O caminho para Santiago de Compostela tem sido percorrido por milhões de peregrinos com motivações religiosas e profanas ao longo dos séculos, segundo rotas definidas que sulcam a Europa e são conhecidas pelo nome genérico de O Caminho.
Mas o que leva, na nossa sociedade da abundância, do conforto e da rapidez, alguém a pôr-se hoje a caminho e enfrentar, a pé ou de bicicleta, centenas de quilómetros, ao longo de dias e dias de exaustão, desconforto e sofrimento físico? E mais, a «gastar» os limitados dias de férias para o fazer?
Este é o relato pessoal de uma peregrina que percorreu duas vezes o Caminho Português – de bicicleta e a pé –, desde o Norte de Portugal, e traça um diário de bordo de motivações, experiências, sentimentos e emoções, de ganhos e perdas, de razões que fazem afinal tanta gente tão diferente procurar esta experiência comum e absolutamente individual: o Caminho é de todos os que o querem fazer.
Não se chega ao fim do Caminho como se começou – a interrupção na nossa vida «normal», sedentária e frenética, o enfrentar dos medos e dos nossos próprios limites, tão frágeis, do silêncio de estar connosco próprios, do pensar o que nos é essencial para carregar na mochila, não desperdiçar forças a arrastar peso morto. O que nos faz falta, verdadeiramente, afinal? Talvez o próprio Caminho – e por isso tantos se lançam à estrada todos os anos em direcção a Compostela e o repetem como uma ida à fonte.
«No fim de tudo, corpo e espírito despem-se da aceleração do dia-a-dia, e aceitam naturalmente o que corre e não corre como planeado. No futuro, outros Caminhos se seguirão»
Fausta Cardoso Pereira is an award winning writer. “Dormir com Lisboa” her third book was awarded with Antón Risco prize for Best Fantasy Novel in Galicia, Spain. She is also the writer of another fiction book “O Homem do Puzzle” and the travel book “Bom Caminho”.
Adorei! Obrigada pela generosidade da tua partilha, obrigada pelas respostas às minhas perguntas, obrigada pelas respostas às perguntas que ainda não tinha alcançado, obrigada pela historia, pela leveza e clareza com que narras, obrigada por conseguires despertar os nossos sentidos e por fim Ultreya, acima de tudo acredita que este foi o primeiro de muitos livros que a escrita te reserva ...!
Já li alguns livros sobre os Caminhos de Santiago e adorei ler mais este, sobretudo, as partes das vivências que a autora desfrutou no contacto com outros peregrinos e hospitaleiros e de tomar conhecimento de coisas, que por vezes nos passam ao lado, como por exemplo, o desvio com as setas vermelhas, até ao mosteiro de Herbón, de que nunca tinha ouvido falar ou lido.
Efectuei por doze vezes diversos Caminhos de Santiago, desde o Francês ao Primitivo, passando por outros menos conhecidos, como o de S. Salvador, bem como os que de Portugal, tem destino a Santiago de Compostela, sempre de bicicleta, mas, desde a primeira vez, em que preparei logisticamente essa peregrinação, lendo todo o que pude, livros e experiências em blogues, que a minha ideia será a de um dia, fazer o primeiro caminho a pé, tenha tempo e saúde para isso.
Ganhei este livro na página do facebook "Certform - Escola de Formação Prática" (https://www.facebook.com/certform/). Não esperava muito deste livro, e depois de acabar de o ler, fiquei com a mesma sensação. Já tive aquela curiosidade em fazer o Caminho de Santiago de Compostela e apesar de ainda ser um assunto guardado, não é uma prioridade neste momento. Gostei da sensação de ler e sentir que era a autora em algumas partes da história e como era bom (mas também mau) percorrer o caminho, descobrindo novas coisas, novas sensações. Mas ficou àquem do que seria de esperar.