Grande Sertão Quotes

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Grande Sertão: Veredas Grande Sertão: Veredas by João Guimarães Rosa
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Grande Sertão Quotes Showing 1-30 of 78
“The master is not the one who teaches; it's the one who suddenly learns.”
Joao Guimaraes Rosa, Grande Sertao: Veredas
“Viver - não é? - é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver, mesmo.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“Sorte é isto. Merecer e ter.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. (...) Natureza da gente não cabe em nenhuma certeza.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“O que lembro, tenho.”
João Guimarães Rosa, Gran Serton: Veredas
“Doesn't everyone sell his soul? I tell you, sir: the devil does not exist, there is no devil, yet I sold him my soul. That is what I am afraid of. To whom did I sell it? That is what I am afraid of, my dear sir: we sell our souls, only there is no buyer.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“Aqui digo: que se teme por amor; mas que, por amor, também, é que a coragem se faz.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
tags: amor
“Todos estão loucos, neste mundo? Porque a cabeça da gente é uma só, e as coisas que há e que estão para haver são demais de muitas, muito maiores diferentes, e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, para o total. Todos os sucedidos acontecendo, o sentir forte da gente — o que produz os ventos. Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“O senhor escute meu coração, pegue no meu pulso. O senhor avista meus cabelos brancos... Viver - não é? - é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver, mesmo. O sertão me produz, depois me enguliu, depois me cuspiu do quente da boca... O senhor crê minha narração?”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“O amor só mente para dizer maior verdade.”
João Guimarães Rosa , Grande Sertão: Veredas
“que a gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas raiva mesma nunca se deve de tolerar de ter. Porque, quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a ideia e o sentir da gente; o que isso era falta de soberania, e farta bobice, e fato é.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“Quem muito se evita, se convive”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“A gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais embaixo, bem diverso do em que primeiro se pensou. Viver nem não é muito perigoso?”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
tags: vida
“Todo amor não é uma espécie de comparação?”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“Esses gerais são sem tamanho., Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães... O sertão está em toda a parte.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“O senhor sabe: sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado! E bala é um pedacinhozinho de metal...”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“Que isso foi o que sempre me invocou, o senhor sabe: eu careço de que o bom seja bom e o rúim ruím, que dum lado esteja o preto e do outro o branco, que o feio fique bem apartado do bonito e a alegria longe da tristeza! Quero os todos pastos demarcados... Como é que posso com este mundo?”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“Vida” é noção que a gente completa seguida assim, mas só por lei duma ideia falsa. Cada dia é um dia.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“quando é que a velhice começa, surgindo de dentro da mocidade.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“Any love is already a little bit of health, a rest in the madness.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
tags: love
“acho que o sentir da gente volteia, mas em certos modos, rodando em si mas por regras. O prazer muito vira medo, o medo vai vira ódio, o ódio vira esses desesperos? — desespero é bom que vire a maior tristeza, constante então para o um amor — quanta saudade... —; aí, outra esperança já vem...”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“A ceia indo principiando, somente falei também de sérios assuntos, que eram a política e os negócios da lavoura e cria. Só faltava lá uma boa cerveja e alguém com jornal na mão, para alto se ler e a respeito disso tudo se falar.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“Sofrimento passado é glória, é sal em cinza.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“Vivendo minha sorte, com lutas e guerras!”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“Eu não podia tão depressa fechar meu coração a ele. Sabia disso. Senti.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“Vai assim, vem outro café, se pita um bom cigarro.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“Tudo o que já foi, é o começo do que vai vir, toda a hora a gente está num cômpito.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“o Sujo: o que aceita as más palavras e pensamentos da gente, e que completa tudo em obra;”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“Montei, fui trotando travado. Diadorim e o Caçanje iam já mais longe, regulado umas duzentas braças. Arte que perceberam que eu vinha, se viraram nas selas. Diadorim levantou o braço, bateu mão. Eu ia estugar, esporeei, queria um meio-galope, para logo alcançar os dois. Mas, aí, meu cavalo f’losofou: refugou baixo e refugou alto, se puxando para a beira da mão esquerda da estrada, por pouco não deu comigo no chão. E o que era, que estava assombrando o animal, era uma folha seca esvoaçada, que sobre se viu quase nos olhos e nas orêlhas dele. Do vento. Do vento que vinha, rodopiado. Redemoinho: o senhor sabe — a briga de ventos. O quando um esbarra com outro, e se enrolam, o dôido espetáculo. A poeira subia, a dar que dava escuro, no alto, o ponto às voltas, folharada, e ramarêdo quebrado, no estalar de pios assovios, se torcendo turvo, esgarabulhando. Senti meu cavalo como meu corpo. Aquilo passou, embora, o ró-ró. A gente dava graças a Deus. Mas Diadorim e o Caçanje se estavam lá adiante, por me esperar chegar. — “Redemunho!” — o Caçanje falou, esconjurando. — “Vento que enviesa, que vinga da banda do mar...” — Diadorim disse. Mas o Caçanje não entendia que fosse: redemunho era d’Ele — do diabo. O demônio se vertia ali, dentro viajava. Estive dando risada. O demo! Digo ao senhor. Na hora, não ri? Pensei. O que pensei: o diabo, na rua, no meio do redemunho... Acho o mais terrível da minha vida, ditado nessas palavras, que o senhor nunca deve de renovar. Mas, me escute. A gente vamos chegar lá. E até o Caçanje e Diadorim se riram também. Aí, tocamos.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas
“E todas as pessoas, seguidas, que meu pensamento ia pegando, eu ia sentindo ódio delas, uma por uma, do mesmo jeito, ainda que fossem muito mais minhas amigas e eu em outras horas delas nunca tivesse tido quizília nem queixa.”
João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas

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