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Filhos do Fim do Mundo

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QUANDO AS CRIANÇAS DO MUNDO PARAM DE NASCER, UM REPÓRTER SE PREPARA PARA SUA ÚLTIMA MATÉRIA SOBRE O COMEÇO DO FIM DO MUNDO.

É meia-noite quando a humanidade é surpreendida pela notícia: todas as crianças nascidas nos últimos 12 meses morreram misteriosamente. Descobrem também que plantas e filhotes também morreram. Um repórter responsável por cobrir os eventos preparativos para o fim do mundo, deixa sua esposa grávida em casa, partindo para uma perigosa missão
investigativa, em que terá de enfrentar grandes desafios para proteger aqueles que ama.

Em Filhos do fim do mundo, acompanhamos a saga de um repórter tentando se equilibrar entre sua função de pai e jornalista em meio ao caos pré-apocalipse. As catástrofes se misturam com a tensão psicológica do personagem em um envolvente romance que vai encantar os amantes de ficção.

288 pages, Paperback

First published January 1, 2013

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About the author

Fabio M. Barreto

12 books67 followers
I used to have a really long biography, then it stopped making sense. Bios are about the past and writing is a present thing.

Want to know me? Read my books and translations.

Want to reach out? Send a message here or use the contact form on my website. Twitter works best.

Want to be my agent? Dinner is on me!

That's it. Enjoy and, if you read my books, please rate and review. I reply to the ones (good or bad) that resonate with me.

If you insist on a traditional bio. Here it is:

Fábio M. Barreto was born in São Paulo, Brazil. After a prolific career as entertainment reporter and editor, he moved to Los Angeles as a correspondent, working for major Brazilian outlets.

After attending film school in 2011, he switched his focus to narrative storytelling and it's been working on it ever since. His debut novel "Filhos do Fim do Mundo" won the Best Novel of the Year Award by Argos Award in Brazil and sold thousands of copies.

He has translated novels by Neil Gaiman, George R.R. Martin, and others, plus dozens of Netflix movies and TV shows.

He currently teaches two writing courses for narrative and screenplay professionals. Barreto is also an Olympic Recurve medalist archer in Brazil and in the US.

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33 (18%)
4 stars
55 (31%)
3 stars
44 (25%)
2 stars
36 (20%)
1 star
8 (4%)
Displaying 1 - 15 of 15 reviews
Profile Image for Marcelle.
530 reviews9 followers
October 12, 2014
Eu realmente queria ter gostado desse livro, e realmente queria ter dado mais que uma estrela. Autor brasileiro, uma distopia, a premissa é bem boa, mas tive graves problemas.

O primeiro foi que eu nunca consegui embarcar na história. Para gostar de um livro, preciso me convencer da possibilidade daquele mundo existir, e não houve isso. Não conseguia ler sem ter a sensação de que aquele mundo era irreal. Não engoli as comunicações serem cortadas, não fez o menor sentido. Parece que o mundo descrito era um mundo já em crise, mas o que causou isso? Não vi justificativa para tantas medidas anti-caos.

O segundo ponto foram as forçações de barra. Nenhum personagem tem nome, e enquanto que em alguns livros isso soa natural, aqui é forçado, e o autor esfrega essa forçação na cara no diálogo entre o protagonista e a irmã.

O terceiro ponto foram os clichês nas caracterizações dos personagens. O Blogueiro, os fãs da tal cantora pop, não fosse a apresentação de um blogueiro antes do livro, diria até que o autor nunca teve contato com blogueiros, nem fãs de cantores pop.

O quarto ponto são algumas referências pop meio deslocadas, como a da inquisição espanhola. Nesse caso, especificamente, pareceu uma piada interna.

O quinto ponto é bem pessoal, confesso, mas me desagradou a ação ser executada totalmente por personagens masculinos. Temos O Diretor, O Governador, O Comandante, O Médico, O Padre, O Blogueiro... e A Esposa, A Senhora, A Secretária, A Primeira-Dama, todas passivas e circulando ao redor dos personagens masculinos, sendo salvas por eles, ou quando ajudando, ficando nas sombras dos personagens masculinos. Como mulher, isso interfere sim no meu prazer com a leitura.

Enfim, de todos esses pontos, o mais grave para mim é a falta de convencimento. Sem convencimento de que a trama narrada poderia acontecer de verdade, a leitura foi impaciente, do tipo que contava páginas pra próxima pausa, e quando chegava num ponto bom para parar, largava a leitura para fazer outra coisa. Sou leitora voraz, do tipo que lê 300 páginas numa manhã de domingo, definitivamente demorei mais para ler esse livro. Daí vem a nota. A função de um livro é transpor o leitor para o universo que é escrito, coisa que não aconteceu, infelizmente, em Filhos do Fim do Mundo.
Profile Image for Francine Vernia.
275 reviews15 followers
March 25, 2013
Filhos do fim do mundo é um livro bem rápido e tranquilo de ler, porque o Fábio é um ótimo escritor e parece ter estudado (ou entender muito do assunto) que abordou no livro, pois as descrições são muito bem feitas, contudo a história não conseguiu me convencer.

Tudo começa com a notícia de que todos os seres vivos com menos de ano de idade morrem sem mais nem menos no dia 21 de dezembro. Esse foi um fenômeno que afetou o mundo todo e a imprensa da cidade onde o livro é ambientado, junta forças com os militares para tentar descobrir o que está acontecendo e também tentar manter as pessoas sobre controle. E é a partir dai que a história se desenrola a fim de descobrir a razão do fenômeno e como fazê-lo parar.

Como personagem principal, Fábio colocou um repórter que está prestes a ser pai, por isso tem muito mais do que somente a curiosidade e a prestação de um serviço à comunidade como motivação para descobrir o que está acontecendo, mas em nenhum momento eu senti que ele foi realmente o personagem principal da história.
O livro conta com muitos personagens diferentes lidando com a tragédia de sua própria maneira, mas eu simplesmente não consegui achar nenhum deles cativante o suficiente para realmente torcer que algo desse certo. Na verdade, achei a história e a personalidade dessas pessoas pouco exploradas e também não curti o fato do autor decidir não dar nomes a ninguém.

Com o virar das páginas eu não consegui ver a história indo para lugar algum. Quando achava que algo realmente importante iria acontecer, acabava se transformando em algo pequeno ou extremamente previsível. E eu simplesmente não consegui engolir como o tal fenômeno aconteceu em uma escala mundial, mas esse fato é praticamente ignorado do início ao fim!
Existe toda uma “bagunça” do governo e dos miliares, mas somente de UMA cidade, não vemos outras cidades, estados e países se envolvendo para descobrir as coisas! Para mim, são em momentos de tragédia que vemos as pessoas e os governos realmente se juntarem e ajudarem uns aos outros, mas isso simplesmente não acontece no livro e nem sequer tem alguma explicação.
Ainda nessa parte, a reação dos personagens a algumas decisões tomadas foram, em minha opinião, extremante exageradas e não convincentes e BEM clichês, com algumas coisas que são impossíveis de acreditar.

Para os pontos positivos não ficarem quase nulos por aqui, preciso dizer que quando os personagens paravam para pensarem em suas vidas e tomarem decisões, muito da reflexão deles foi interessante e foi basicamente isso que me fez continuar até o final, mesmo com as coisas acontecendo rápidas e previsíveis demais.

No mais, a premissa da história é realmente boa, mas eu achei que ela foi tão pouco explorada e tratada com rapidez que faltou aquela conexão de leitor com a história/personagens e simplesmente não conseguiu me cativar.
É realmente uma pena que o livro foi tão curto, porque talvez se ele fosse uma série ou tivesse mais páginas, tudo poderia ter sido muito mais explorado e o final poderia não ter sido tããão esperado como foi. Aliás, o desfecho final – a solução do problema – é difícil de imaginar, mas com certeza chega bem perto do que eu já esperava logo no início do livro.
Profile Image for Gislaine Caprioli.
1 review2 followers
September 30, 2013
Próximos do fim


Imagine-se em um cenário apocalíptico. Ao contrário do que esperávamos, não houve estrelas de fogo caindo do céu, nem mesmo trombetas sendo tocadas por anjos indicando o fim. Você acorda em um dia normal. Digamos que seja uma quarta-feira. Ao olhar pela janela, não vê nada diferente, mas é o início de dias de caos. Qual a posição e que tipo de pessoa você será quando perceber que o mundo que conhece pode estar chegando ao fim?


O livro inicia em uma noite que há pouco foi tomada por uma grande tempestade. As primeiras notícias das mortes apavoram. As outras, mesmo que esperadas, não causam menos dor, raiva e incompreensão. Somos apresentados então às visões de diferentes pessoas a respeito do caos que está se instaurando no país, logo depois, no mundo. Fábio M. Barreto usou uma ideia inovadora para indicar o fim do mundo. Quem nunca ouviu que o futuro é as crianças? Quando os bebês com menos de um ano de idade morrem, assim como as plantas e animais, e ainda mais, quando a esperança de um futuro morre, o que fazer?Que posição você tomará?


Ao nos apresentar personagens sem nomes, nos vemos torcendo pelo Repórter e a Esposa, além de acompanhar a batalha travada inicialmente pelo Coronel, sentir a dor do Diretor e solidarizar com o Padre. São muitas as personagens que nos são apresentadas. Trechos de vidas que poderiam se encaixas nas nossas se estivéssemos na mesma situação.


A escrita do autor é muito bem elaborada. Na descrição bem detalhada de alguns assuntos, percebe-se que o mesmo tem muita informação guardada, mostrando que se parece muito com o protagonista. É visível que podemos usar grupos de pessoas da vida real e classificá-las de acordo com cada personagem descrita pelo autor. Creio ser bem possível encontrarmos conhecidos que seriam o Blogueiro ou as meninas preocupadas com a queda da Internet que impediria a comemoração do “níver da diva”.


“Naquele momento, quando começava a sentir o cheiro da morte por todos os lados, e com horas de atraso em relação ao resto do mundo, o Repórter uniu-se à humanidade e encontrou seu fim.” (BARRETO, 2013, p. 94). Apesar de ser um bom livro, é curto e a história é cortada subitamente, deixando no ar algumas perguntas sem respostas. Cabe para a imaginação e reflexão a compreensão dos fins: do mundo e do livro. E você: como se imagina perto do fim, quando o primeiro item que se torna artigo de luxo é a esperança?
Profile Image for Eduardo.
95 reviews4 followers
March 1, 2020
High tension in every line from the beginning to the end.

Fabio M. Barreto's first novel is a thriller that explores a different perspective about one of the eldest fears of humankind: the apocalypse. Building a narrative of global proportions, the subtle way the author connects his characters to focus in a local storyline is very assertive.

During the reading, the book's ambiance reminded me of Alfonso Cuarón's “Children of Men”, in how we can see that so fragile net of rules of our society breaking apart in front of a future without hope, in a mix of fear, paranoia, and rage.

Even with some scenes totally distant from our common world, “Filhos do Fim do Mundo” will stay in my mind because of its rawness and the feeling that we live on the threshold of the end of the world as we know it.
Profile Image for Sarah Sindorf.
100 reviews48 followers
June 16, 2014
Resenha do blog Sincerando.com, escrita por Sarah Sindorf

Em um dia, à meia-noite, todos os recém nascidos morrem. Depois percebem que todos os bebês com menos de um ano e animais e plantas novos também morreram. Uma grande onda de tristeza e melancolia atinge a todos, até que uma onda de desespero e pensamento de que o fim do mundo chegou se abate.

Ordenado a organizar e investigar algumas informações, o Repórter também lida com uma questão pessoal: sua esposa está grávida e prestes a dar à luz o seu primeiro filho. Tendo que lidar com ódio, desespero e burocracias militares, ele tenta correr contra o tempo e não só descobrir o que houve, mas tentar achar uma forma de permitir que seu primogênito chegue ao mundo com vida.

Lendo a sinopse desse livro, fiquei muito interessada. Gosto desse tipo de "e se...", como a humanidade reagiria frente à essa situação? Praticamente todos perdem alguém próximo, seja um filho, um sobrinho, um neto, ou um filhote. Maior do que a tristeza que as pessoas passam, está o desespero. É o Fim do Mundo?

Uma coisa que achei muito interessante é que alguns personagens não tem nome. Temos o Repórter, a Esposa, o Padre, o Governador. Apesar de estar acostumada com personagens nomeadas, eu gostei dessa mudança. Por mais que o Governador tenha outras facetas e outras prioridades além de seu cargo, de alguma maneira a falta de nomes me ajudou a focar mais na narrativa e me prender menos em "quem é esse mesmo? Ah sim, o governador".

Gostei muito da escrita do autor, que me fez voar pelo livro e gostei de várias argumentações feitas no livro. No meio das investigações e problemas atravessados, vemos várias reflexões de várias personagens, reflexões sobre religião, futuro e até mesmo humanidade. Apesar de parecer um pouco extremista, não achei as reações descritas no livro tão impossíveis assim de acontecer.

Vemos pessoas preocupadas com coisas sérias, como "terá alimento no futuro, a raça humana será extinta?" assim como pessoas preocupada com vícios, como internet, celebridades e outras coisas que não seriam prioridades no momento. Achei interessante essa crítica, e com certeza posso ver pessoas que agiriam assim.

A diagramação do livro é ótima. A letra é grande, as páginas são amarelas. Só tenho uma coisa a "reclamar": que capítulos gigantescos! Sabe aquela mania de "quando acabar o capítulo eu vou fazer..."? Então, quase não conseguia fazer nada! haha

Quanto ao final: ainda estou meio dividida. Não vou dar spoiler aqui, mas em um primeiro momento eu senti estranheza em relação a ele, e até hoje me pego entre gostar ou não do mesmo. Mas, achei que o livro foi bem fechado e de forma coerente com a história. Deixo aqui um convite para conhecer a obra, e pretendo ler mais livros do autor.

Link: http://www.sincerando.com/2014/06/fil...
Profile Image for Barbara.
1 review23 followers
January 21, 2019
Não tenho problemas com a suspensão de descrença exigida pelo livro. Consigo embarcar na história sem maiores explicações dos motivos, porque o foco aqui são as consequências da tragédia. O livro é bem escrito, passando longe do estilo fanfic que prospera na literatura nacional, e é também muito bem revisado, para variar. Me incomodei apenas com o desenvolvimento de alguns personagens e alguns pontos da história. O personagem do Blogueiro, por exemplo, é caricato e não conseguiu me fazer entender o motivo de estar agindo daquela forma, parecendo às vezes apenas ocupar o cargo de antagonista da história. As fãs da cantora, então, nossa. Adolescentes podem ser meio bobos, mas aquelas meninas pareciam zumbis hipnotizadas. Entendo e acredito que haveria descontrole social numa situação como a relatada, mas me pareceu forçado toda aquela perseguição a um repórter que teria a cura. Por que um repórter teria a cura?? Ainda se fosse um cientista ou médico... Mais, por que as pessoas acreditariam que haveria uma cura tão rápido assim? Não pude também deixar de lembrar o tempo todo do filme Filhos da Esperança, que tem uma premissa bastante próxima. Mas o autor certamente tinha conhecimento disso e talvez tenha se inspirado no filme, não sei. Enfim, os pontos citados não chegam a comprometer a qualidade do livro, que é bom o suficiente para ser indicado.
Profile Image for Carla Azevedo.
3 reviews7 followers
November 18, 2019
Suspense e esperança andam de mãos dadas numa corrida pela civilização

A história parte de uma premissa que situa a cena no início de uma catástrofe mundial - recém-nascidos e bebês morrem sem qualquer causa aparente. Seguimos diferentes personagens e suas jornadas navegando tal cenário, desde um representante do governo quanto da mídia e, em especial, acompanhamos a luta pessoal do Repórter para entender o que aconteceu e sobreviver às suas consequências antes que seja tarde demais. É intenso, profundo, claustrofóbico em alguns momentos e um tanto alarmante pelos possíveis paralelos com o mundo real - Fábio Barreto conduz sua narrativa de forma envolvente deixando seus leitores grudados e ansiosos a cada virada de página.
Profile Image for Mel Schutz.
19 reviews5 followers
May 6, 2017
Eu fico extremamente triste quando não consigo terminar um livro, mas esse em particular foi impossível. Eu li metade do livro e já não aguentava mais.

Primeiro, a maior parte do dialogo parece ter saído de uma tradução mal feita. Ninguém no Brasil fala do jeito que aquelas pessoas falavam.

Segundo, o plano do governo para não causar panico foi extremamente idiota. Cortar todos os meio de comunicação vai fazer as pessoas ficarem paranóicas, não mais fáceis de controlar.

Terceiro, o personagem principal, o Repórter, é extremamente babaca, mimado, egoísta e idiota. Ele faz coisas muito estupidas e não tem nenhuma repercussão. Ele aje como se fosse o grande sabedor de todas as coisas e os outro só aceitam.

Eu to realmente triste, porque a premissa desse livro parecia genial. Uma pena que a execução foi tão ruim.
5 reviews
July 12, 2015
Não consegui embarcar na história do livro. A ideia é bem interessante - imagine você acordar e se deparar com o trágico fato de que todas as crianças nascidas nos últimos 12 meses morreram misteriosamente; as plantas e filhotes também morreram. Aí surge o tal Repórter (personagem principal?!), responsável por cobrir os eventos preparativos para o fim do mundo, deixa sua esposa grávida em casa, partindo para uma perigosa missão investigativa.

Quando li a contra-capa do livro, logo pensei " preciso ler esse livro urgentemente!". Doce ilusão a minha! Achei que seria uma das minhas leituras preferidas; equivoquei-me. Foi difícil terminar esse livro, de tão ruim que achei. Mas, por fim, terminei - depois de três meses, mas terminei. Gosto de terminar tudo o que começo, tenho esse defeito rs.

O começo foi bem morno, o final um pouco mais interessante, porém não suficiente para eu dar mais que duas estrelas para essa obra. Infelizmente.
Profile Image for Rodrigo.
129 reviews4 followers
August 5, 2016
"Filhos do Fim do Mundo, romance de terror escrito pelo brasileiro Fábio M. Barreto, traz um cenário apocalíptico horripilante: a morte súbita e inexplicável de todos os bebês ao redor do mundo. Acompanhando o drama dos habitantes de uma cidade não especificada durante os primeiros dias da tragédia, a narrativa é permeada por uma atmosfera pesada, construída com a dor e a incompreensão de seus personagens diante do ocorrido. A prosa do autor, todavia, não faz jus a essa premissa (muito similar a do filme Filhos da Esperança, por sinal), por conter inúmeros problemas graves."

Prestigie o site, lendo a crítica completa em:

http://literaturaempauta.com.br/Livro...
8 reviews
September 19, 2017
Depois de acompanhar por tantos anos as participações do Barreto no Rapadura Cast, ler este livro foi ter sua voz narrando a história na minha cabeça o tempo todo, com aquela entonação que lhe é peculiar (mentira - eu ouvi o livro num leitor de textos do Android, então foi a "voz do Google" que ficou na minha cabeça o tempo todo...). O enredo é bom, com alguns altos e baixos, um desespero para quem tem filhos pequenos (ou se lembra como é os ter) e um final abrupto e inesperado, com gosto de WTF! A impessoalidade dos personagens (nenhum deles tem nome) foi uma boa jogada. Muito mais fácil de se identificar com algum deles.
Profile Image for Thais Nascimento.
22 reviews
January 18, 2016
O livro mexe bastante com o seu emocional, a escrita do autor é empolgante, é um livro que você lê sem querer parar. A reação das pessoas diante do desconhecido é absurda, e não me surpreenderia se acontecesse isso na realidade, pessoas desesperadas cometem atos desesperados, isso me assustou um pouco na narrativa, o que não é um ponto negativo, pois a reação, ou seja, todas as reações que o livro provocou em mim como leitora, me deixou bem pensativa quanto a humanidade e seus atos.
Profile Image for Tiago Andrade.
34 reviews18 followers
April 22, 2017
Jornalista especializado em cobrir o mundo do cinema, Fábio Barreto resolveu se arriscar do outro lado do muro. Sua paixão pelo cinema levou-o a estudar o assunto direto na fonte, em Los Angeles, iniciando uma ascendente carreira cinematográfica que o levou a produzir alguns elogiados curtas-metragens. E agora ele se arrisca em mais uma atividade, com uma deveras bem-sucedida experiência como romancista.

Filhos do Fim do Mundo é um raro caso de obra que, em vez de mostrar o mundo após um evento apocalíptico, apresenta um cenário de apocalipse ainda em andamento. Sem maiores explicações, todos os bebês recém-nascidos ou com menos de um ano morrem subitamente – e logo todas as espécies animais e vegetais seguem o mesmo caminho.

Uma unidade militar é destacada para atravessar o país visitando bunkers e biosferas, na esperança de que esses ambientes possam conter a chave para uma cura. Acompanhando o grupo num misto de guia e prova de boa vontade, está um repórter com motivações particulares para buscar uma cura: a gravidez da esposa, cujo parto iminente torna-se ao mesmo tempo fonte de felicidade e preocupação.

Ao mesmo tempo em que segue esta busca por vezes inglória, o livro mostra as reações de várias camadas da sociedade ao infanticídio – e como tão incomum tragédia leva as pessoas ao limite. Se a perspectiva do fim faz com que muitas pessoas se mobilizem e busquem na esperança forças que desconheciam possuir, a simples manutenção do status quo passa a exigir uma série de decisões nem sempre fáceis ou populares.

(Limitar a circulação de informações é só a primeira delas. À parte a óbvia discussão de direitos que tal medida poderia gerar, ela ajuda a estabelecer o tom da história e o mais próximo de um vilão que há nela.)

Muito se tem comparado o livro de Barreto ao filme Filhos da Esperança, mas pouco liga as duas obras exceto a inevitável semelhança dos temas. A deliberada falta de detalhes que possam situar ou datar a história (os personagens são identificados por suas profissões ou condições) traz a referência de Ensaio Sobre a Cegueira, mas a influência cinematográfica do autor é um diferencial presente a todo momento. A narrativa direta consegue criar tensão e suspense sem maiores ilusionismos estilísticos, e as cenas de ação parecem pensadas para a tela do cinema. Leitura daquelas para recomendar sem medo de errar.
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