Diante de certos fatos, a pretexto de fazer justiça, invadimos a intimidade dos outros imaginando como as coisas teriam sido. Nessa fantasia, criamos ligações com pessoas, atraímos problemas desnecessários, colocamos em risco nosso bem-estar. Porém a magia da vida, ignorando nossos desacertos, vai aos poucos revelando aspectos daqueles fatos, muito diferentes do que havíamos imaginado, fazendo-nos perceber a precariedade do nosso julgamento, ensinando-nos a não invadir os outros e a respeitar A Verdade de Cada Um.
Zíbia Gasparetto (Campinas, July 29, 1926) is a Brazilian spiritualist writer who distinguished herself as a medium.
Of Italian descent, married the twenty years of age, with Aldo Luiz Gasparetto, with whom he had four children, including the television presenter Luiz Antonio Gasparetto. Zíbia account that in 1950, already the mother of two children, she awoke one night with a tingling in the body. Then, would have raised and spent around the house like a man, speaking in German, a language unknown to him. The husband, surprised and frightened, turned to the aid of a neighbor, who, upon arriving at the family home, would have a prayer can restore Zíbia. The next day, Aldo Luiz went to a bookstore, where you purchased The Book of Spirits. Together they have begun to study the Spiritist Doctrine.
Aldo Luiz began to attend public meetings of the Spiritist Federation of São Paulo, but Zíbia could not accompany him because they do not have anyone leave the children. Weekly, however, did a study together at home, during which the medium says he began to feel a sharp pain in her right arm, from elbow to hand, which was moving from side to side, she could not control it. Aldo Luiz you put a pencil and paper to the front. Taking them, Zíbia have begun to write quickly. Over a few years, once a week, was so automatic writing his first novel, Love Won, signed by the named Lucius. [1]
When typed and ready, the medium referred the work to a history professor at USP, which at the time, ran a study group in Spiritist Federation. But only two weeks later came the answer in the form of warning about the choice of the work to be published by Editora LAKE.
Currently, the medium said writing the computer four times a week, each day a different work: conscious states hear a voice dictating to him the words of the text.
Supostamente (eu duvido e faço pouco), ditado por Lucius. Não chega aos pés dos anteriores como Esmeralda, O Matuto, Espinhos do Tempo, o Amor Venceu, esses sim, eu acredito que foram ditados por ele. Disso aqui em diante, na minha opinião, 100% obra da médium. Romances ordinários sem a menor qualidade. Feitos para ganhar dinheiro e nada mais.
Melhores trechos: "...Para ela, se uma pessoa não sabia apreciar suas qualidades, não a interessava mais. Ela era uma mulher digna, inteligente, bonita, atraente, livre, independente. Queria um homem que tivesse a sensibilidade de perceber tudo isso. Qualquer pequeno sinal de desvalorização, esfriava seu entusiasmo, e ela queria partir para outra. Não entendia por que depois disso eles a procuravam insistentemente. Elisa era o oposto. Pensava que quanto mais dedicada fosse, mais valorizasse o marido, mais o tratasse bem, mais se sacrificasse pelo lar, mais ele a amaria. Como estava enganada! Nunca conhecera um homem que preferisse uma boa dona de casa a uma mulher espirituosa, cheia de mistério e charme, perfumada e bonita... A dificuldade, tanto quanto o problema e a dor, existem para solucionar as feridas da alma. Eles não são obstáculos, como nos parecem às vezes, mas ferramentas para o amadurecimento do espírito. Aparecem em nosso caminho para resolver os impasses e permitir que alcancemos dias melhores e mais felizes... Como fora ingênua! Como se anulara! Lembrou-se da mãe quando lhe dizia: A mulher só se realiza no papel de mãe e de esposa. Nada é mais importante do que isso. Tudo quanto ela sonhara na vida fora ser uma excelente mãe e esposa. De que lhe valera? Gostaria de encontrar a mãe frente a frente para dizer o quanto ela estava enganada. Por sua causa, por acreditar no que ela lhe dizia, fizera de sua vida uma ilusão... Não é preciso anular-se para ser uma boa companheira. É participando, assumindo seu lugar, dividindo as alegrias e aspirações, as obrigações e os problemas... A vida é o que fazemos dela. Aceite o que lhe aconteceu. Um dia compreenderá como atraiu isso. Não crie um sofrimento maior. Não aprofunde a ferida. Só o perdão pode aliviar o coração e fazer esquecer... A chama da atração precisa ser alimentada. O amor é uma troca onde há um encontro sempre prazeroso de duas pessoas. Precisa da participação de ambos. Sem isso, ele morre... No casamento, as pessoas assumem cada um o seu papel e passam a viver em função dele. Querem fazer tudo certo e agem de acordo com as regras da sociedade convencional. Deixam de avaliar sentimentos, fazer o que sentem, transformam-se em robôs, sem vontade própria. Aí começa o desencontro das almas... As mulheres, quando casam, mudam completamente. Querem ser uma esposa e uma mãe maravilhosa. E nós, os maridos, acabamos em segundo plano. Quando nos apaixonamos por outra, nos acusam de ingratidão, alegando que se sacrificaram para nos fazer felizes. Quer saber o que eu penso? Na verdade, elas não se preocupavam com nossa felicidade, mas com a vaidade de ser uma esposa perfeita... Aprenda que a energia do ódio opera mais rapidamente. Não sabia que é mais fácil destruir do que construir? Essa é uma lei da natureza... E posso garantir que todas as pessoas, por mais frágeis que pareçam ser, guardam dentro de si toda força necessária!... Só você é responsável pelo que lhe acontece. São suas atitudes que determinam os fatos de sua vida. Se tudo vai mal, se não está feliz, é porque não tem agido no seu melhor. Não acredita que seja capaz, que tenha capacidade para viver bem. Isso não é verdade. Todo o poder está dentro de você. Pendurando-se nos outros, está negando a própria força. Por isso se sente fraca, mas eu garanto que poderá retomá-la quando quiser. Basta confiar em você. Prestar atenção e descobrir o que sua alma sente... Como afirmar que vai amar para sempre? Um relacionamento entre pessoas que se respeitam, vai gerar amizade que pode estender-se por várias reencarnações. Mas aquele algo mais que faz o coração bater mais forte, que coloca magia num simples toque, que enche a vida de beleza e de motivação, ninguém pode comandar. Quando acontece e encontra reciprocidade, é um encantamento. Quando acaba, não há nada que se possa fazer, senão dizer adeus. Insistir, tentar reacender a chama, só vai destruir as boas lembranças que ficaram..." * E agora o trecho que resume toda a trama da história: "...Você, Olívia, era casada com Eugênio e tinha três filhos. Eu me apaixonei por ele e acabamos por nos relacionar. Nos tornamos amantes. Um dia, porém, ele me disse que não podia mais continuar nosso relacionamento. Fiquei desesperada, pedi, implorei, mas ele me disse que nunca havia me prometido nada e que seus filhos estavam crescendo e ele pretendia dedicar-se mais à vida familiar. Depois de esperar inutilmente que ele mudasse de idéia, resolvi agir. Estava desesperada. Escrevi um bilhete para você, Olívia, pedindo-lhe que fosse a minha casa. Lá, quando você compareceu, eu menti dizendo que Eugênio me amava e que só estava com você por causa dos filhos. Mostrei-lhe provas do nosso relacionamento, fotos, bilhetes, coisas assim. Você acreditou e separou-se dele e nunca o perdoou. Embora vocês não se lembrem agora, no fundo do coração, sentem que estou dizendo a verdade. Eugênio nunca mais voltou para mim. Acabei meus dias solitária e triste. Mas ao voltar para a vida astral, fiquei sabendo que minha atitude não ferira apenas Eugênio, como eu pretendia, mas seus filhos que sofreram muito com a separação dos pais. Principalmente Nelinha, muito apegada à mãe. Ela era como uma flor mimosa que começa a desabrochar. Precisava de uma mão protetora que a conduzisse. Naquele tempo, uma mulher separada não era vista com bons olhos. Suas filhas eram olhadas como presa fácil dos conquistadores sem escrúpulos. Nelinha se apaixonou por um jovem volúvel que a abandonou e não sabendo como suportar essa mágoa, desatinada, ela ingeriu formicida. Vendo-a no astral em sua fase de recuperação, com a garganta toda em feridas, me comovi e chorei. Comecei a pensar que se eu não lhe tivesse tirado o pai, talvez ela não houvesse passado por isso. Eu me arrependi sinceramente e quando nos reunimos no astral, antes do nosso nascimento, pedi perdão e vocês me perdoaram. Aqui, disseram que vocês poderiam se casar de novo na Terra e recomeçar. Entretanto, Olívia não aceitou. Ela dizia haver perdoado, mas eu sabia que no fundo ela ainda guardava ressentimento pela traição do Eugênio. Vendo-se rejeitado, ele aceitou se casar comigo tendo Olívia na família para que juntos pudéssemos nos entender. Entretanto, deu no que deu. Eugênio nunca me amou de verdade. Casou comigo porque tinha que ser, mas não se sentia plenamente realizado com nossa união. Hoje eu sei que se ele procurava outras mulheres, era porque não havia encontrado aquela que preenchesse suas necessidades de afeto. Por outro lado, eu mergulhei no papel da boa esposa, na tentativa de esquecer minha antiga situação de amante. Agora eu era a esposa legítima! Caprichei no papel e tornei-me passiva às vontades do Eugênio, o que acabou por apagar rapidamente a atração que ele ainda sentia por mim. Você, Olívia, guardando ainda a mágoa no coração, nunca quis se casar. A presença de Eugênio causava-lhe desconfiança e certa aversão. Essa foi a nossa vida até o dia em que vendo desmoronar minha ilusão de esposa, temerosa de voltar ao antigo papel, me desesperei. Não aceitei a separação. Não compreendi que quando o amor acaba, não há nada que se possa fazer. Se eu tivesse compreendido, talvez ainda estivesse aí, cuidando dos meus filhos. Disseram-me que meu tempo nessa vida tinha acabado. Que eu reencarnara apenas para unir vocês todos e para conseguir apagar a raiva que sentiam contra mim. Quanto a isso, acho que consegui. Sei que você me quer bem, Olívia, e que você, Eugênio, me respeita e tem amizade. As crianças também me estimam. A inimizade acabou. Entretanto, eu me sentiria muito feliz se pudesse vê-los reunidos de novo. Que você, Olívia, realmente perdoasse Eugênio e que se casassem, assumindo as crianças que já foram suas, agora também são minhas. Eugênio, você é duas vezes pai! Disseram-me que eu não posso lhes pedir que se casem, porque essa é uma decisão que só vocês podem tomar, mas eu ficaria muito feliz se isso acontecesse. Olívia, não amo mais o Eugênio como antes. Tenho andado com ele nos últimos tempos e reconheço que ele é muito diferente de mim. Nós nunca seríamos felizes juntos. Quero refazer minha vida de outra forma..."
História simples, com elementos conhecidos, mas que me trouxe muitos insights e me levou a reflexões e compreensão de algumas situações da minha vida. A mensagem chega a quem precisa sempre.
Nesta obra o espiritismo está de volta, é um romance moderno para a época e tem Elisa e Eugênio como protagonistas.
Elisa é uma moça que perdeu os pais cedo devido a um acidente de trem, cresce somente com a sua irmã Olívia e casa-se bem nova com Eugênio com quem tem três filhos. Ambos são totalmente opostos. Enquanto ela é totalmente submissa e cuida de todos os afazeres domésticos e dos filhos, ele continua a boa vida sem preocupar-se com nada.
Ao longo do tempo, o casamento se perde e o rapaz começa a ter uma amante atrás da outra até se apaixonar perdidamente e terminar o matrimônio.
Atordoada, Elisa sai para comprar alimentos quando é atropelada e desencarna. A partir de então, o leitor acompanha a nova empreitada de Eugênio como verdadeiro pai de família, como lida com a personalidade de Olívia que é totalmente oposta a da irmã e também o luto dos filhos e como o trio lida com a situação.
Enquanto isso, inconformada com a sua situação, Elisa não consegue desprender dos seus e fica em volta tentando ajudar de alguma jeito. Com isso, acaba conhecendo o verdadeiro Eugênio e toda realidade que nunca quis enxergar por vários motivos.
Ao longo da narrativa, vamos acompanhando o amadurecimento dos dois como indivíduos e, como diz o nome do livro, com a verdade de cada um. Ele pensava de um jeito, ela de outro e nunca conversaram sobre, principalmente por questões machistas e criações da época.
O livro também aborda a espiritualidade no seu viés negativo e o fazer justiça com as próprias mãos, o quanto a mediunidade não trabalhada interfere na vida e no cotidiano, o processo obsessivo, até onde vai a raiva e a decepção, a ingenuidade e ignorância, tudo que o mundo espiritual faz para a pessoa abrir os olhos espirituais e também os motivos dos personagens estarem passando por maus bocados nos dias atuais.
A parte espiritual fica por conta de Amaro que foi o primeiro a entender a obsessão de Elisa desencarnada em Eugênio e também de Olívia, onde a mesma depois de um certo tempo, começa a abrir seus olhos espirituais e também sua mediunidade lindíssima.
O texto é de fácil entendimento e a leitura é mega fluída e envolvente. Lembrou bastante a parceria Zibia e Lucius do começo. Gostei super.