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As fundações do pensamento político moderno

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Analisando os principais escritos políticos de Dante, Marsiglio, Bartolus, Maquiavel, Erasmo e More, Lutero e Calvino, Bodin e os revolucionários calvinistas, Quentin Skinner traça neste livro, com extrema clareza, a emergência de um vocabulário político moderno - o que ilumina, de forma inédita, os vínculos muitas vezes complexos entre a teoria e a prática política.

Paperback

First published January 1, 1996

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About the author

Quentin Skinner

94 books131 followers
Educated at Caius College, Cambridge, where he was elected to a Fellowship upon obtaining a double-starred first in History, Quentin Skinner accepted, however, a teaching Fellowship at Christ's College, Cambridge, where he taught until 2008, except for four years in the 1970s spent at the Institute for Advanced Study in Princeton, New Jersey. In 1978 he was appointed to the chair of Political Science at Cambridge University, and subsequently regarded as one of the two principal members (along with J.G.A. Pocock) of the influential 'Cambridge School' of the history of political thought, best known for its attention to the 'languages' of political thought.

Skinner's primary interest in the 1970s and 1980s was the modern idea of the state, which resulted in two of his most highly regarded works, The Foundations of Modern Political Thought: Volume I: The Renaissance and The Foundations of Modern Political Thought: Volume II: The Age of Reformation.

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Profile Image for Anderson Paz.
Author 4 books19 followers
January 3, 2023
Essa é uma obra extremamente erudita. Foi publicada em dois volumes na edição inglesa: vol. I: a Renascença, e vol. II: a era da Reforma. A edição brasileira compilou todo o texto em uma obra só.
O autor apresenta, dos capítulos um ao três, as origens da Renascença, a Renascença italiana e a Renascença do norte europeu. Dos capítulos quatro a seis, Skinner trata do absolutismo e a Reforma Luterana, o constitucionalismo e a contra-Reforma, e o calvinismo e sua teoria da revolução.

Skinner é professor de ciência política da Universidade de Cambridge. Seu objetivo é apresentar um panorama do pensamento político do fim da Idade Média até o início da Idade Moderna, rastreando os fundamentos das teorias políticas modernas e do Estado. Os dois pilares fundamentais do pensamento político moderno são encontrados na Renascença e na Reforma Protestante.
No século XII, surgiu uma forma republicana de governo nas cidades italianas. Pressionadas pelo Império e pelo Papado, no século XIII, as cidades italianas lutaram por independência e fomentaram duas tradições de governo republicano: retórica e escolástica.
No século XV, surgiu um "humanismo politizado" em oposição ao domínio papal e imperial. Os clássicos da Antiguidade foram reinterpretados originando uma cultura intelectual antiagostiniana. Passou-se a valorizar a virtude e a autonomia humana. Enquanto isso, desenvolveu-se uma literatura voltada aos princípios e ao "político". Na Inglaterra, França e Alemanha desenvolveu-se uma cultura humanista aristocrática, orientada pelo cultivo de virtude, educação dos príncipes e estabilidade social.
No século XVI, desenvolveu-se uma tradição escolástica de valorização de liberdade política republicana. Nesse momento, a Reforma Protestante encontrou espaço para suas críticas aos poderes temporais da Igreja e passou a distinguir as esferas eclesiástica e do poder civil. Em muitos sentidos, a Reforma continuou uma tradição do medievo tardio que relegava a autoridade jurisdicional ao poder secular, e não mais à Igreja.
A contra-Reforma, por meio da doutrina conciliarista e romanista, abriu espaço para o constitucionalismo absolutista. Em uma releitura de Tomás, afirmou-se a capacidade da razão em desenvolver alicerces morais para a política orientados pela lei natural. Nesse cenário, fortaleceu-se um absolutismo constitucionalista com forte teor religioso.
Surgiram, então, discussões protestantes acerca da resistência ao poder civil. Duas tradições principais se formaram: constitucionalista (resistência por meio de representantes do povo) e do direito privado (cada cidadão pode resistir a um déspota usando de sua própria força). Luteranos e calvinistas moderados defenderam a vertente constitucionalista, enquanto calvinistas radicais, como John Knox, defenderam a tradição do direito privado.
Os huguenotes, calvinistas franceses, contribuíram com o desenvolvimento da doutrina afirmando o direito político de resistir como direito moral, não religioso. Os huguenotes defenderam uma resistência constitucional por meio dos representantes do povo e adotaram argumentos escolásticos e do pensamento romano baseados na liberdade natural e no consentimento do povo.
Por fim, Skinner diz que os elementos definidores do conceito moderno de Estado (século XVII) foram: 1) autonomia da esfera política; 2) independência de cada "reino"; 3) suprema autoridade; e 4) único objeto é a política. O Estado se tornou o poder onipotente e impessoal. Assim começou a teoria moderna da política.
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