Diz-se muitas vezes que Ray Bradbury é o maior escritor de ficção-científica. Mas não é. Ray Bradbury não é, sequer, um escritor de ficção-científica. Pode ser que tal afirmação pese a muitos dos seus admiradores. No entanto, essa é a verdade. Ray Bradbury é um poeta. O facto de ele escrever em prosa a maior parta das suas obras, é apenas um pormenor sem importância. Ray Bradbury é um poeta. E um filósofo. Um filósofo de cuja grandeza só os amantes da ficção-científica podem hoje aperceber-se. Um filósofo que não se server de teorias obstrusas, mas sim de parábolas - como os grandes filósofos de outrora - para dar uma ideia das novas dimensões que se abrem para o homem. Das dimensões que o progresso tecnológico lhe traz e que o homem mal consegue avaliar. Por isso, quando o Autor fala de Marte, não se trata necessariamente deste planeta do sistema solar. No campo da imaginação, o ambiente de aventura e especulação científica pode situar-se em qualquer outro mundo de uma muito mais distante galáxia. Ao preferir-se a designação marciana, apenas se pretendeu aproximar, no Espaço, a acção temática - decerto porque esse planeta se nos torna mais familiar na vastidão cósmica a que o olhar humano tem acesso. Para além da dissecação da Ciência exacta - em perpétua evolução, consoante o homem vai progredindo na investigação técnica - deve prevalecer a manifestação criadora, o génio inventivo, a divagação poética. Ray Bradbury é o poeta. Ray Bradbury é o filósofo. Do futuro presente. Do futuro futuro. Do "hoje" que está a ser, mas ninguém quer ver. Do "amanhã" que vem aí, mas ninguém vê. O poeta-filósofo que criou "The Martian Chronicles - (O Mundo Marciano, nº6 da Colecção Argonauta), um poeta-filósofo para quem a ficção-científica não é um fim, mas um meio. Um poeta-filósofo para quem Marte é um símbolo. As Vozes de Marte, nº254 da Colecção Argonauta. Assim, Livros do Brasil orgulham-se de apresentar mais uma obra do magistral Autor: A ÚLTIMA CIDADE DE MARTE.
Contos: 1 - Eu Canto o Corpo Eléctrico 2 - O Dia dos Túmulos 3 - Todos os Amigos de Nicholas Nickleby são Meus Amigos 4 - Forte 5 - O Homem com a Camisa Rorschach 6 - Henrique o Nono 7 - A Última Cidade de Marte 8 - Cristo Apolo
Ray Douglas Bradbury was an American author and screenwriter. One of the most celebrated 20th-century American writers, he worked in a variety of genres, including fantasy, science fiction, horror, mystery, and realistic fiction.
Bradbury is best known for his novel Fahrenheit 451 (1953) and his short-story collections The Martian Chronicles (1950), The Illustrated Man (1951), and The October Country (1955). Other notable works include the coming of age novel Dandelion Wine (1957), the dark fantasy Something Wicked This Way Comes (1962) and the fictionalized memoir Green Shadows, White Whale (1992). He also wrote and consulted on screenplays and television scripts, including Moby Dick and It Came from Outer Space. Many of his works were adapted into television and film productions as well as comic books. Bradbury also wrote poetry which has been published in several collections, such as They Have Not Seen the Stars (2001).
The New York Times called Bradbury "An author whose fanciful imagination, poetic prose, and mature understanding of human character have won him an international reputation" and "the writer most responsible for bringing modern science fiction into the literary mainstream".