nos tenta colocar em baixo.
Que bom reaver o Elias e o Santiago...e não sei como descrever todo o desenrolar desta história tão bonita e tão inquentante ...do ponto de vista do doce Vicente! Adorei
Com o desejo de escapar da educação e do ambiente rígido e sofucante dos seus pais conservadores, Matilde decide fugir da aldeia alentejana de Reguengo de Monsaraz para a cidade de Lisboa. Lá descobre a paixão pelo design de interiores e também conhece Duarte no qual casa e com quem tem dois filhos, Vicente e Constança. Tudo parece perfeito, mas quando a crise abate se sobre a sociedade, tudo o que construíram, destrói se por completo... Sem saberem para onde se virar, decidem voltar para o sítio onde Matilde guarda más memórias.
A vida é uma incógnita, conseguindo pregar partidas quando menos se espera e surpreender alguém da maneira mais aterradora. O impacto é brutal e ver tudo o que construiu desfazer se de um dia para o outro e sem estar preparado para isso é destruidor e angustiante... Mas se pensarmos bem, será que tudo têm o seu propósito ou até mesmo ser o destino a passar alguma mensagem?
Uma aventura de desgraças cheia de peripécias desagradáveis e inacreditáveis que ao longo da história vai assolando esta família enquanto lutam pela sua sobrevivência num meio indesejado por eles, especialmente para Matilde que teve que crescer depressa demais e aprender a lutar pelos seus objetivos. Uma família feliz que viu tudo ruir e que agora têm de começar tudo de novo.
Apesar de serem conservadores e rígidos, devo confessar que gostei muito dos pais da Matilde! Ao longo da história têm uma evolução que apesar de lenta, vale a pena ver o quanto eles conseguem mudar para melhor. Porque tudo tem uma razão... O ser humano é imperfeito e comete erros. Mas o amor cura tudo e para o fazer surgir, é preciso curar os traumas e as feridas que teimam em sarar.
O final é emocionante e foi o desfecho perfeito para uma história que me surpreendeu tanto que ainda hoje me lembro tão bem e das suas personagens e também da sua história podem ser inspiradas em pessoas e vidas reais.
Foi tão bom rever brevemente duas personagens do livro "Um Muro e uma Cerca"! 🥹 Foi como ter um flashback de uma história que me emocionou muito! ❤️
Este foi um livro que me fez SENTIR. A escrita da Elisabete é reconfortante, um aconchego no coração. E, apesar de ter gostado de grande parte da história, houve partes que considerei muito inverosímeis, o que acabou por prejudicar um pouco a minha experiência de leitura. Vejo este livro como uma lição positiva, não como um retrato da realidade. E está tudo bem com isso! Apenas não funciona a 100% comigo.
A minha última leitura de 2024. Um livro que retrata realidades muito nossas, o interior alentejano e o seu modo de vida. Gostei desta família e emocionei-me várias vezes. Algumas vezes pensei que demasiadas coisas más lhes aconteciam. Outras vezes achei que não eram totalmente verosímeis as situações. Mas no geral gostei muito deste livro e o título está muito bem escolhido.
Gostei muito do primeiro livro da Elisabete, da escrita simples e profunda. Confesso que levava algumas expectativas para este.
No geral, a escrita continua simples e bonita. Gostei da linha geral a história mas houve algumas coisas que me deixaram de pé atrás.
Não conheço quase nada do Alentejo rural e das pessoas. Mas vivendo numa zona interior, algumas cenas meteram-me confusão. Senti algum preconceito e algum exagero na representação rural da comunidade alentejana.
Acredito que foi um exagero ficcional, que serviu para aumentar o drama emocional do enredo. Espero que a grande maioria das pessoas destas zonas mais remotas não vivam debaixo de uma pedra há décadas e que saibam algo sobre autismo e sobre design de interiores, ainda que com a sua vida quotidiana estes assuntos não sejam uma prioridade.
Abstraindo-me destas cenas, gostei desta família, da união sempre presente até nos momentos mais difíceis. Adorei a relação dos irmãos, foi a parte que mais me conquistou.
Primeiro livro que li da Elisabete Martins de Oliveira e gostei muito! O livro aborda temas atuais e bastante pertinentes. É fácil sentirmos ao longo do livro o que cada personagem vai vivendo e viajarmos para os locais tal é a descrição feita pela autora. Parabéns!
Quando as Garças Voam poderia ter sido uma surpresa, mas não o foi.
Já sabia que ia gostar do livro. Muito mais do que do primeiro, se me permitem a confidencia.
Fui a uma das apresentações da autora onde quem a auxiliou na tarefa de descrever a aventura que seria ler Onde As Garças Voam foi precisamente a Ticas Graciosa!
Falaram de uma forma tão genuína do livro que soube logo que iria gostar, e não houve outro senão.
Esta obra foi um abraço meigo do início ao fim. Adorei cada momento passado ao lado destas personagens que tanto me disseram e adorei especialmente a Matilde e a Constança!
A autora abordou temas muito atuais de forma muito crua, também senti uma evolução na escrita. Ainda mais fluída, mais aconchegante… tudo isto proporcionou um ambiente perfeito para que terminasse o livro em menos de 24h ahahahhahahah
Foi realmente uma aventura e tanto, onde a autora nos deixa sempre a querer saber mais sobre as personagens e onde domina por completo o desenrolar da história!
Um livro fenomenal, cheio de emoções, de acontecimentos que nos marcam, desde o início ao fim. Um dos meus livros preferidos dos últimos tempos. A autora está de parabéns pela forma como retratou o diagnóstico da Constança, os acontecimentos relacionados com a Tânia e tudo pelo que a família da Matilde passou ao longo do livro. Conseguiu transmitir-me imensamente bem a agonia e o sofrimento da protagonista, como se fosse eu a estar na história, a vivê-la.
Mais um livro da autora que me arrebatou completamente! Não dá como não ficar agarrada à escrita fluida, envolvente e comovente de Elisabete!
A trama desenvolveu-se bastante rápido. Uma vez a "queda" da família de Matilde em dificuldades, a partir daí foi sempre "ladeira abaixo". O que se passou com Matilde e Duarte já sucedeu a tantas famílias portuguesas que é revoltante! Ainda para mais a viver na capital, cujo modo de vida é mais caro que no interior, não houve hipótese exceto a de se deslocarem para uma zona mais remota.
Conheço Reguengos de Monsaraz, já dei passeios por lá e já tive de me deslocar às suas aldeias em trabalho. Ainda que seja um concelho de um Alentejo puro, com a ausência de algumas primazias da cidade, já se nota que o modo de pensar das pessoas vai mudando. Os avós que ainda lá moram, claro que não compreendem na totalidade algumas "modernices" como o Design ou o Marketing. Mas daí a desconsiderarem como profissões, creio que são muito poucas com essa opinião.
Quanto à questão das crianças, em particular as que têm necessidades especiais de educação e aprendizagem, não é só nas pequenas vilas e aldeias que tal não se compreende. Existem muitas pessoas citadinas que não se dão ao trabalho de compreender nem se esforçam para melhorar a educação que tiveram. A aplicação de castigos, como a privação do que mais gostam ou, mais severamente, as palmadas e os gritos, são muito utilizadas em qualquer parte do país! Dizer que isto é restrito a zonas rurais é um erro tremendo. Creio que a autora não quis passar essa impressão, simplesmente demonstrar que este método de educação tradicional ainda está muito presente na nossa sociedade.
E falando em crianças, como eu adorei os filhotes de Matilde! O Vicente é um amoroso mano mais velho e a Constança é adorável. Gostei de saber mais sobre crianças com PEA e os métodos que se utilizam para as estimular. E emocionei-me a partir do momento em que Constança começa a falar!
Matilde e Duarte equilibram-se. Formam uma dupla que nunca vergou, nunca desistiu, agarrou-se com unhas e dentes ao pouco que tinham. E a Matilde tomou as melhores decisões que eram possíveis em cada momento. Nem todas certas, claro está, mas sem dúvida que esta mãe segurou a família inteira.
Os temas abordados neste livro são muito atuais e devem ser falados sem tabus. O que aconteceu a Tânia é noticiado quase todos os dias. O caso dela teve um bom desfecho, mas nem todas as mulheres tiveram essa sorte. O afastamento de Matilde da sua família não posso censurar, já que pelos motivos que ela explicou eu faria a mesma coisa. Por vezes é preciso distanciamento para mudar a perspetiva.
Os recomeços podem ser asustadores. Mas também podem oferecer memórias incríveis. Recuar 1 passo para dar 3 em diante. E se estivermos com os que mais amamos, então enfrentamos qualquer desafio!
Gostei imenso deste livro. Adoro a escrita da autora. Consegue transmitir-nos as emoções de uma forma sublime.
A construção das personagens é excelente. Faz-nos ter a sensação que as conhecemos e acabamos por sofrer com elas.
A Matilde teve uma particularidade que me irritou bastante. Terminava demasiadas palavras com o sufixo -inho. Mas, apesar de me irritar, tendo em conta tudo o que vive com a sua filha Constança, é perfeitamente compreensível. Dou os parabéns à autora por este retrato tão fiel de alguém com medo do futuro da sua filha. Conheci uma pessoa tal e qual assim com os filhos por traumas passados e apego extremo aos filhos.
Este é um livro angustiante. Vemos tanta coisa má a acontecer e só desejamos que, por um instante, aquelas personagens consigam respirar.
Mas a forma como tudo é contado, levando a um final que fez todo o sentido, tornaram esta uma das melhores leituras que fiz este ano.
O único ponto menos positivo que tenho a apontar ao livro é o facto de o intervalo temporal me parecer demasiado curto para tudo o que acontece. No entanto trata-se de um livro de ficção e esse factor que refiro não retira qualquer valor à qualidade do livro.
Quero, sem dúvida, ler os próximos livros da autora.
Um livro sobre uma família que tinha uma vida boa mas as coisas más acontecem a qualquer uma. Um livro sobre uma família que tem de refazer a sua vida? Mas a que custo? E abdicando de quê? A que está disposta e como consegue gerir tudo o que acontece? Um livro sobre dois irmãos que se vêem privados da vida como sempre a conheceram e tentam adaptar-se a todas as mudanças que acontecem. Até onde as crianças conseguem lidar com as adversidades? Um livro sobre perdas, traumas, violência, amor, resiliência, persistência e novamente amor, muito amor entre irmãos e entre um casal, entre pais e filhos, entre amigos.
Que livro lindo! ❤️ Este livro é dor e amor. Dor por tudo o que esta família passou, e me fez lembrar de histórias reais muito semelhantes, e mesmo assim ir buscar forças para ajudar os outros. Amor porque as relações que as pessoas desta família nuclear têm entre si e por pessoas significativas são comoventes. O amor pode não vencer tudo mas ajuda a não desistir. Amei a relação dos irmãos por me fazer lembrar várias famílias com quem trabalho e o esforço que fazem para ver as dificuldades de desenvolvimento das suas crianças diminuir e por aprenderem a celebrar cada pequena evolução.
Em primeiro lugar devo dizer que 5 estrelas não são suficientes para demonstrar o quanto gostei deste livro e a maneira como esta história mexeu comigo e me fez pensar em quantas famílias podem ter passado/passam por tudo isto. Que livro bonito, real, cruel, verdadeiro e tão mas tão bem escrito. Adorei a escrita da Elisabete e mal posso esperar para ler mais livros seus. Matilde, Duarte, Vicente e Constança uma família que tinha tudo, a casa, o carro de sonho, as carreiras que sempre sonharam, no fundo: a vida perfeita. E então, do dia para a Noite tudo muda. Que viagem incrivel acompanhar estas e outras personagens como a Tânia, o Gustavo (odeio-te), a pequena Maria Inês, até os pais de Matilde que demonstram que no fim de tudo o amor é o mais importante. São muitos os temas que aqui são falados que me fizeram reflectir, luto, violência doméstica, autismo, força e superação… Um livro que não se vão arrepender de ler.
ARREBATADOR!! Amei ❤️ Meu deus, que livraço. Não consegui largar desde o início. Uma história incrível, super bem retratada e realista, às vezes até demais. Em muitas partes consegui rever-me em algumas personagens e as suas dificuldades. É certamente uma história de grandes lutas, e perdas ainda maiores, mas a prevalência e persistência do amor e força que uma família tem revelasse mais forte. Dá para chorar, dá para rir, e dá para chorar e rir ao mesmo tempo. Uma autêntica montanha russa de emoções. Recomendo a leitura com lencinhos.
Muitos parabéns Elisabete por mais um livro incrível 🥰 e obrigado por partilhares está história com mundo!!
Amei este livro!! Li com base na review da Cátia Farinha e adorei. Um livro que nos mostra como a vida pode nos trocar as voltas de uma hora para outra. Aborda assuntos importantes como a crise, o autismo, a violência e como o amor de facto cura tudo! Dos livros mais bonitos que já li ❤️
Este livro conta-nos a história de uma família que, devido à crise financeira, é obrigada a mudar de vida. A autora consegue despertar-nos as mais variadas emoções ao longo da história, levando-nos a sentir tristeza, alegria, ansiedade.. sofremos com as personagens, mas também nos irritamos com elas! A escrita da Elisabete é simples e cuidada, agarrando-nos desde o início. Uma história sobre a importância dos laços que nos unem, sobre as nossas raízes, e sobretudo, sobre recomeços.
Li este livro porque foi escrito pela minha incrível mentora literária, Elisabete Martins de Oliveira.
Em primeiro lugar, devo dizer que este não é o género de história que mais me cativa e que costumo ler; no entanto, foi uma surpresa agradável porque li-o em 6 dias! O pacing é fluido e relativamente rápido, e há algumas passagens muito bonitas, especialmente no que toca a comparações. A maneira como os eventos estão encadeados cativa o leitor, que está sempre à espera do que virá a seguir.
Ainda assim, há coisas menos positivas que tenho de apontar:
1. Fui só eu ou a protagonista faz-nos revirar os olhos algumas vezes? Desde logo percebi que a Matilde tinha muitas lições para aprender. Além disso, o uso do diminutivo "-inho" e a maneira como falava e descrevia os filhos fez-me parecer que era daquelas típicas mães exageradas, que não se aguenta estar ao pé porque só fala de como as suas crianças são o máximo. [revirar de olhos].
2. Sendo alentejana de gema, a descrição do Alentejo feita neste livro deixou algo a desejar... Primeiro, o Alentejo profundo e "atrasado" nos seus costumes e mentalidades existe, é bem real e está bem vivo... só não em Reguengos de Monsaraz (ahah!). Existem outras localidades onde esta caracterização se adequaria melhor.
3. O final adivinhava-se desde o meio da história, e acho que tudo acabou por ser um bocadinho previsível - menos as "desgraças" que acontecem pelo meio, essas não estava, de todo, à espera.
4. Acho que faltou uma maior redenção e humildade por parte da protagonista. Grandes lições tiveram de ser aprendidas, e há toda uma tensão bem construída à volta das personagens, mas, quando se chegou ao clímax, senti que a Matilde não refletiu lá muito bem sobre as aprendizagens que fez. Há um ligeiro desequilíbrio entre a quantidade de reflexões introduzidas na narração de 1.ª pessoa, no início da história, e a quantidade de reflexões feitas no final da história.
No geral, gostei de ler este livro e foi uma boa surpresa. E estou contente por ter lido uma autora portuguesa (ainda por cima que conheço)! Para variar de todos os autores estrangeiros que tenho mais tendência em ler.
O que gosto mais nos livros da Elisabete? A maneira como a escrita nos envolve. A maneira como aborda temas tão atuais e sensíveis. A maneira como faz chorar as pedras da calçada.
Para Matilde e Duarte, como em tantas outras famílias, a crise chegou e têm de cortar, e cortar, apertar mais um pouco o cinto … até não haver mais para apertar e ser necessário voltar às origens.
📌Esta crise veio para nos complicar a vida. Para nos destruir os sonhos. Para nos afastar de tudo o que conhecemos.
Com dois filhos pequenos, Vicente e Constança (PEA, perturbação do espectro do autismo) regressam a casa dos pais de Matilde onde esta tem tão más memórias. Reguengos de Monsaraz, por sinal um sítio do qual eu tanto gosto.
📌 Prendo o ar nos pulmões. Procuro concentrar-me no agora, no que podemos controlar. Um de nós tem de manter a esperança. Mas é difícil ver o fim à vista quando, aos poucos, a esperança nos é roubada.
📌 Não podemos curar o passado, mas podemos remendar o que está por criar. Vamos sempre a tempo de criar novas memórias. De tornar o presente naquilo que quisermos. Com foco, persistência e dedicação, acredito que construiremos um presente e um futuro brilhantes.
Assusta-me muito livros que nos transportam para uma realidade possível. Num dia podemos ter tudo orientado e, de repente, por motivos que nos são adversos, perder tudo. É difícil começar do 0. Só um amor resistente pode sobreviver às intempéries da vida!
Posso dizer-vos, com certeza, que este será um dos meus livros favoritos do ano. Pela maneira como me tocou. Pela escrita.
Quero ler tudo o que a autora escreva!
Já tiveram oportunidade de ler este? E ‘Um muro e uma cerca’?
Bem escrito mas sinceramente não me impressionou. O positivo: os temas abordados, a exposição dos taboos dos conflitos familiares, o antigamente vs modernidade.
De resto, mistura demasiados temas e o final é simplesmente o chamado "sem sal" - tudo está mal, existe um relacionamento familiar abusivo mas repentinamente, tudo está bem. Isto para mim, considerando os temas que aborda, é muito sem sentido. Penso que faria sentido um final que explorasse mais uma incógnita focada no perdão pessoal mas na terapia a longo termo.
Também achei que é uma história com muitos clichês, nomeadamente quanto ao Autismo - o estereótipo total. Isto é o menos, porque existe um discurso que ajuda a compreender a lidar com a perturbação. No entanto, também há um diálogo de preconceito para com a vida rural e certas profissões.
Não sei, achei muito estranho. Conforta mas é irrealista.