Reconhecida pelas suas observações directas e francas sobre o quotidiano do país, Helena Sacadura Cabral revela agora neste livro o seu lado mais intimista, numa obra pontuada pelos afectos e sentimentos que dão cor à vida.
HELENA SACADURA CABRAL nasceu em Lisboa, a 7 de Dezembro de 1934. É licenciada em Economia pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, tendo obtido o prémio para o melhor aluno do seu curso. Desempenhou vários lugares de chefia na Administração Pública e foi a primeira mulher a ser admitida nos quadros do Banco de Portugal. Colunista de diversos jornais e revistas, foi também colaboradora da RTP e da SIC. Hoje, mantém uma coluna semanal no DN e um programa na RDP1.
Quem somos nós no amor? Quantos de nós já sentiram o verdadeiro amor? Quem nunca tentou resolver um nó de amor? Quantos nós tem o nosso amor? Quantos amores temos nós?
Estas perguntas podem ser confusas, mas dizem respeito a uma sociedade que procura incessantemente o amor e que todos os dias questiona: Será ele o meu verdadeiro amor? Será hoje que encontro a minha cara-metade?
Cada um de nós tem não uma mas dezenas de histórias para contar sobre o amor. Todas diferentes. São essas históricas que integram o livro "Nós de Amor". As minhas, as tuas, as nossas histórias de amor.
Em poucas palavras, Helena Sacadura Cabral escreve histórias breves com as quais nos identificamos. Aquele homem que vimos no café, com quem trocámos um olhar. Aquela mulher simpática que nos atendeu na farmácia.
Amores e desamores. São estes os protagonistas da obra. Uma leitura muito leve, mas capaz de nos agarrar de uma forma muito intensa.
Confesso que não teria tido a iniciativa de ler este livro se não me tivesse sido oferecido (como prenda de Natal, há uns anos). E, embora tenha pegado nele com alguma esperança de ser surpreendida, a verdade é que isso não se verificou. A escrita até é cuidada e fluida, mas os assuntos abordados (casamentos, divórcios, família, etc.) e o facto de ser um aglomerado de muitas pequenas histórias independentes (39 no total, a maior parte com apenas 1 ou 2 páginas), tornaram a leitura algo repetitiva e pouco apelativa para mim.
Não sei se a autora tem livros com um estilo diferente. Se for o caso, talvez experimente ler outra obra dela, qualquer dia...
Sou uma leitora assumida da Helena e há qualquer coisa na forma como escreve, clara, direta e profundamente humana, que me prende sempre. Neste livro, as reflexões sobre o amor, os laços e os desencontros da vida chegam-nos em pequenos textos, uns mais tocantes, outros mais leves, mas todos eles com aquela marca tão sua, um olhar maduro e sensível sobre a realidade. É verdade que a estrutura fragmentada pode, a certo ponto, tornar a leitura algo repetitiva. Ainda assim, encontrei personagens que me tocaram verdadeiramente, aquelas que nos fazem parar para pensar "e se for mesmo assim?" E, como sempre, com a Helena, há frases que ficam conosco mesmo depois de fecharmos o livro.
I'm a fan of Helena and the way she writes. She uses portuguese language in such a magnificent way. The stories have a real essence, some of them are touching and others are a bit boring. But in fact, if you reflect about the message she pretends to pass it will probably make reflect about you, your attitude, your feelings and your relationships.
É uma edição cuidada, de capa dura, lombada de tecido estampado com fita embutida para marcar o progresso da leitura. O conteúdo também me pareceu cuidado, alternando prosa e verso, mas bem mais banal que a embalagem. Tem o toque da autora, que consegue sempre uma clareza e sagacidade a que já me habituou noutras obras, mas as histórias são uma coleção de banalidades quase pegajosas que não e entusiasmaram grande coisa.