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Geneticamente Fúteis

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"Conto tudo porque estou farto desta gente hipócrita que vive no luxo rodeada de mentiras e a enganar os pobres de espírito deste Portugal dos pequeninos. E se não querem saber não comprem, porque daqui só levam verdade, ou não fosse eu Bastos, Paulo Bastos!» No dia em que Paulo Bastos, o mais temido e popular cronista social, aparece misteriosamente morto no seu apartamento, o mundo dos famosos entra em estado de choque. Quem terá silenciado o jornalista que anunciava na sua última crónica que ia contar tudo sobre as mais famosas tias de Portugal?
Teresa Campos, directora da revista Rosto; Marta Barros, uma lojista aspirante social e amiga de Alexandra Drummond, uma relações públicas nascida em berço de ouro e lésbica; Helga Carvalhosa, capaz de tudo para aparecer na capa de uma revista e Bibi Galvão, a tia mais antiga de Portugal, que tenta esconder as dívidas que acumula, perante o olhar crítico do filho. Todas viram Paulo Bastos na noite em que morreu. E todas escondem um segredo. Alfredo Rocha, inspector de polícia, tem a difícil tarefa de descobrir o assassino. Cláudio Ramos apresenta-nos Geneticamente Fúteis, um retrato social, onde o mistério e a intriga se cruzam com uma crítica mordaz ao mundo do social de que o próprio autor faz parte."

328 pages, Paperback

First published January 1, 2008

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About the author

Cláudio Ramos

15 books5 followers
Cláudio Ramos nasceu a 11 de Novembro de 1973, em Luanda. Estreou-se como ator na Televisão em 1996 e, em 1999, participou nas Noites Marcianas. Actualmente na SIC, passou por programas como "Às Duas por Três" e "SIC 10Horas". Além da sua actividade na Televisão, colabora na Rádio, onde começou aos dezasseis anos, assina crónicas na imprensa escrita e criou a empresa de valorização pessoal Você Precisa de Nós. Tem três títulos publicados: o romance policial Geneticamente Fúteis, em literatura infantil As Aventuras de Nocas e, com o selo Bertrand, os romances Em Nome dos Homens e Abraça-me.

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Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for Fátima Linhares.
1,000 reviews355 followers
May 28, 2019
Estou aqui indecisa entre as 2 e as 3 estrelas, mas vai de 3 estrelas porque me ensinou algumas coisas, nomeadamente que não se diz prenda, mas sim presente e que o vermelho afinal é encarnado! 😂 E que penas que não se vêm o coração não sente.
Também me fez rir com algumas tiradas e um livro que faz rir não pode ser mau de todo! 😁
A nível de história a premissa é engraçada, mas os diálogos e as personagens são como o título do livro, fúteis.
O narrador é um acérrimo crítico de todas as personagens, dos seus comportamentos, das suas atitudes e dos seus caracteres. As personagens são ocas e básicas, mas lá se vão andando todas interligadas, não por vontade própria, mas por aparências e para aparecerem.
Se não se tratasse de um mundo do Jet set poderia ser uma história de um qualquer bairro, afinal há mentiras, dissimulação e traição, como na vida não cor de rosa.
"Estamos numa altura onde o que vende é o sangue e as lágrimas...o suor, nem por isso!"
Profile Image for David Pimenta.
382 reviews19 followers
August 4, 2012
“Conto tudo porque estou farto desta gente hipócrita que vive no luxo rodeada de mentiras e a enganar os pobres de espírito deste Portugal dos pequenitos”, assim escreve Paulo Bastos na sua coluna social. Trata-se da personagem principal, morta nos primeiros capítulos, do livro Geneticamente Fúteis da autoria do português Cláudio Ramos. Utilizo esta frase para começar por enfatizar o quanto me arrepia a falta que oportunidade que é dada a pessoas com verdadeiro talento para se tornarem escritoras e a velocidade com que oferecem a “faca e o queijo” a uma figura mediática para escrever um livro. Neste caso, Geneticamente Fúteis é um completo fracasso ao fim das 97 páginas que li de um livro com mais de trezentas páginas. As razões que fizeram desistir da leitura da “obra” até ao fim centram-se na falta de capacidade de Cláudio Ramos para escrever uma história com algum tipo de profundidade, com a falta de talento para prender o leitor nas suas palavras, na vulgaridade que é denotada nas frases que constrói. Não digam que estou a fazer uma afronta ou algo parecido, acho que é demais ler num livro “O objectivo dele é que se fique a comentar a atitude que teve, que se perca tempo a falar dele e da sua maneira de ser e estar. A maioria destes gays que pertence ao mundo mediático dá literalmente o cu e oito tostões para ser conversa”. Aprecio a sinceridade das palavras porque na realidade é o que acontece em pleno ano 2012 mas acho de uma profunda falta de estética em questões literárias. Mas vamos por partes.

A história do primeiro livro de Cláudio Ramos, lançado em 2008, centra-se na morte do cronista Paulo Bastos depois da publicação de uma crónica em que promete revelar os segredos mais negros de algumas celebridades do meio mediático português. Na história entram Teresa Campos, diretora da ‘Rostos’, Marta Barros, a típica empregada de uma loja de roupa que tenta de tudo para subir na vida, Alexandra Drummond, relações públicas rica e lésbica, Helga Carvalhosa, desejosa para aparecer nas capas de revista e Bibi Galvão, a “tia” mais famosa de Portugal e à beira da decadência. Ao que parece, a história do assassinato desenrola-se à volta destas senhoras. Desenrola-se de uma forma tão superficial que é capaz de dar comichões aos verdadeiros amantes de Literatura.

Trata-se de uma história superficial, com personagens igualmente superficiais e atitudes do mesmo género. Apesar das entrelinhas terem intenção de retratar a futilidade da sociedade mediática em Portugal não significa que a escrita de Cláudio Ramos tenha de ser igualmente. No entanto, o talento deste pseudo escritor não existe. Do que fui lendo, nem existe imaginação para os capítulos começarem de uma maneira diferente. Ou Lisboa amanhece ou Lisboa anoitece, sem muitas alterações. Bibi é a típica malvada sem nada para mostrar, sem nenhuma verdadeira carta para atirar aos leitores. Aproveita-se de Marta, sedenta por subir no escalão social português, para desabafar e fazer dela uma escrava. Tem sexo com jovens e paga-lhes e o filho não quer saber. Onde está a novidade? Onde está a profundidade? Não quero com as minhas palavras denegrir a imagem do escritor, não está na minha intenção, mas porque não se dedica verdadeiramente ao que tem talento? Para escrever uma história não existe qualquer talento, um brilho nas palavras ou nas frases. Geneticamente Fúteis é uma tentativa fracassada de dizer mal das pessoas que o rodeiam, assim me parece. De dar facadas a algumas personalidades. Mas existem formas mais subtis e elegantes de se criticar, parece-me.

1/5
Profile Image for Raquel Curvacheiro.
263 reviews3 followers
September 27, 2012
Fraco... Muito fraco!
Um livro que se pretende parte policial, parte crítica social. A crític é feita sempre nos mesmos moldes (todos fazem de tudo para aparecer) e a parte policial deixa pouco para se descobrir, excepto o assassino que, surpreendentemente, só surge como suspeito cerca de 10 páginas antes do final do livro (assim ninguém descobre, certo?).
E depois... Bem, parece quase haver uma certa preguiça (ou pouco imaginação) por parte do autor. A ver: a "tia" mais conhecida de Portugal (uma loirona já entrada na idade que ganhou fama graças ao ex-marido) chama-se... Bibi; a loja de móveis é a... Maivoflores; a revista mais conceituada é a... Rosto; o coleccionador com exposição no CCB é o... Moe Bernardo... E, como estes exemplos, há mais. Não sei como é que Claudio Ramos conseguiu fazer passar isto por ficção!
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