Uma nova série de releituras cristãs e modernas de contos de fadas clássicos
Thaís Oliveira reconta a história da Bela Adormecida. As férias de verão no chalé da avó nas montanhas sempre foram muito esperadas por Aurora. Neste ano, porém, os dias de sol perderam o brilho para a garota. A oportunidade perfeita aparece quando Aurora é encontrada por duas garotas de sorriso cativante, que lhe garantem um verão inesquecível.
A Mulan de Maria S. Araújo é uma garota de personalidade forte, que está em busca do seu propósito de vida. Quando ela encontra uma caixa com um diário da falecida mãe, o sonho de fazer Kung Fu se torna seu também, acompanhado do desejo de se conectar com as suas raízes asiáticas.
Queren Ane reinventa o conto da Pequena Sereia. Ariela desistiu da carreira como nadadora profissional e sonha em cursar Biologia Marinha. Seu pai, porém, tem outros planos. Com opinião firme e gênio forte, Tito não vai desistir tão fácil de ter a filha caçula como sua sucessora na Academia Atlântida.
Rapunzel é apresentada por Arlene Diniz como Rachel, uma garota que anseia pelo momento em que poderá fazer todas as coisas empolgantes registradas em seu caderninho dos sonhos, como andar de balão em seu aniversário de dezoito anos. Para isso, só precisará de um pequeno, mas nada simples, convencer a mãe a deixá-la ir. Enquanto tenta colocar seus planos em ação, Rachel aprenderá preciosas lições sobre a vida e o Dono dela.
"É uma alegria saber que, com essas princesas modernas, muitas meninas serão lembradas de suas verdadeiras identidades como filhas do Rei."
Noemi Nicoletti, autora de Sons de ferrugem e ecos de borboleta
Corajosas 2” chega como a continuação de um projeto superfofo e bem-intencionado: recontar clássicos de princesas sob uma ótica cristã, moderna e motivacional. A proposta é ótima — e funcionou super bem no primeiro livro — mas aqui… o encanto não brilha com a mesma força.
O livro traz quatro contos inspirados em Bela Adormecida, Mulan, Pequena Sereia e Rapunzel. Na teoria, cada uma deveria ter sua personalidade, seu drama e sua jornada única. Na prática? As histórias acabam ficando muito parecidas entre si. Todas as protagonistas passam praticamente pelas mesmas questões: dúvidas internas, um conflito suave com a família, um momento de “lembrar que são filhas do Rei”, e uma resolução rápida e fofinha. Nada errado em ser leve, claro — mas falta aquela profundidade que deixa a trama marcante.
Mesmo sendo adolescentes quase adultas, as personagens conversam e reagem como meninas de 11 a 13 anos. Isso gera um estranhamento real: você espera algo mais maduro, mas recebe uma narrativa quase infantil. Em vários momentos rola aquela sensação de “eu já li isso três páginas atrás”, e isso tira o brilho de cada conto como história própria. O primeiro livro foi mais variado, mais envolvente e trouxe conflitos mais bem trabalhados. Aqui, tudo soa mais raso — não necessariamente ruim, só… simples demais.
Dito isso, o livro é visualmente lindo, tem uma estética impecável e cumpre muito bem seu propósito principal: evangelizar e inspirar o público mais jovem. Para pré-adolescentes, adolescentes bem novinhas ou até crianças leitoras, ele funciona perfeitamente. A mensagem é clara, doce e reforçada com carinho: identidade em Deus, propósito, sonhos, força interior. Nesse sentido, o livro acerta muito.
Mas, para leitores um pouco mais velhos — ou que já pegaram o ritmo do primeiro — “Corajosas 2” acaba ficando aquém. Falta emoção, falta aprofundar os conflitos, falta aquele impacto que faz você fechar a página e pensar: “Uau”. Talvez seja questão de momento pessoal mesmo, ou talvez seja uma escolha de estilo. Mas o resultado é um livro bonito, fofo, inspirador… porém raso e repetitivo.
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MUITO BOM! as histórias tem ótimas lições de vida sobre espiritualidade e responsabilidade e também conta com citações da bíblia. A história da Rachel foi a mais emocionante, Amei esse livro!