Um desafio. Sete autores. Catorze mãos. Sete personagens inesquecíveis. Uma única história. Uma trama arrebatadora que contém de tudo, desde crimes misteriosos, o fantasma de uma avó violinista, flûtes de champanhe, um gato persa chamado Psiché que por vezes se vê obrigado a fazer de pêndulo de Foucault, uma caixa de violino suspeita de assassinato, uma taberna onde se canta o fado em Xabregas, e amor, amor em catadupas, uma grande paixão, desencontros terríveis, equívocos inexplicáveis, reencontros inesperados. A aventura vai das avenidas de Paris, à Rua Heróis de Quionga, ao Teatro Nacional de São Carlos, ao cais de Xabregas e a um cacilheiro que parte para Veneza deixando um cadáver para trás.
Alice Vieira nasceu em 1943 em Lisboa. É licenciada em Germânicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1958 iniciou a sua colaboração no suplemento «Juvenil» do Diário de Lisboa e a partir de 1969 dedicou-se ao jornalismo profissional. Desde 1979 tem vindo a publicar regularmente livros tendo, editados na Caminho, mais de cinco dezenas de títulos. Recebeu em 1979, o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com "Rosa, Minha Irmã Rosa", em 1983, com "Este Rei que Eu Escolhi", o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil e em 1994 o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra. Foi indicada, por duas vezes, como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen. Trata-se do mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um autor vivo pelo conjunto da sua obra. Alice Vieira é uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projecção nacional e internacional. Foi igualmente apresentada por duas vezes, como candidata ao ALMA (Astrid Lindgren Memorial Award).
Quantas mortes pode sofrer uma mulher? Uma mulher que regressa, ainda que num estranho jogo de espelhos ou de memória, é uma mulher que se torna múltipla de si. Este livro, um quase policial, abre com o Roda que mantém a mãe, já cadáver, deitada na cama. Roda também se esqueceu do rosto da mulher por quem se apaixonou. Desesperadamente procura encontrá-la, já não consegue ser feliz, pois não reconhece a cara da felicidade mesmo que passe por ela na rua.
A misteriosa mulher da Ópera, mais do que um rosto esquecido por Roda, é uma má tradução de uma história que alguém já não está disposto a viver: a segunda oportunidade que, acontecendo, é repudiada. Tudo, afinal, se resume a viver uma vida boa.
Com o título, a sinopse, e o leque de autores conhecidos que já li e comprovei gostar, tinha boas expectativas para este livro. Estas, no entanto, não foram atendidas. O tema que domina o livro é um dos mais interessantes em literatura: a identidade. No entanto, não se encontra bem aproveitado, visto que se perde nas personagens. O facto de todas elas mentirem não é novo nem inesperado para um mistério, mas falta-lhes credibilidade, e a atenção que se dá a esta má aposta, como que rouba o foco que se poderiam ao desenvolvimento da identidade humana.
This book is very well written but it leaves me with the impression of what it is: a puzzles f independant chapters written by different Authors - all of whom I respect, but that somehow even with their briliancy do not manage o transmit an appealing or touching messagethrough this book. Still, I think it was worthwhile to read it.
Um livro aborrecido em todos os aspectos. Não via a altura de acabá-lo. Nem quis saber o final. Com uma ideia boa (escrita a vários mãos), mas em que é notório a mudança de escrita. Não aconselho a ninguém.
Comprei a pensar que seria fantástico e que ia adorar, mas meus amigos nunca me senti tão enganada por um livro! E eu li O Fantasma da Ópera por isso pensem...
As personagens são más, a escrita dá-me nervos e faz-me pensar que, quando decidiram escrever isto, a maioria dos autores estavam sob a influênica de algo. A história parece inacabada. Eu sinto que o livro é parvo, peço desculpa. A maioria de certos capítulos não faz sentido nenhum, algumas partes não têm ligação entre si. Assim que fechei o livro senti que a história ainda não tinha terminado, e o que tinha acabado de ler não fazia o mais básico dos sentidos.
Penso que talvez juntar 7 pessoas diferentes para escrever um só livro, com uma só história, é uma má ideia. A não ser que consigam juntar as diferentes escritas, o livro nunca vai parecer muito completo. (Decidi traduzir a review porque é parvo estar em Inglês num livro em Português)
É um livro estranho! Atraiu-me na livraria e tive curiosidade em saber quem era a mulher da ópera ao longo de toda a leitura, mas foi secante de ler. Dava por mim distraída por diversas vezes. Outras, ficava com a sensação de não haver coerência entre capítulos. Estranho... muito estranho, mas lê-se.
Ainda bem que não desisti no Primeiro Capítulo, acabei por ficar até um pouco viciada e não descansei enquanto não soube tudo o que queria saber, contudo o final desiludiu-me e senti que foi um final forçado e acabei por ficar curiosa com o que tinha sido das restantes personagens.
Um experimento literário que saiu muito mal. Em poucas palavras: aborrecido, prolixo, pretensioso, cansativo. Trabalho de editing inexistente, qualidade muito baixa, cheio de contas e palavras só para encher a pobreza da historia. Se era possível, dava só meia estrela.
Sete autores e uma só história poderia ter corrido mal, no entanto em A Misteriosa Mulher da Ópera a coordenação narrativa esteve presente e as sete personagens criadas por cada mente conseguiram ter uma história bem condimentada onde os passados se cruzam a favor de um presente bem complicado com desaparecimentos amorosos e mortes que andam ao sabor da maré. Nesta união de personagens tão diferentes e onde a história vai seguindo a escrita de cada autor, tão diferente mas ao mesmo tempo com tão boa comunhão geral, este produto ficcional segue um bom fio condutor contado na primeira pessoa por quem vive dentro da trama. Assassinos, bruxos, tias, fantasmas e inspectores, todos não passam de farsas sociais que foram criadas por um ego com necessidades transcendentes de ser algo mais perante os outros. Embora pouco conheça de cada autor presente nesta obra, é engraçado perceber as diferenças gerais ao logo da explicação de cada personagem que ficou ao cargo de cada autor. As diferenças na escrita e explicativas são bem notórias ao longo das trezentas páginas, fazendo com que esta criação acabe por não cansar, já que tão depressa estamos perante uma personagem com toques de comédia com um autor que adora provocar, como entramos num mundo esotérico e mais sério. Ao terminar a leitura de A Misteriosa Mulher da Ópera percebo que não devia ter deixado este livro tantos meses em espera pela estante enquanto outros menos bons lhe foram passando à frente. Bom e diferente do habitual!
Custou-me tanto acabar este livro. Demorei semanas a lê-lo e não valeu a pena. Ainda não sei bem o que é que se passava com a história. Houve capítulos que gostei mais do que outros, mas devia ter deixado o livro por acabar.