Há muito tempo, os reis de uma antiga terra tentavam manter um segredo enterrado nas profundezas da história. Era uma lenda. A Lenda de Oãda. A história de um homem capaz de desestabilizar tudo que se conquistou com ouro, prata, espada e sangue. Insatisfeita com as respostas vazias com as quais sua mãe a silenciava, Omena, sucessora da coroa, atravessou o limite que a realeza estabeleceu e viu-se submersa no mundo onde Oãda era venerado por tudo e por todos. Após esse evento, os reis encontraram uma forma mais eficaz de manter seu segredo. Dez anos se passaram e a realeza se mantinha forte, segura e em total controle. Até que o rumo dos acontecimentos deu uma curva episódica e então tudo mudou.
Meu coração quer muito dar 5 estrelas, mas minha mente só aceita 4.5... A imaginação e criatividade foram esplêndidas, e o autor conseguiu expor os mistérios de forma intrigante e interessante. Contudo, acho que o livro beneficiaria de uma melhor organização em termos da divisão dos intervalos no tempo e no espaço ao longo da história. Foi-me um pouco difícil acompanhar a progressão, especialmente nos últimos 3 capítulos, o que chama pela atenção do leitor para não deixar certos pontos despercebidos. Mas de qualquer forma, foi uma ficção teológica que definitivamente recomendo e aguardo pelo próximo livro. Não pode ter terminado!
Esta é uma história de três cordas: mistério, teologia e fantasia. Dá-se em Arret e conta a jornada da princesa Omena em busca da grande verdade lendária. Tem um plot inesperado e cativa a atenção a cada página. Exigiu atenção extra pois é fácil deixar escapar detalhes, mas é uma leitura que inclui o leitor à trama.
A Lenda de Oãda nos apresenta a história de Omena, uma jovem corajosa, aventureira e muito curiosa a respeito de Oãda e todo o mistério que o rodeia. Acontece que os reis de Arret, há muito conspiram para manter a história de Oãda em segredo, e dentre eles está a rainha Otília, mãe de Omena. Em busca de respostas, a princesa decide levar seus questionamentos à mãe, que passa a repreendê-la com o objetivo de dar fim ao seu interesse na Lenda, porém a atitude da rainha acaba por alimentar ainda mais a curiosidade de sua filha que a partir daí assume como o grande propósito de sua vida, desvendar os mistérios da Lenda. Em busca de respostas, Omena decide atravessar o limite estabelecido pela realeza, se depara com um Portal e a partir do que acontece lá, uma medida drástica é tomada... Uma lei, incapaz de ser quebrada, agora impede aos humanos de conhecer a cerca da Lenda de Oãda.
OPINIÕES
Essa foi uma leitura extremamente empolgante para mim. A Lenda de Oãda é uma história bem escrita, gostosa de ler, com uma ambientação legal, descrição de cenários e personagens cheios de personalidade e carisma. Houveram diversos momentos em que eu parava a minha leitura a fim de absorver melhor os acontecimentos e bolar teorias sobre o que aconteceria depois ou desvendar os mistérios que pareciam não ter explicação. Enquanto lê, você se vê imerso na trama dos personagens e acredite em mim, não vai querer parar até descobrir o desfecho.
Uma coisa que preciso deixar claro é que se trata de uma fantasia com teor religioso, entretanto o autor promete ser um livro para além da religião, acessível até mesmo ao público que não se interessa pelo tema. Mas, será? A minha opinião enquanto ateu é que, se você não simpatiza de maneira alguma com temas religiosos, esse livro infelizmente não é para você, já que leva como pano de fundo a religião cristã e durante a leitura você se depara com versículos bíblicos e referências claras à figura de Jesus. Agora, se isso é algo que, mesmo tendo outra religião ou sendo agnóstico/ateísta, não lhe causa incômodo, acredito que vale a pena dar uma chance, afinal, apesar do tema, é uma boa história.
Pra quem eu não recomendo esse livro? Para crianças e adolescentes, por um único motivo: Na página 204 há uma clara pregação sobre salvação e condenação e eu não acho saudável que um adolescente seja submetido ao peso dessa mensagem. Não sou contra religiões e não falo isso por ser ateísta, mas sim porque fui exposta a essa mesma mensagem desde a infância e sei o peso e o medo que me causou ouvir essa mensagem tão cedo. Acredito que você possa ensinar seu filho a fazer o bem sem expô-lo a uma ideia de condenação eterna e pecados que precisem ser perdoados e aí quando houver maturidade, ele escolherá o caminho que achar por bem, seja o ele o cristianismo ou não. Reitero que essa não é uma mensagem contra a sua fé, mas sim um alerta de cuidado, feito por mim com muito respeito e carinho. Obrigada por ler até aqui, desejo sucesso ao autor e desde já, estou ansiosa para o próximo livro :) Boas leituras.