Neste livro, divido em duas partes, 'Sambas' e 'Chorinhos', o autor desfia sua pena irônica sobre temas que vão de política a literatura, de viagens a malandragens.
JOÃO PEREIRA COUTINHO nasceu no Porto, a 1 de Junho de 1976. Licenciou-se em História, na variante de História da Arte, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Doutorou-se em Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, onde também ensina no Instituto de Estudos Políticos. Foi ainda Academic Visitor do St. Antony’s College da Universidade de Oxford.
É colunista da revista Sábado (desde 2017), do Correio da Manhã (desde 2009) e do diário brasileiro Folha de S. Paulo (desde 2005). Foi colunista dos semanários Expresso (2004-2008) e O Independente (1998-2003) bem como comentador da TVI-24 nos programas "25ª Hora" e "A Torto e a Direito". Em 2002, juntamente com Pedro Mexia e Pedro Lomba, fundou o pioneiro blogue A Coluna Infame.
Uma compilação de crónicas publicadas na «Folha de S. Paulo» entre 2005 e 2007.
Sobre as mesmas diz o autor: «É uma escolha, limitada e pessoal, cujos critérios me escapam. Ou não. Reli o que escrevi, gostei do que reli. Arrumei tudo em duas metades, que facilmente se resumem a entusiasmos e depressões. Salada farta e colorida, que faria as delícias de Carmen Miranda. Temos política e literatura, cronistas e artistas, Viagens e malandragens. E algumas declarações de amor. Se pedirem muito, ainda há espaço para um encore. Chega?»
Erudição e humor.
Aproveito para partilhar um excerto de uma entrevista que JPC concedeu por escrito à jornalista Anabela Mota Ribeiro em 2011:
AMR - Escreve para a Folha e há quem o aponte como o melhor cronista que se pode ler nos jornais brasileiros. Fica de peito cheio?
JPC - Faço uma vénia e depois regresso à minha toca porque o relógio começa a contagem decrescente para a crónica seguinte. O relógio arrasa com qualquer vaidade, minha senhora.
AMR - Quando pôs a condição de dar a entrevista por escrito, citou Nabokov: «Penso como um génio, escrevo como um vulgar homem de letras e falo como um idiota». É mesmo assim?
JPC - Não, Anabela, não é assim. Para começar, não sei se foi Nabokov quem disse isso. Podia ir confirmar, mas para quê? Provavelmente, a frase até é minha e eu pus na boca de Nabokov. Acontece muitas vezes. Só citei Nabokov para que pudéssemos fazer isto por escrito. E é mais fácil convencer uma segunda pessoa se citarmos uma terceira de peso.