Derruba mal-entendidos arraigados, sem eliminar a pluralidade de interpretações possíveis a um dos capítulos fundamentais da história da humanidade. Neste livro, pensamento e ação não são vistos de forma estanque. O autor rejeita, por exemplo, a ideia de que o Iluminismo se limitou a uma elaboração teórica, ao passo que a Revolução teria sido apenas a sua consequência prática. Considera o chamado "Espírito das Luzes" já como uma reflexão sobre um processo revolucionário, no caso, o ocorrido na Inglaterra no século XVII. Do mesmo modo, trata a Revolução Francesa como representante não só da concretização daqueles ideais filosóficos, mas também uma etapa de toda a construção teórica sobre o Iluminismo. Um texto fluente e crítico, que substitui os conceitos rígidos à luz dos quais o assunto costuma ser tratado, faz jus ao próprio tema do livro, que se define exatamente pela histórica insatisfação com o consagrado e pela rigorosa desconfiança diante das unanimidades.
Possui graduação em História pela Universidade de São Paulo (1982) , graduação em Economia pela Universidade de São Paulo (1980) , doutorado em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (1994) , pos-doutorado pela Freie Universität Berlin (1997) e pos-doutorado pela Otto-von-Guericke-Universität Magdeburg (2008) . Atualmente é Professor Doutor da Universidade de São Paulo, Membro de corpo editorial da Revista do Instituto de Estudos Brasileiros e Membro de corpo editorial da Beiträge zur Marx-Engels Forschung Neue Folge. Tem experiência na área de História , com ênfase em Teoria e Filosofia da História. Atuando principalmente nos seguintes temas: Dialética, Crise, Crítica, Desmedida, Necessidade Relativa e Temporalidade.
livro muito bom,um resumo bastante "mastigado" e "enxugado" referente ao surgimento do iluminismo e da revolução francesa,e como o primeiro veio a influenciar a respeito do segundo
é de extrema importância de que as pessoas façam um estudo sobre esse acontecimento,mesmo aquelas que não tenham afinidade com a leitura constante,para enxergarem um exemplo nesse acontecimento,pois nesse período atual,o nosso país (Brasil) está passando por uma crise extremamente complicada,que surgiu de uma bola de neve dos eventos que aconteceram lá em 2013 e que as consequências (caso não controladas) poderão influenciar de maneira negativa o destino do país,por conta basicamente de política
a população precisa entender que quem faz o Estado não são eles,somos nós,parafraseando Hobbes em algum momento,que ocorrer uma total (ou pelo menos,da maioria) insatisfação da população,está no direito de realização de uma revolução e modificar a atual estrutura politica,não necessariamente de maneira radical,pode ser até uma reforma,mas uma mobilização que esteja além de pixações e quebras de vidraças deve ocorrer,mirando diretamente na raiz do problema,ou seja,nos políticos e nas atuais instituições públicas que os mesmos instituem
O livro se propõem a mostrar que ao contrário do que é constantemente ensinado o iluminismo não se limita a uma elaboração teórica da revolução, tampouco, ela é as ideias iluministas colocadas em prática. Ele consegue resumir bem o iluminismo mostrando que não se tratavam de uma corrente homogênea de pensamento e as incoerências mostradas ao decorrer da revolução mostram que se algum dia existiu uma inspiração pelas ideias iluministas elas foram completamente deturpadas frente a sede autoritária de poder dos líderes da revolução. "sapere aude"
Apesar de curto, esse livro é muito bom! O autor explica o Iluminismo teórico e seu impacto prático, desde os ingleses no séc. XVII (Revolução Gloriosa) até os franceses no séc. XVIII, pincelando o impacto de Rousseau no Romantismo. O autor conecta as duas revoluções: Iluminismo e Revolução Francesa. E, por fim, faz um excelente relato sobre a Revolução Francesa impelida pelos ventos do Iluminismo. Livro muito bom e instrutivo.