O livro é uma obra que, embora não se enquadre na categoria tradicional de autoajuda, oferece uma profunda reflexão sobre o que contribui para uma vida plena e feliz, apoiada em uma extensa pesquisa científica iniciada em 1938 na Universidade de Harvard. Essa pesquisa, uma das mais duradouras e abrangentes do mundo, acompanha a vida de centenas de indivíduos ao longo de décadas, investigando aspectos relacionados ao bem-estar emocional, saúde mental e relacionamentos interpessoais.
A narrativa revela que a qualidade das relações humanas é um fator central para a felicidade. Estudos mostram que conexões sociais profundas e de qualidade têm um impacto maior na sensação de bem-estar do que fatores como sucesso financeiro ou status social. Ter amigos próximos, compartilhar experiências e manter relacionamentos familiares saudáveis são elementos que contribuem significativamente para uma vida satisfatória.
O livro destaca ainda a importância das microinterações diárias, como conversas breves com estranhos ou colegas, que ajudam a criar um senso de pertencimento e comunidade, combatendo a solidão, especialmente em uma sociedade cada vez mais individualista. Além disso, enfatiza que a disposição de se abrir e compartilhar aspectos pessoais, mesmo no ambiente de trabalho, pode fortalecer laços e gerar maior satisfação.
Outro ponto importante abordado é a conexão entre saúde mental e saúde física. Pessoas com uma mentalidade positiva tendem a se recuperar mais rapidamente de doenças, enquanto o estresse elevado pode prejudicar a recuperação e o bem-estar geral, reforçando a ideia de que cuidar da saúde emocional é fundamental.
O estudo também revela que, na vida, o valor das relações familiares e a resolução de conflitos internos têm impacto direto na felicidade. Relações familiares sólidas, apoio e compreensão são considerados mais valiosos do que bens materiais, influenciando a satisfação ao longo do tempo. A comparação entre diferentes contextos culturais mostra que a forma como as famílias interagem varia de acordo com as culturas, sendo mais frequente a proximidade e o convívio na cultura brasileira, por exemplo, enquanto nos EUA há uma tendência maior ao afastamento após a adolescência, refletindo diferenças culturais e de valores.O livro incentiva a reflexão sobre como pequenas ações diárias, relações significativas e uma atitude positiva podem transformar nossa experiência de vida.
O livro baseia-se num estudo longitudinal de Harvard, que acompanha pessoas a mais de 80 anos, de diversos locais dos EUA e diferentes faixas de renda.
Desta forma, os autores refletem sobre teorias de desenvolvimento, mas focam mais nos resultados que o Estudo tem revelado. A primeira geração de avaliados está deixando o estudo, por motivo de morte, e tem sido possível tirar algumas conclusões sobre o que essas pessoas têm definido como uma boa vida.
Outro ponto dominante no livro é a questão dos relacionamentos, que é a principal variável apontada pelos avaliados como uma razão para a boa vida.
Excelente leitura para quem gosta de bases científicas para questão humanas e para quem busca uma chave para criar um propósito de vida.