Excerto «Quarenta anos depois estou cansado. Gosto e vou gostar sempre de mulheres, mas para mim chega! O mundo está diferente mas há coisas que nunca vão mudar. As Camones vão sempre gostar de rapazes novos, vão querer sempre carne fresca. Não estou velho, nem para lá caminho, mas acho que o meu tempo de playboy acabou. Já não tenho vida, nem paciência, para fazer certas tropelias que em tempos protagonizei. Hoje olho para os episódios que relato neste livro, lembro-me dos outros que não couberam aqui, e rio de satisfação. Tive uma vida fantástica. Corri o mundo, tive mulheres lindíssimas e diverti-me bastante. Agora chegou a hora de arrumar as botas, ou, neste caso, os calções de praia. Tenho uma vida nova pela frente, agora que deixei de ser playboy. Espero que este meu testemunho sirva para inspirar todos aqueles que ainda gostam de mulheres. Foram elas que sempre me moveram e são elas a coisa mais maravilhosa no mundo. Não sei como viveria sem elas. É às mulheres que dedico este livro.»
O livro até é divertido, e tem os clichés habituais que ouvimos ao autor quando é entrevistado. Não é livro para ser levado a sério . Mas, atenção, está muito bem escrito, vocabulário apropriado e extenso, e com as ideias coerentemente expostas, o que indicia que não me parece ter sido o zézé a escrever. Sobretudo porque o seu maior atributo, quando escreve, segundo o próprio, não é com tinta.
Vale pelas gargalhadas e histórias (não discuto se verdadeiras ou falsas) deste senhor. Não recomendável a pessoas com pouco sentido de humor ou altos índices de feminismo ou pro-igualdade-dos-sexos.
Um cagalhão de livro à imagem do autor. Quem escreveu devia estar preso, pelos crimes de que se gabou. Quem publicou devia ter vergonha, pela bosta que trouxe ao mundo.