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Ficções: de comer

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Muito pouco tratada na contística portuguesa, a comida e temas conexos apresenta-se na Ficções das férias de 2002. De contos nacionais temos Gente Singular, de Manuel Teixeira-Gomes , um mimo do grotesco sem antecedente nem consequente de monta entre nós e o Conto dos Chineses, de José Cardoso Pires. Marcel Schwob propõe uma deliciosa fantasia, O Conto dos Ovos, em tradução de Ana Cardoso Pires; Robert Walser descreve um jantar surreal, traduzido por José Maria Vieira Mendes . O conto de Dino Buzzati , Escravo, em tradução de Clara Rowland , fala de um amor muito pouco palatável e O. Henry de um amor reencontrado através da leitura de uma ementa, em Primavera à La Carte. Heinrich Böll , em As Crianças Também São Civis, traduzido por José Lima , tematiza quiçá a paz universal através do bolo, e William Maxwell , em Peregrinação, procura ansiosamente um certo restaurante no Sul de França. Também é num restaurante, onde se encontram alguns japoneses invisíveis, que se passa a história de Graham Greene. Woody Allen , num texto já clássico, propõe a biografia breve do famoso inventor da sanduíche, O Conde de, em Sim, mas A Máquina a Vapor Faz Isto?, traduzido por Luísa Costa Gomes . Numa nota (ainda) mais insólita, o húngaro István Örkény visita um Matadouro exemplar com um estranho pedido. A tradução do original é de Ágnes Jancsó C. Lopes . Kazuo Ishiguro descreve uma questão familiar resolvida a golpes de fugu, o peixe mortal e Patricia Highsmith mostra uma Perfeccionista que tem de dar um jantar a amigos. Enfim, o conto de Andre Dubus , A Rapariga Gorda, com tradução de Fernando Villas-Boas , é uma viagem negra às profundezas de uma alma límpida.

187 pages, Paperback

First published January 1, 2002

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About the author

Luísa Costa Gomes

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Luísa Costa Gomes nasceu em 16 de Junho de 1954. É licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi por vários anos professora do Ensino Secundário e trabalhou ainda no programa Escritores nas Escolas. Traduziu livros, traduziu e legendou filmes. Tem colaborado em vários jornais e revistas, programas de rádio e televisão.
A sua obra literária começou com a publicação, em 1981, do livro "Treze Contos de Sobressalto". Desde aí já lá vai dezena e meia de títulos, entre o conto, o romance, o teatro e a crónica, com variados prémios, e traduções no estrangeiro. Várias das suas peças subiram ao palco. Escreveu o libretto de algumas óperas, entre elas o célebre "Corvo Branco", de Philip Glass, com encenação de Robert Wilson, apresentado por ocasião da Expo' 98 (e também em Madrid e em Nova Iorque). Criou a revista de contos FICÇÕES, que dirige e coordena.

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Profile Image for Tiago Aires.
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May 30, 2021
Contos muito bons, na globalidade. A bizarrice em «Gente Singular» de Manuel Teixeira Gomes, a fantasia de «O conto dos Ovos» de Marcel Schwob (está na hora de resgatar estes dois autores perdidos nas minhas estantes), a ironia e humor de W. Maxwell, Woody Allen, a angústia relacionável no conto de Andre Dubus... mas, sobretudo, a concisão e o choque do conto «Matadouro» de István Örkény!

«Era uma vez um rei muito bonzinho (não vale a pena procurar mais - a espécie extinguiu-se)» (Marcel Schwob, p.7)

«quando deparei com uma frase no fim da página que me saltou à vista com a força do extrato duma conta a descoberto.» (Woody Allen, p.117)

vários números da revista aqui:
http://cvc.instituto-camoes.pt/conhec...
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