A imensidão de possibilidades de um país-continente por um lado – minério de ferro, terras agricultáveis, clima favorável, e (quem sabe) petróleo. Por outro lado, jogando contra, os “jecas”, bacharéis, funcionários públicos amofinados, poetas saudosistas e intelectuais de mentalidade colonial. Este é o cenário que tanto exaspera Monteiro Lobato, e que ganha contornos vivazes em seu diário, suas críticas de jornal, observações do cotidiano e relatos de viagem. Lobato era um dínamo. Queria romper a todo custo com a estagnação de um Brasil que dava seus primeiros e tímidos sinais de modernidade nos grandes centros urbanos. Queria, sim, muito mais para o País. Queria o entusiasmo pelo progresso e o protagonismo mundial que vira e amara na América do Norte. Para aqueles que só conhecem sua literatura infantil, o Lobato que escreve para adultos é um observador curioso, dono de uma prosa rápida, agradável, cheia de ironia e mesmo alguma maldade para com os adversários. Este é o autor que aparece inteiro nesta obra, que traz 76 textos, organizados em três blocos.
José Bento Renato Monteiro Lobato (April 18, 1882 - July 4, 1948) was one of Brazil's most influential writers, mostly for his children's books set in the fictional Yellow Woodpecker Ranch but he had been previously a prolific writer of fiction, a translator and an art critic. He also founded one of Brazil's first publishing houses (Companhia Editora Nacional) and was a supporter of nationalism.