Jump to ratings and reviews
Rate this book

Jimi Hendrix

Rate this book
'Mes paroles sont le fruit de mon imagination et le reste se nourrit de science-fiction. J’aime écrire des scènes mythologiques. On peut écrire sa propre mythologie, comme l’histoire des guerres sur Neptune, et la raison de l’existence des anneaux de Saturne.'

Contemporain des Beatles, de Bob Dylan, de John Coltrane, Jimi Hendrix (1942-1970) tient dans l’histoire de la musique – notamment en raison de son approche unique de la guitare électrique et des techniques d’enregistrement en studio – une place à part. À l’épicentre de ces années 1960 marquées par les transgressions et les contestations de tous ordres, il a créé un monde sonore qui fut celui de toute une génération en quête d’identité. Sa mort prématurée n’a fait qu’amplifier sa légende. C’est à la rencontre de celui que Frank Zappa considère comme 'un des personnages les plus révolutionnaires de la musique pop, musicalement et sociologiquement parlant', que nous convie Franck Médioni, producteur de l’émission 'Jazzistiques' sur France Musique et auteur de nombreux livres sur le jazz. Bien que n’ayant enregistré que quatre albums, Jimi Hendrix est, après Elvis Presley, le musicien qui vend le plus d’œuvres posthumes.

400 pages, Mass Market Paperback

First published February 1, 2012

Loading...
Loading...

About the author

Franck Médioni

39 books2 followers

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
6 (37%)
4 stars
6 (37%)
3 stars
2 (12%)
2 stars
2 (12%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 - 2 of 2 reviews
Profile Image for Yuri Ulrych.
116 reviews2 followers
January 12, 2022
On The Road: Kerouac a Leste, Hendrix a Oeste

De Seattle, Jimi Hendrix nasceu pobre, seus pais nunca tiveram condição de cuidar de todos os filhos, alguns inclusive foram para adoção. Ora vivendo de favor, ora pagando aluguel, o casal apaixonado também se odiava, ambos eram alcoólatras que adoravam a vida noturna. Em meio a separação, no cuidado de parentes, colegas e inquilinos surgiu seu primeiro violão. Autodidata, a criança fascinada pelos discos imitava Muddy Waters, B.B. King, Albert King, Howlin Wolf, John Lee Hooker. Aos onze assistiu o bang-bang Johnny Guitar, e pelas ruas mimetizava seu ator favorito, Sterling Hayden, perambulando com o violão nas costas. Mais tarde, a evasão escolar, a banda e a guitarra trouxeram problemas que culminaram no seu alistamento militar obrigatório. A falta de obediência e o foco na música impediu-o de ser recrutado para a Guerra do Vietnã. Livre do exército, Hendrix caiu na estrada, no mesmo espírito beatnik. A infância nômade deu-lhe o desapego necessário para sua transitória vida de músico. Perdeu a vergonha de cantar ouvindo e amando a música de Bob Dylan. E de cidade em cidade, de estado em estado, comendo mal, dormindo mal, chegou a Nova York onde foi descoberto.

Nesse caminho tocou em grandes bandas de rock n' roll, R&B, soul e blues. Destaque para Isley Brothers, The Curtis Knight And The Squires e Little Richard. Pelo circuito sofreu racismo. E já cansado das regras que o impediam de tocar como queria, montou a Jimmy James and The Blue Flames. Naturalmente, o seu intenso brilho musical ofuscava as estrelas. Novidade aos ouvidos, Jimi Hendrix atraiu público especializado no Cafe Wah em Nova York. Linda Keith (famosa modelo e namorada de Keith Richards) divulgou sua descoberta a Chas Chandler, baixista da banda The Animals, que no momento, visava iniciar carreira como empresário do ramo musical. De malas prontas, os dois viajaram para Inglaterra. O baixista enganou seu empresário Mike Jeffery alegando que levava para Inglaterra um músico famoso dos EUA para organizarem uma turnê. E ali mesmo, em território inglês, iniciou sua carreira solo, dois músicos ingleses passaram pelos testes e assim surgiu o trio da Jimi Hendrix Experience. Ambos coempresariaram direitos do artista. Gravaram dois discos, "Are You Experienced?" e "Axis: Bold as Love". Suas turnês desbancaram a cena puritana inglesa, a guitarra distorcida rompeu a falta de ferocidade no rock inglês. Pela Europa afora, o arauto da psicodelia instrumental modificou o espírito da contracultura, que, depois desse tratamento de choque, as bandas de rock tornaram-se mais ousadas. O figurino do artista causou polêmica também, ora misturava chapéu e sobretudo oficial da guarda inglesa, outrora relembrava as origens de sua avó indígena, livre de convenções, por isso, alguns shows foram cancelados, o seu modo de vestir ofendia padrões conservadores.

Libelo de poemas musicados, as letras giram em torno da temática da liberdade, da ficção científica e das mulheres que passaram por sua vida. Estrondosa manifestação pela liberdade de expressão, Jimi Hendrix prestava solidariedade na reivindicação de direitos humanos para as minorias. Adepto da ideologia anti-guerra e do amor libertário, via o sentimento como algo de constante transmutação. Para ele, barreiras e pontos fixos inexistiam. A vida terrena era uma viagem psíquica espiritual, muitas vezes alimentada pela combinação das drogas. Subterfúgio de distanciamento, a rotina de trabalho não o ajudava, depois de abandonar Chas Chandler pela necessidade de fazer músicas mais longas, restou ao empresário Mike Jeffery abusar da ganância dando ao artista mais de 40 shows por mês. O leque de amizades era grande, de Beatles a Rolling Stones, de Frank Zappa a Miles Davis. Jimi Hendrix afastou-se do baixista Noel Redding, por outros problemas de racismo, e angariou participações especiais para seu terceiro álbum chamado "Eletric Ladyland" gravado no seu estúdio pessoal em Nova York avaliado em 1 milhão de dólares. Pouco tempo depois gravou seu último disco "The Band Of The Gypsis" tendo como convidado Billie Cox, colega de quartel. O baterista Mitch Mitchell manteve-se pela amizade e qualidade técnica, vindo do mundo do Jazz, muitas vezes críticos musicais o comparam ao baterista Elvin Jones, do Free Jazz de John Coltrane. Diante das turnês incessantes e shows históricos como o de Woodstock, onde o hino dos EUA é detonado por bombas eletrificadas na guitarra. Aos poucos... as apresentações foram perdendo sensualidade ritual, qualidade acústica e acuidade técnica. Nas férias no Marrocos teve visões fatais sobre sua morte.

Em 1970, Jimi Hendrix morreu de overdose, isento de intenções suicidas, exagerou no sonífero tomando pra mais de uma outra marca que não era habituado. Esse livro fornece as origens psicológicas das músicas, explica a confecção dos discos, e o seu impacto social. Elucida explicações sobre o excedente de mais de 400 horas gravadas de estúdio das quais transformaram-se em outros discos. Depois da morte de Mike Jeffery em 1972, a meia irmã mais nova disputou por anos os direitos autorais da obra do irmão, décadas após, venceu o litígio encomendando curadoria especializada para o lançamento de novas músicas. O funeral do guitarrista foi em Seattle, segundo Miles Davis, o padre da cerimônia nem sabia quem Jimi Hendrix era. Associado às drogas, seu nome era evitado na cidade. E o pior, sua homenagem pública foi gravada no Zoológico da cidade próximo aos macacos. Somente nos anos 90', o co-fundador da Microsoft, Paul Allen, construiu o MoPop, Museum of Pop Culture, onde Jimi Hendrix recebe homenagem na arquitetura neo modernista do museu baseada em pedaços de uma de suas guitarras quebradas. Relembrando a psicodelia futurista das viagens astrais do guitarrista, ao lado, Paul Allen criou o museu de Sci-Fi com informações de filmes, séries e quadrinhos. Para curiosidade de muitos, o apartamento de Hendrix em Londres, separado por um muro, ficava ao lado da casa do compositor barroco, Georg Friedrich Häendel. Hoje, na casa antiga de Handel também encontra-se homenagens ao guitarrista. Dois revolucionários no modo de tocar, Miles Davis e Jimi Hendrix gravariam um disco juntos. Nas visitas de ambos, Miles se recorda da versatilidade do músico, que apesar de não saber nada teórico sobre harmonia funcional, surpreendia-o naturalmente atingindo sonoridades nunca antes ouvidas. O gênio criativo hendrixiano ampliou a importância da música. A técnica guitarrística ganhou novas formas, no uso de pedais, na lisergia rítmica e melódica, bem como no impacto da desbanalização do ruído. Uma vez entrevistado afirmou: a música agrega um dos poucos meios da criança crescer sem perder originalidade, pureza, arte, e essência.

(Yuri Ulrych)
Profile Image for Ana Carolina Voelcker.
46 reviews2 followers
January 11, 2021
The book is interesting because Jimi Hendrix is awesome. It is interesting, fluid, and makes you eager to listen to Jimi's work more and more. However, there were some errors, especially concerning dates (I suppose that wasn't an error in translation) and maybe even more things that I couldn't notice.
Long live Jimi Hendrix
Displaying 1 - 2 of 2 reviews