Há poucas interrogações tão perturbadoras como as que envolvem pessoas desaparecidas. Maddie McCann e Rui Pedro são nomes que a opinião pública fixou, mas existem várias outras histórias passadas no nosso país que também permanecem na maior das obscuridades.
Em Janeiro de 1990, Hélder Carriço partiu de Santo André para ir comprar uma prancha de surf a São Torpes - depois, o rapaz de dezasseis anos desapareceu sem deixar rasto. Quatro anos mais tarde, Cláudia Silva e Sousa, de sete anos, eclipsou-se de uma aldeia do Minho, no curto trajecto entre a escola e a casa que fazia sempre. Sofia Oliveira era apenas uma criança de colo quando, em 2004, o pai a levou de Câmara de Lobos para parte incerta, guardando desde então o segredo do actual paradeiro da filha. Mário Sousinha saiu de casa num fatídico dia de 2019 e não voltou: ninguém sabe se foi morto ou se cometeu suicídio, se teve um acidente ou quis fugir. E qual terá sido o destino de Rosiney Oliveira, logo depois de ser despedida de um restaurante e nunca mais ter dado sinais de vida?
Num conjunto de quebra-cabeças que perduram até aos dias de hoje, resistindo às investigações da polícia e alimentando o desassossego de famílias torturadas pela dúvida, Sem Rasto reconstitui com precisão e grande mestria narrativa alguns dos mais enigmáticos casos de crianças, adolescentes e adultos desaparecidos em Portugal.
3.5⭐️ não acho que os casos estejam muito elaborados. são apenas descritos por alto e acho que para pessoas curiosas e que gostam de estar dentro deles como eu, poderia ter muito mais. de resto gosto da escrita e dos casos escolhidos!
Muito interessante. Aborda vários casos, uns mais conhecidos que outros de forma sintetizada e clara.
Para quem tem interesse em saber mais sobre o tema, acho um bom livro para começar. Eu, pessoalmente, não me importava de ter tido capítulos mais longos que abordassem os casos com mais detalhe, mas percebo que não era essa a intenção nesta obra.
Fiquei curiosa com este livro porque sempre me interessei por casos de desaparecimento como os descritos neste livro, porém sinto que praticamente tudo o que dito sobre os casos que já conhecia, eu já sabia!
Quando morre um ente querido é devastador para a família, mas quando há um desaparecimento imagino que deva ser ainda pior. Não saber onde está, se está morto ou vivo, não haver um corpo para fazer o luto, estar sempre à espera de notícias, deve trazer angústias diárias.
Casos como o de Rui Pedro ou de Madeleine McCann são sobejamente conhecidos do grande público, mas há muitos mais de que nada se sabe. Luís Francisco e José Bento Amaro jornalistas portugueses reuniram um conjunto de casos que nunca foram solucionados, muitos deles ainda ativos na polícia judiciária.
Jovens que desaparecem a caminho da escola ou de casa, que saíram para uma qualquer atividade ou desporto como os casos de Rita Slof Monteiro ou Hélder Carriço em que os pais esperam e desesperam por mais novidades, durante longos anos.
Por outro lado, há os corpos que perduram no Instituto de Medicina Legal, sem serem identificados. Alguns deles podem ser vistos no próprio site da Judiciária, para que quem ande à procura deles, os consiga identificar.
Um livro que sem estar muito explorado é de interessante leitura.