Traduzida na França, Holanda, Espanha, México, Estados Unidos e Hungria, a poesia de Ascher busca uma síntese peculiar entre recursos tradicionais - como as formas fixas, especialmente o soneto - e as técnicas modernas. Seus temas abrangem os diversos aspectos da vida cotidiana no mundo atual e as raízes e os traumas históricos da trajetória de sua família, que veio da Europa Oriental. Em Parte alguma , seu quarto livro, o poeta se ocupa das reviravoltas dos dias atuais e da experiência pessoal de envelhecer e acompanhar o fim do mundo - seja através do que acontece com a sociedade que habita, seja sofrendo a morte de amigos.
Nelson Ronny Ascher (São Paulo, 1958) é um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Cursou um ano de medicina, para enfim seguir o curso de administração da Fundação Getúlio Vargas e posteriormente pós-graduação em semiótica na PUC-SP. Colaborou com o jornal Folha de S. Paulo desde a década de 1980 até agosto de 2008, escrevendo sobre literatura, cinema e política. Sua coluna era publicada às segundas-feiras no caderno Ilustrada. Em 1988/89 criou a Revista USP e se tornou seu editor, cargo no qual permaneceu até 94. Parte de seus artigos está reunida em Pomos da Discórdia (1993). Como poeta lançou Ponta da língua (1983), Sonho da Razão (1993), Algo de Sol (1996) e Parte Alguma (2005). Suas traduções estão reunidas em O Lado Obscuro (1996) e Poesia Alheia (1998). Colaborou com Boris Schnaiderman na tradução de A Dama de Espadas, de Pushkin (Алекса́ндр Серге́евич Пу́шкин). Organizou com Régis Bonvicino e Michael Palmer a antologia Nothing the sun could not explain: 20 Contemporary Brazilian Poets. Foi ganhador de uma bolsa Vitae em 1997.