This book offers a novel analysis of the widely-used but ill-understood technique of thought experiment. The author argues that the powers and limits of this methodology can be traced to the fact that when the contemplation of an imaginary scenario brings us to new knowledge, it does so by forcing us to make sense of exceptional cases.
Tamar Gendler classifica três tipos de experimentos de pensamento: factivos, conceituais e valorativos.
Os experimentos factivos são tentativas de sugerir intuições físicas sobre o que aconteceria sob certas condições. O estudo de caso foi o experimento de Galileu contra os Aristotélicos quanto a relação entre a velocidade de queda e o peso dos objetos. Os experimentos conceituais são casos em que um cenário imaginário é apresentado e o(a) leitor(a) é levado(a) a pensar sobre como tal situação deveria ser descrita. O estudo de caso foi o paradoxo do Navio de Teseu. Os experimentos valorativos são aqueles em que somos levados a emitir juízos sobre como devemos avaliar o que aconteceria em um cenário imaginário particular. O estudo de caso foi o problema da identidade pessoal.
"Thought Experiment: On the Powers and Limits of Imaginary Cases", no entanto, tem um título que induz ao erro. Eu diria que ao menos metade do livro trata de problemas de identidade (seja a partir do paradoxo do Navio de Teseu ou a partir da noção de identidade pessoal), e se esquece do seu assunto central: a natureza dos experimentos de pensamento. Consigo facilmente imaginar um(a) editor(a) da Routledge pedindo para que a autora reescrevesse a conclusão do seu livro, dessa vez em uma tentativa de unificar a temática dos capítulos ao redor do tema proposto pelo título do livro.
Por mais que o livro careça de uma unidade temática, a exposição da autora é extremamente clara, elucidativa, convincente e original. O que mais podemos pedir de um livro de Filosofia?