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Quando o Xamã Voava

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SONHO, EROTISMO E MORTE NO XAMANISMO

O CAMINHO XAMÂNICO: A MAIS ANTIGA TRADIÇÃO ESPIRITUAL DA HUMANIDADE

Desde as margens do rio Ob e as escarpas dos Montes Altai, na Sibéria, até às margens santificadas do rio Douro, no sul da Europa, são inúmeros os testemunhos rupestres de raiz xamânica que podem servir de inspiração para uma abordagem autêntica e profunda do xamanismo actual.

Na actualidade, o xamanismo tem vindo a ser reduzido a uma técnica psicológica de auto-ajuda ou, em alternativa, uma religiosidade sem esforço, em detrimento da sua essência verdadeiramente iniciática.

Ao pintar-nos as provas dolorosas e subversivas pelas quais passavam os antigos xamãs europeus, o autor considera que a Bruxaria Tradicional e Visionária terá sido a mais genuína sobrevivência iniciática do Xamanismo Arcaico na Alma Europeia. Esta Arte Iniciática terá sido também a primeira e mais antiga espiritualidade da humanidade.

Contrapondo a visão clássica do "xamã curandeiro", o autor apresenta assim o "xamã feiticeiro" como o elo perdido da Antiga Tradição Hiperbórica, revelando os Arcanos Perdidos do Xamanismo Europeu.

488 pages, Paperback

First published May 1, 2011

28 people want to read

About the author

Gilberto de Lascariz

9 books16 followers
Gilberto de Lascariz nasceu em Caracas, Venezuela, vindo desde muito cedo a viver em Portugal. Formou-se em Direito, na Faculdade de Direito de Lisboa, ao mesmo tempo que seguia Língua e Cultura Sânscrita na Universidade Nova de Lisboa.

Desde muito cedo esteve envolvido em várias sociedades esotéricas de carácter rosacruciano e maçónico, tendo tomado votos na Tradição Nyngma-Pa do Budismo Tibetano.

A sua envolvência com o Wicca Tradicional a partir de 1982, associado ao seu envolvimento com a Antroposofia, despertou-o para a necessidade de desenvolver métodos meditativos e rituais que permitissem uma abordagem esotérica da Bruxaria Iniciática e Neo-Pagã em antítese à sua superficialização New Age.

Em 1989 criou em Portugal o Coventículo TerraSerpente e lançou a Confraria Sol-Negro, uma organização artística dedicada à renovação estética das artes sob o ponto de vista do esoterismo neo-pagão, na sua acepção evoliana.

É Magister Maximus da Irmandade da Serpente da Alba e tem o Grau 33º, 66º, 90º, 95º, 97º, sendo Deputado Grão-Mestre Internacional do Rito Antigo e Primitivo de Memphis-Misraïm do Santuário Soberano Hermético da Lusitânia e do Soberano Santuário do Brasil do Rite Ancien et Primitif de Memphis-Misraïm; Superior Desconhecido da Ordre Martiniste Operant (via Ambelain e Mauer), assim como Reau-Croix da Ordre des Chevaliers Élus Coëns de l’Univers; Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa do Grand Prieuré Indépendant et Souverain; Bispo da Ecclesia Gnóstica Apostólica e da Ecclesia Gnóstica Joanita; Baille-Ge da Tradição Franco-Haitiana da Cobra Negra e Iniciado da Cobra Vermelha (Bertiaux-Duez-Pedutti); Grau XVI da OTO-FH e High Priest Grau XVI do Club Chorozon (Bertiaux-Duez-Pedutti), além de Mestre da Fraternité Thérapeutique et Magique de la Myriam (via Linhagem Henadel, Giudicelli); Graus IXº e XIº do antigo Santuário Brasileiro da Ordo Templis Orientis (Tradição Merlin IXº e XIIº, etc.).

As suas palestras nas “Conferências do Inferno”, realizadas nos anos 80/90 no Porto, alertaram-no para a necessidade de registar em livro o seu pensamento esotérico e neo-pagão. Publicou os livros Mãe Canibal, O Culto da Bruxaria no Artista e Escritor Austin Osman Spare, O Verbo do Arcano Luciferino em Fernando Pessoa, e traduziu e prefaciou o livro de Ronald Huton, Os Xamãs da Sibéria. Em 1999 criou o Projecto Karnayna, uma organização que visava fornecer instrução esotérica na perspectiva do Neo-Paganismo sendo o primeiro autor a fazer workshops de Wicca em Portugal, tal como era praticado por Janet Farrar e Vivianne Crowley.

O magazine francês de cultura gótica Elegy Ibérica considerou-o em 2006 como sendo a figura mais importante do pensamento esotérico neo-pagão em Portugal.

Na Zéfiro, publicou as obras Ritos e Mistérios Secretos do Wicca, Deuses e Rituais Iniciáticos da Antiga Lusitânia, Quando o Xamã Voava, Dançando com a Morte e O Dragão e o Graal. É também autor do posfácio de O Chamado dos Velhos Deuses, de Nigel Jackson, e faz parte da direcção editorial de Mandrágora – O Almanaque Pagão, tendo coordenado a edição de 2009 – sob o tema “Usos e Costumes Mágicos da Lusitânia” – e de 2014 – “O Caminho Mágico do Wicca”.

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Profile Image for Elisabete  Henriques.
66 reviews2 followers
December 27, 2014
Eloquente, original e assertivo, Gilberto de Lascariz leva-nos e muito bem, numa viagem de reconhecimento e aprendizagem, por aquela que é considerada a mais antiga tradição espiritual da humanidade - o Xamanismo - através das suas análises, experiências e fundamentações.

Do Xamanismo Europeu e Asiático estabelece ponte em direcção à Bruxaria Tradicional; coloca-nos perante uma leitura diferente das pinturas rupestres e de seus testemunhos; aproxima-nos da essência do xamanismo, dos xamãs, das suas diferentes origens, rituais e expressões. E não só!....

Aqui senti a força de toda essa energia ancestral, senti-me a ser afastada dos "lugares comuns" e superficiais relativos ao tema, senti-me a expandir e obtive respostas (de certo modo) a algumas das questões que me assombram, num processo mais profundo que a mera leitura do livro, pois ressoou dentro de mim e provocou inspirações, devaneios reflexivos e integrações.

Sem dúvida, este livro foi, para mim, "uma pequena Luz de entusiasmo para a Grande Transgressão de tudo o que na humanidade é demasiada humanidade" - pegando nas palavras do Manifesto final.

Citação:

”O Xamanismo nasce no Paleolítico, no seio dos povos caçadores. Ele surgiu como uma preocupação mágico-religiosa da comunicação em transe com o Espírito-Mestre dos animais caçados, com vista à renovação sazonal das espécies. Quando emergiram as culturas Neolíticas essa preocupação virou-se muito provavelmente para os Mundos dos Mortos e seus Ancestrais Míticos. Terá sido, então, que nasceu pela primeira vez a necessidade de compreender o significado da identidade ontológica entre os Espíritos Animais e os Espíritos Humanos.”

Profile Image for Anabela Costa.
85 reviews31 followers
May 9, 2012
Uma agradável surpresa, talvez o livro certo no momento certo.

"Ter Alma" é ser capaz de marcar as nossas obras e comportamentos com a singularidade do Génio. Dar testemunho de um alto nível de criatividade."

"A Alma existe na maioria das pessoas apenas em estado virtual. Como dizia Gurdjeff "As pessoas não têm alma precisam de a criar." Apesar do efeito de choque que esta asserção pode ter no leitor, lembremo-nos que o ser humano vive de facto como se não tivesse alma. Nós vivemos apenas através de nossos condicionamentos físicos e culturais e não da alma. Conseguir viver em função da alma é uma conditio sine qua non para a nossa liberdade espiritual. Houve uma época em que a separação consciente entre alma e corpo era muito ténue, o suficiente para ter a percepção suprasensível do universo ou, pelo menos, poder nomea-lo. Os povos arcaicos viam e viviam, então, através dos olhos da alma."

"A imaginação é, sem dúvida, a função transcendente da alma e próprio universo em que vivemos é criação sua, oferecendo-nos a oportunidade de, através do prazer e do sofrimento, nos conhecermos a nós mesmos e, assim, despertamos."


in "Quando o XAMÃ voava" Gilberto Lascariz
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