“Reencontram-se neste novo livro do Sr. Dalcídio Jurandir as melhores qualidades apontadas nos dois anteriores, acrescidas de experiência nova de uma impressão de madureza atingida pelo escritor em dez anos de meditação sobre a parte e o destino do romance.” - Heráclito Salles, jornalista.
“ … esse romance lembra-me certas músicas em órgão, lentas e profundas.” - Jorge Amado, escritor.
“ …É um livro que se lê devagar, apaixonado pelos detalhes, linguagem limpa e a viva adjetivação, que completam a idéia de vigor, de primitivo, apesar de sua poesia e da mediocridade daquelas vidas. E é um livro, principalmente, que deixa uma impressão funda – daqueles que, ao encerrar-se, continuam vibrando dentro de nós. Diário de Notícias,7 de setembro de 1958.” - Renard Perez, escritor.
Dalcídio Jurandir Ramos Pereira (Ponta de Pedras, ilha do Marajó, Pará, 10 de janeiro de 1909 — 16 de junho de 1979) foi um romancista brasileiro.
Estudou em Belém até 1927. Em 1928 partiu para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como revisor na revista Fon-Fon. Em 1931 retornou para Belém. Foi nomeado auxiliar de gabinete da Interventoria do Estado. Escreveu para vários jornais e revistas.
Militante comunista, foi preso em 1936, permanecendo dois meses no cárcere. Em 1937 foi preso novamente, e ficou quatro meses retido, retornando somente em 1939 para o Marajó, como inspetor escolar.
Escreveu para vários veículos e acabou como repórter da Imprensa Popular, em 1950. Nos anos seguintes viajou à União Soviética, Chile e publicou o restante de sua obra, inclusive em outros idiomas.
Em 1972, a Academia Brasileira de Letras concede ao autor o Prêmio Machado de Assis, entregue por Jorge Amado, pelo conjunto de sua obra.
Em 2001, concorreu com outras personalidades ao título de "Paraense do Século". No mesmo ano, em novembro, foi realizado o Colóquio Dalcídio Jurandir, homenagem aos 60 anos da primeira publicação de Chove nos Campos de Cachoeira.
Em 2008, o Governo do Estado do Pará instituiu o Prêmio de Literatura Dalcídio Jurandir.
Em 2009 comemorou-se o centenário do escritor.
Escreveu:
Série Extremo-Norte:
Chove nos Campos de Cachoeira (1941) Marajó (1947) Três Casas e um Rio (1958) Belém do Grão Pará (1960) Passagem dos Inocentes (1963) Primeira Manhã (1968) Ponte do Galo (1971) Os Habitantes (1976) Chão dos Lobos (1976) Ribanceira (1978)
Enfim terminado, não foi uma das mais proveitosas leituras que já tive, mas valeu a pena conhecer um pouco mais dessa parte do Brasil que quase nada conheço, algumas de suas lendas e pitadas da construção desse povo lutador, tem seus encantos. Recomendo como leitura para quem está saindo da ressaca de um série longa de outro gênero ou algo assim.
PS.: Aproveitem que rolou no Catarse um projeto pra reedição do livro.