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Discussões > Como e quando descobriram o prazer da leitura?

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message 1: by Filipa (last edited Feb 27, 2011 06:46AM) (new)

Filipa (filipamoreno) | 113 comments Mod
Eu sou bastante curiosa e nesse sentido gostaria de saber as vossas respostas à pergunta que vos faço agora!

Como e quando descobriram o prazer da leitura?


Bem, como fui eu que fiz a pergunta vou também saciar a vossa curiosidade e contar-vos como foi a minha primeira experiência no mundo da literatura. E como é que me tornei uma leitora ávida e bastante entusiástica.

Quando tinha por volta dos 10 anos, a minha mãe começou a oferecer-me livros com o intuito de me fazer passar o gosto pela leitura. Ela, que descobriu na adolescência este prazer queria proporcionar aos filhos esse mesmo gosto. Deixem-me que vos diga que ela bem tentou, mas eu já naquela altura, um espírito muito contraditório sempre me recusei a abrir a minha mente e explorar o mundo dos livros.

E entretanto, por volta dos meus 12 anos, estava de férias em Coimbra, em casa dos meus avós, quando vejo um livro (que a minha mãe estava a ler na altura) e pego nele.
Chamava-se - Os Cinco numa Caravana (bem, não posso dizer o título com absoluta certeza - mas ainda me lembro da história) e eu devorei o livro! A partir daí, passei as minhas intermináveis férias de verão a ler a colecção inteira dos Famosos Cinco da Enid Blyton e a seguir a devorar também a colecção também inteira da Agatha Christie, Poirot.
A partir daí, nunca mais parei e estou sempre rodeada de livros.
Graças à perseverança da minha mãe.


message 2: by Daniel (last edited Feb 27, 2011 10:06AM) (new)

Daniel Gonçalves (danielgoncalves) | 50 comments Li um livro de Dan Brown há dois anos. A partir daí começei a comprar thrullers policiais etc e hoje ja leio todo o tipo de livros... constantemente


message 3: by KumeKei (last edited Mar 01, 2011 08:44AM) (new)

KumeKei | 521 comments Não sei dizer exactamente quando nem com que livro começou o gosto pela leitura mas foi por volta dos 10 anos com os livros de "Uma Aventura..." e com os livro/jogo tipo Dungeons & Dragons.

Desde essa altura que leio frequentemente practicamente todos os generos.
A minha "besta negra" na literatura são os romances lamechas.
Acho que o meu interesse é inversamente porporcional ao nivel de lamechice num livro.

Isto falando de livros propriamente ditos. Se falarmos em banda desenhada é desde que sei ler.

Ando sempre com 2 livros na mala.
O que estou a ler e o que vou ler a seguir.
E na mesa de cabeceira está outro para leituras nocturnas.


message 4: by Elisabeth (new)

Elisabeth | 4 comments Desde que aprendi a ler aos 6 anos. Aprender a ler, para mim foi um abrir de um mundo novo. Tenho tido períodos em que li menos por prazer - quando estive a estudar, com crianças pequenas etc mas uns 3 anos atrás parece que reencontrei esse mundo e agora a leitura é, além da família e do emprego, o que mais me ocupa o tempo.
Passei por todas as fases normais de leitura - os Cinco de Enid Blyton e o homologo português uma aventura .... os romances adolescentes - Sweet Valley high e a colecção Sweet Dreams. Já passei pelos romances Mills & Boons e Harlequin que se acabam numa hora e nunca mais se pensa neles.
Admito que agora o que me dá mais gozo são os romances lamechas - a vida é suficientemente complicada - dêem-me um livro em que em 300 ou 400 páginas o casal ultrapassa o grande segredo que os afastava e sou uma mulher contente.


message 5: by Iolanda (new)

Iolanda (iolandat) | 9 comments Mesmo antes de saber ler, sempre gostei de folhear livros e costumava ouvir umas histórias que vinham o conjunto da cassete com o livro.
Mas minhas as primeiras leituras começaram por volta dos 7 anos, quando no meu aniversário os meus pais ofereceram-me a colecção dos clássicos da Disney. Mais tarde, quando fui para o 5º ano, costumava andar com uma colega de turma que ia semanalmente buscar um livro à biblioteca da escola. Comecei também a fazer o mesmo e, todas as segundas feiras, ia devolver um e requisitar outro. Ainda me lembro do primeiro que levei, era Uma Aventura em Evoramonte. A partir daí, devorei parte dos livros de Uma Aventura, Os Cinco, Os Sete e o Triângulo Jota.
Entretanto, abriu uma biblioteca pública perto da minha casa e comecei a ler alguns clássicos apesar de na altura não ter ideia de que género literário se tratavam.
Hoje em dia tento ler um pouco de tudo, embora tenha preferência pelos romances históricos e clássicos.


message 6: by Daniel (last edited Feb 28, 2011 02:38PM) (new)

Daniel Gonçalves (danielgoncalves) | 50 comments Kumekei wrote: "Não sei dizer exactamente quando nem com que livro começou o gosto pela leitura mas foi por volta dos 10 anos com os livros de "Uma Aventura..." e com os livro/jogo tipo Dungeons & Dragons.

Desd..."


Concordo. Nicholas Sparks e a fins ruinam a literatuRA pois a meu entender, ler ficção é bom quando se aprende alguma coisa com isso. Com um "romance lamechas" como te referes é quase impossivél aprender algo de novo. Algo que nos aumenta de forma saudavél o conhecimento geral


message 7: by Ana (new)

Ana (anaguiakapequete) | 22 comments Eu descobri o prazer da leitura com o Tio Patinhas, a Turma da Mónica e outras revistas de BD, anadava na escola primária. Depois seguiram-se "Os Cinco", "O Clube dos Sete", a colecção "Mistério", "As Gémeas", etc., etc. Os primeiros livros "a sério" que comecei a ler foram da Agatha Christie e outros policiais. Seguiram-se Júlio Dinis e Eça de Queiroz (felizmente li-os quase todos antes de chegar ao ano em que tinha que ler Os Maias na escola, pois assim pude desfrutar do livro - a obrigação estraga tudo...).
Agora gosto especialmente de romances históricos (mas José Rodrigues dos Santos, não, please), de ensaios (princialmente sobre ambiente, educação e alimentação), e de policiais (por ex. Robert Harris), mas também gosto de ler ficção mesmo quando "não se aprende alguma coisa com isso", como diz o Daniel (Paul Auster, Saramago, João Aguiar, entre muitos outros). Se um livro for bom, acho que aprendemos sempre, nem que seja a escrever melhor. Para além disso, gosto de ler simplesmente pelo prazer de me entretar com uma boa história, tal como quando vejo um bom filme) e apesar de não gostar dos lamechas modernos (não consegui passar das primeiras 20 páginas da Nora Roberts, não voltei a pegar no Paulo Coelho depois de experimentar o primeiro, por ex.), entendo perfeitamente a Elisabeth quando diz que a vida é complicada e às vezes o que apetece é ler uma coisa que nos divirta e distraia, e apenas isso. Quando estou nesse estado de espírito, gosto de pegar na Jane Austen, ou na Charlote Brontë. São clássicos, pois são, mas lamechas até mais não!


message 8: by Susan (new)

Susan Roebuck (sueroe) | 10 comments A minha familia toda era grandes leitores. Eu começei ler quando nasci tenho impressão. Lembro eu, com sete or oito anos, e os meus pais e irmão todos sentados numa praia em Malta. Todos a ler o seu livro. De repente, lá no mar alguém gritou, "Help! Help!". Alguem estava com problemas. Muita gente foi buscar o homen e trouxe-o para a praia onde comecaram fazer os primeiros socorros e "resusitation". Foi muita agitação. E os meus pais e irmão? Não tinham tirados os narizes dos livros deles. LOL.
God, I hope all that makes sense!


message 9: by Catsadiablo (new)

Catsadiablo | 6 comments Alguns bloggers têm partilhado a sua experiência, aqui fica uma réplica da minha, publicada aqui

Quando li o post da WhiteLady no Seu Cantinho, decidi partilhar também a minha história com os livros ao longo do tempo. E depois tive uma ideia melhor: desafiar um blog amigo a fazer o mesmo, e assim criar uma cadeia de histórias sobre livros.

Fica aqui o meu percurso no reino dos livros, apesar de não conseguir lembrar-me exactamente de quando começou.

Não sei quando comecei a gostar de livros. Não me lembro qual o primeiro livro que li. Não me lembro qual a primeira história que me apaixonou e que me fez gostar de ler. Mas sei que lá em casa sempre houve livros: enciclopédias, livros de Ciência, História, Arte e de Natureza Animal. Os meus pais compravam para mim e para o meu irmão colecções daqueles livros infantis de páginas de cartão grosso, criados para resistir aos membros desajeitados de qualquer criança, mesmo assim tão manuseados que acabaram por se desfazer com o tempo. Eles liam-nos as histórias algumas vezes, mas naquela altura nem interessava tanto, o livro em si era o objecto que inspirava as histórias que nós inventávamos enquanto não as conseguíamos ler.

Quando tinha 6 anos o meu pai levou-me à Biblioteca Municipal da nossa cidade, para eu me inscrever. Sei que idade tinha porque tinha entrado para a escola primária. Explicou-me que sendo leitora da Biblioteca podia pedir livros emprestados, ler e depois devolver. E que podia sempre voltar para buscar mais. Um edifício antigo (tão antigo que já nem é o mesmo hoje em dia), paredes de pedra e escadas escuras, chão de madeira e…deserto, claro. É engraçado, lembro-me que na altura senti-me tão intimidada. Eu nem sabia ler ainda! Fiquei um pouco chateada por quererem que eu lesse sem ainda ter aprendido! Acho que apesar da insistência do meu pai e da senhora bibliotecária (que apesar do edifício e tantas outras coisas terem mudado, permanece ainda por lá) não trouxe nenhum livro naquele primeiro dia.

Não me lembro bem quando voltei lá, mas sei que depois do arranque envergonhado passei a ir diariamente à Biblioteca entregar 5 livros e trazer outros 5, que era o número máximo permitido. Era uma chatice preencher todos os cartõezinhos de papel cor-de-rosa das requisições, mas na verdade valia a pena, e com o tempo já nem era preciso mostrar o cartão. Livros da Disney, da Anita, contos tradicionais incontáveis e histórias infantis eram devorados diariamente. E a Biblioteca cheirava tão bem… E os livros estavam sempre lá outra vez, e alguns eu requisitava repetidamente e voltava a lê-los. Os livros de contos tradicionais eram os meus favoritos. Até recebi num Natal um livro cheio de histórias, uma para cada dia do ano (é claro que li logo tudo, mas pronto).

E quando passei para o ciclo e descobri que na escola havia outra biblioteca? É engraçado pensar que apesar de tanta oferta reli e voltei a reler tantos e tantos livros. Há histórias que simplesmente não nos deixam.


Numa feira do livro na escola o meu pai comprou uma colecção de livros infantis sobre Gnomos, Dragões, Fadas e outras criaturas mágicas, e deu-mos com a condição de ler primeiro um outro livro, velhinho e muito estranho. Sem imagens, só letras! Cheia de vontade de ler os outros mágicos, devorei Os Cinco e A Ilha dos Murmúrios, naquilo que foi o início de uma fase de leitura mais juvenil. Depois d’Os Cinco foi Uma Aventura, Alice Vieira e Sophia de Mello Breyner (anos mais tarde viria a apaixonar-me pelo Equador do seu filho), os livros de Adrian Mole…

Pelo meio foram surgindo livros tão marcantes como o Diário de Anne Frank e O Perfume. Tive tempo para me apaixonar pelos espirituosos Asterix e Obelix e ler e reler e reler os livros de BD do Tio Patinhas e companhia antes de, por volta dos 13, conhecer o pequeno feiticeiro caixa de óculos, Harry Potter e me apaixonar por um mundo mágico que me acompanhou até depois dois 20.


Como sempre tive o hábito de frequentar bibliotecas, para mim era perfeitamente natural trocar livros com amigos, e tratá-los como se fossem meus. Muitos dos livros que mais me marcaram na minha vida foram-me emprestados ou requisitados (muitos dos quais tenho andado a adquirir recentemente para a minha estante pessoal). Um deles foi precisamente Harry Potter e a Pedra Filosofal, a empréstimo de uma amiga. A Câmara dos Segredos foi-me depositado na mesinha de cabeceira de um sábado de manhã, depois de muito pedinchar, certamente, e estava terminado antes do final da noite.


No 6º ano a minha professora de Português, tentando cativar alunos menos dados à leitura, propôs a leitura em voz alta de A Lua de Joana. Os 10 minutos finais de cada aula estavam reservados para ouvir a professora a ler mais um capítulo do livro, e quando tocava para a saída, implorávamos para ficar ouvir mais durante o intervalo. Já não me lembro do nome da professora, mas não me esqueci do livro. Li tudo de Paulo Coelho (apesar de hoje em dia não conseguir ver porquê, mas é daquelas coisas), apaixonei-me irrevogavelmente pelo Conde de Monte Cristo e adorei a magia no contexto histórico de Leonor de Aquitânia. Todos estes livros foram emprestados por amigas ou requisitados da Biblioteca.



Também foi pela mão de uma amiga que conheci duas das minhas autoras favoritas. A Casa da Floresta foi o primeiro livro de Marion Zimmer Bradley que li, e os livros desta autora, principalmente a Saga de Avalon e O Presságio de Fogo, foram muito marcantes para mim e definiram muito do meu percurso como leitora no futuro. Um pouco mais tarde, quase como uma evolução natural, veio A Filha da Floresta, de Juliet Marillier, a minha escritora favorita.


Por esta altura já se nota um certo padrão nas minhas leituras favoritas. Pois é, o meu género favorito é a fantasia. Muitas vezes considerado um género de literatura menor, não tenho vergonha de dizer que a fantasia me enche as medidas como leitora. A perfeita fusão entre o que de mais humano e real pode haver nas pessoas e a magia e os mistérios da Terra.



Foi quando se esgotaram os novos livros da Juliet no mercado que me virei para a internet em busca de mais informações e contacto com a própria, e acabei por me infiltrar no mundo literário da net. A partilha de informação e opiniões levou-me a experimentar leituras que talvez não arriscasse.



Mas tento ler de tudo e procuro pegar num livro em preconceitos relativos a géneros ou categorias (mas por reconhecer a minha queda para a fantasia, propus-me um compromisso literário para este ano). Estou sempre a querer ler mais, e parece sempre que é de menos. Costumo dizer que quando se tem um livro nunca se está só. Cresci no meio dos livros e cresci com eles. Mais do que companheiros que me acompanharam ao longo da minha vida, sei que aprendi alguma coisa com todos os livros que li.


Qualquer pessoa pode tornar-se um bibliófilo. Aquele que já gostava de livros antes de saber ler e aquele que só percebeu que é apaixonado por livros quando leu aquela obra que tão inesperadamente o arrebatou e lhe encheu o coração de calor.


As pessoas que não gostam de ler, simplesmente ainda não leram o seu livro favorito.


message 10: by Rodrigo (new)

Rodrigo Oliveira (rodmpoliveira) | 8 comments Tal como muitos outros leitores da minha geração (mid-30) comecei com "os patinhas". Donald, Mickey, Pateta, Prof. Pardal, etc, enchiam-me as medidas ainda antes de chegar ao antigo "ciclo".
Quando cheguei ao ciclo, tive uma professora de português que na altura nos deu a conhecer uns livros fabulosos que me iniciaram verdadeiramente na leitura. Falo da colecção "Aventura Fantástica" em que os livros eram verdadeiros jogos em que tinhamos que andar constantemente a saltar de página de acordo com as escolhas que íamos fazendo. Eram verdadeiramente fantásticos e ainda hoje os encontro em algumas livrarias. Já tentei, inclusivamente, incitar o meu sobrinho a pegar nesta colecção mas, felizmente, ele já gosta de ler e tem pegado noutros livros que fazem mais o género dele.
Depois das aventuras fantásticas veio a inevitável colecção "Uma Aventura" que o meu pai nos deu (a mim e ao meu irmão) e que ainda a tenho guardada no sotão dos meus pais. A par da leitura de entretenimento que fazia com estes livros começaram a surgir as leituras obrigatórias ao nível da escola as quais, diga-se de passagem, detestei. Aliás, nem consegui ler "Os Maias" de princípio a fim.
Entretanto, veio o ensino superior e deixei completamente de ler. Nem um único por ano !!!

Até que, entre finais de 2001 e início de 2002 li o livro que me catapultou de vez para a leitura: "O mundo de Sofia" de Jostein Gaarder. Mas que grande livro! A partir daí comecei por ler outros livros que iam aparecendo e transformei a leitura numa actividade que me acompanha durante todo o ano.

Já não passo sem (pelo menos) um livrinho na mesinha de cabeceira ...


message 12: by Filipa (last edited Mar 02, 2011 04:18AM) (new)

Filipa (filipamoreno) | 113 comments Mod
O meu pai ensinou-me a ler com a Cartilha Maternal. Boas memórias.


message 13: by Elisabeth (new)

Elisabeth | 4 comments Daniel wrote: "Concordo. Nicholas Sparks e a fins ruinam a literatuRA pois a meu entender, ler ficção é bom quando se aprende alguma coisa com isso. Com um "romance lamechas" como te referes é quase impossivél aprender algo de novo. Algo que nos aumenta de forma saudavél o conhecimento geral "

Vejo pelo teu tom depreciativo que já leste muitos romances lamechas ao ponto de te tornar um expert ao afirmar que é impossível aprender algo de novo.

É essa atitude que me lixa. Num país em que se lê tão pouco e em que nada é feito para melhorar as condições do leitor - basta ver o preço dos livros em Portugal em comparação com o resto do mundo, a última coisa que precisamos é de um pseudo intelectual a dizer-nos o que devemos ler. A leitura deve ser um prazer e se o meu prazer é um livro da Kresley Cole em vez do Saramago o que é que os outros tem a ver com isso? O importante é ler, ler e ler.
Já agora, podes estar enganado, sempre consegui aprender algo de um livro mesmo que seja "eu não teria escrito assim".


message 14: by KumeKei (new)

KumeKei | 521 comments Acho que a discussão esta a passar de "gosto pela leitura" para "objectivo da leitura".

Eu leio por prazer, pelo prazer que me dá imergir em novos mundos, meter-me na pele de outros e experimentar novas emoções. ('Tou a exagerar um bocado, não sou assim tão profundo. Tenho p'rai a profundidade de leite derramado no chão á 15 dias)

Isso de uns gostarem de A enquanto outros gostarem de B é subjectivo, o que é bom para um não tem de necessariamente ser bom para o outro e gostar ou não de algo não infuencia a sua qualidade.
Cada um lê o que lhe dá prazer ler independentemente do genero e do objectivo final, seja ele aprender algo, desanuviar, whatever...
Mas de uma coisa tenho a certeza.
No momento em que pousamos um livro acabado de ler, gostemos ou não dele, somos um pouco diferentes do que eramos quando o pegámos a primeira vez.


message 15: by Sergio (new)

Sergio | 4 comments Não me lembro bem que idade tinha mas era novinho por volta dos 12 ou 13 anos quando a minha irmã, uma leitora compulsiva, decidiu que eu tambem devia começar a ler livros um pouco mais a sério, se não estou enganado o primeiro livro que ela me passou para a mão foi "O Quarto Planeta" do João Aniceto e a partir dai começou a paixão pela leitura que nunca mais parou. Felizmente a minha familia sempre foi uma familia de leitores e livros lá em casa foi coisa que nunca faltou.

Tambem me lembro do primeiro livro em inglês que li e foi o "Rendezvous with Rama" do Arthur C. Clarke, mais uma vez foi a minha irmã que me levou a começar a ler em inglês e o vicio pegou, penso que dos ultimos 100 livros que li 90+ foram em inglês.

Tenho lido principalmente nos géneros de FC e fantasy, mas ultimamente tenho tentado variar um pouco para outros géneros literários.

Thx Sister =D


message 16: by Ana (new)

Ana (anaguiakapequete) | 22 comments Dou-te razão, Elisabeth, tal como disse lá mais acima, se um livro for bom, aprendemos sempre alguma coisa, nem que seja a escrever melhor e para além disso, é legítimo ler simplesmente por prazer (e não necessariamente para aprender alguma coisa). Apesar de não apreciar os lamechas modernos, respeito que gosta deles e gosto bastante de lamechas clássicos como a Jane Austen e Charlote Brontë - lá porque a "patine" do tempo os transformou em clássicos, não deixam de ser romances lamechas.


message 17: by Daniel (new)

Daniel Gonçalves (danielgoncalves) | 50 comments Elisabeth wrote: "Daniel wrote: "Concordo. Nicholas Sparks e a fins ruinam a literatuRA pois a meu entender, ler ficção é bom quando se aprende alguma coisa com isso. Com um "romance lamechas" como te referes é quas..."

Até podes ter razão mas parece que fui mal entendido. OPINIÂO e não, senso comum! Boas leituras


message 18: by Natacha (last edited Mar 07, 2011 11:37PM) (new)

Natacha Nóbrega (natacha92) | 1 comments Quanto a mim, não me lembro com que idade comecei a ler, só lembro-me de sempre ter estado rodeada de livros, de uma forma ou de outra.
Os meus pais (em particular o meu pai, que é leitor entusiasta) compravam-me sempre tudo o que fosse das colecções d'Os Cinco, Uma Aventura, Arrepios e muita banda desenhada. Eu lia mas sem grandes paixões ou entusiasmos.
Quando tinha cerca de 11 anos, o meu pai trouxe para casa da biblioteca da escola onde trabalha "Harry Potter e a Pedra Filosofal". Gostou e queria dar à minha irmã mais velha para ela ler, mas ao ver que ela mostrava pouco interesse, resolveu dar-mo, e aí apaixonei-me por completo. O coitado do homem devia estar a tentar que pelo menos uma das meninas apreciasse as coisas tanto quanto ele, vá lá que ele foi muito bem sucedido comigo.
Hoje em dia não passo sem um livrinho debaixo do braço e embora leia um pouco de tudo, fantasia é o meu género de eleição.


message 19: by Liliana (new)

Liliana (lilianafidalgo) | 3 comments Eu sempre adorei ler BD - tio patinhas, turma da Mónica, etc -, mas foi só quando me ofereceram o Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban (porque pensaram que eu já teria lido os outros dois anteriores) que comecei a ter uma paixão pela leitura e pela escrita também. Comecei a desenvolver o gosto de um livrinho antes de ir dormir, sempre de ficção ou histórico, depois passei por romances, policiais mas acho que terei sempre aquele gosto especial por ficção cientifica ou romances fantásticos.


message 20: by Yolanda (new)

Yolanda (yolag) Eu por acaso até não ligava muito à leitura até que num Verão em que não tinha nada para fazer comecei a ler "A casa dos espíritos" da Isabel Allende e desde aí que nunca mais parei.
Adorei imaginar as situações retratadas no livro, entrar na história e na vida daquelas personagens e isso fez-me sempre continuar a procurar cada vez mais histórias.
Hoje já não consigo passar sem um livrinho a meu lado, sinto-me sozinha :)


message 21: by Carla (new)

Carla | 3 comments Eu sempre li, desde muito nova, mas lembro - me de que so fiquei viciada, quando aos 15 anos li os Passaros Feridos, a partir dai, quiz ler tudo o que havia, este foi o livro que me abriu o meu apetite


message 22: by Carla (new)

Carla Coelho | 1 comments Lembro-me que era miúda, e quando ia visitar a minha prima ela tinha um livro na estante com uma capa cor de rosa que eu achava fantástica, quando tive idade para ler percebi que esse livro tinha como titulo As Fábulas de La Fonteine, foi o primeiro livro que li


message 23: by Carla (new)

Carla | 3 comments Elisabeth wrote: "Daniel wrote: "Concordo. Nicholas Sparks e a fins ruinam a literatuRA pois a meu entender, ler ficção é bom quando se aprende alguma coisa com isso. Com um "romance lamechas" como te referes é quas..."

O Elisabeth, nao podia concordar mais contigo! Ler é ler e pronto! Ler o que nos dá prazer :)


message 24: by [deleted user] (new)

Eu iniciei o prazer da leitura quando aprendi a ler. Aprender com alguém que nos ensina a ler e não ler por ler.Saber interpretar,ler várias vezes uma frase, pesquisar alguma dificuldade ou referência e por aí fora.Foi desta forma que recentemente alguém me abriu o prazer pela leitura sem antes descobrir o meu género.


message 25: by Inês (new)

Inês | 1 comments Eu descobri o prazer da leitura quando me ofereceram, no dia em que fiz 7 anos, os dois primeiros volumes da colecção Uma Aventura. A partir daí nunca mais parei.


message 26: by Catarina (new)

Catarina (cpinho) | 40 comments Quando no Liceu de Oeiras, a minha professora de Português se virou no meu 10º ano e disse : "Comprem ou escolham um livro que tenham em casa e leiam-no para depois mo apresentarem, bem como ao autor"

Como eu não lia, tive que ir comprar um livro, andei horas na Fnac a ver os vários géneros, Romance, Fantasia, Policiais, Históricos etc etc.. Depois fui a um expositor no meio do corredor da Fnac e vi um livro de nome "A Ameaça" de Ken Follett, li a sinopse e fiquei um tanto intrigada, e enquanto andei pelo resto dos corredores, levei esse livro debaixo do braço comigo... No fim acabei por me decidir por ele.

Cheguei a casa, e pensei " Tens de começar a ler agora, senão daqui a 2 semanas ainda andas a pastar com o livro" e comecei a ler...
Bom, acabei de ler o livro no dia seguinte durante a minha aula de Filosofia( achei que o que o livro tinha para me "dizer" era mais importante do que o que a professora estava a debitar xD ) e Adorei, fiquei com uma senssação de que quando chegasse a casa tinha que ter lá um livro para ler, porque eu queria ler... A partir daí, comecei a devorar livros de quase todos os Géneros, e hoje, se não tenho um livro para ler no tempo livre, dou em maluca :)

E assim agradeço á minha professora Inês Barata por despertar em mim, o adormecido, gosto pela leitura!


message 27: by MªLurdes (new)

MªLurdes Rodrigues | 11 comments Comecei a ler desde muito cedo, os livros sempre me fascinaram!No principio eram os livros de contos, os livros de bd do Patinhas, as Anitas e a partir daí não parei, não consigo viver sem livros !!


message 28: by Andreia (new)

Andreia | 2 comments Desde cedo adorava quando me ofereciam livros, talvez em parte por no ATL (por volta do 3º ano) a educadora fazer uma sessão de leitura para nós ouvirmos(na altura lia-nos os livros dos 5).
No básico (5º e 6º ano) tínhamos a troca do livro e o bichinho cresceu tanto que passei a requisitar os livros da biblioteca da escola (que era muito boa) e tinha colegas que me chamavam de "devoradora de livros" :P
No secundário perdi um pouco o hábito de ler, talvez por não ter com quem partilhar as minhas opiniões e assim...mas na universidade encontrei parceiros de leitura fantásticos e o bichinho voltou...e permanece.


message 29: by [deleted user] (new)

Os meus pais habituaram-me a ler bastante desde que fui para a escola primária. Sempre tive o hábito de ler e gostar de aprender coisas novas - chegando ao cúmulo de adoecer quando tinha férias na escola porque não tinha tanto acesso a livros.
Entretanto aos 12 anos inscrevi-me na Biblioteca Municipal e comecei a devorar livros. Admito que há uns anos atrás lia bem mais, o tempo que temos disponível às vezes não ajuda e é difícil conciliar estudos, trabalho e ainda ter tempo para dar a devida atenção ás pessoas e coisas que gostamos mas vou sempre lendo alguma coisa.


message 30: by ClaudiaR (new)

ClaudiaR Comecei a ler com uns 7-8 anos. Inicialmente Anita, Patinhas, Mónica, etc..., mas também Lucky Luke, Spirou e Fantásio, Tintim e Asterix.
Depois ofereceram-me os Cinco no lago negro e adorei. Na minha terra não havia biblioteca, mas todos os meses passava lá a biblioteca itenerante da Gulbenkian. A minha irmã mais velha estava inscrita e eu comecei a ir com ela para ler os restantes livros dos Cinco. Daí passei para outros escritores e nunca mais parei de ler.


message 31: by Jose (new)

Jose Matos (jettadago) | 3 comments Eu sempre gostei de ler. Desde que aprendi a ler, lia tudo o que me aparecia. Mas o grande incentivo foi, sem sombra de dúvida, a carrinha da Biblioteca Itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian. Naquela altura, não tão longínqua, estou a falar do fim dos anos 60, principio de 70, não existiam bibliotecas na província, pelo que estas carrinhas que nos visitavam 1 vez por mês, eram um verdadeiro Ministério da Cultura. Com elas devorei Charles Dickens, Jack London, Júlio Verne, Enid Blyton, Emilio Salgari, Mark Twain, etc. Com eles aprendi a sonhar. Trazia o número de livros que era permitido requisitar e, passado um mês, lá estava eu novamente. Que saudades...
Acho que este serviço da Fundação Calouste Gulbenkian, nunca foi devidamente homenageado, prestou um serviço público inestimável! Graças a ele, nunca mais parei de ler, só mudei de autores.


message 32: by Margarida (last edited Apr 01, 2011 10:17AM) (new)

Margarida (mar9292) | 14 comments Olá a todos. Gostei da pergunta.

Bom, eu não me lembro ao certo, mas já foi há uns bons anos que comecei a ler, apesar de ter passado por uns períodos de tempo em que quase não lia. Nunca me interessei pelos livros do género "Uma Aventura" ou "Os Cinco", livros que me ofereciam constantemente e que a mim não me diziam nada (com todo o respeito a quem gosta), mas creio que o livro que me deixou viciada no mundo da leitura foi "O Principezinho" de Saint-Exupéry. Li-o muito nova e lembro-me que não compreendi muitos aspectos do livro na altura, mas fiquei com um carinho especial por ele. Quando já tinha +/- idade para o compreender melhor, peguei nele novamente e de facto, adorei-o. É um dos poucos livros que realmente ocupa espaço no meu coração pois marcou-me muito e sempre que me lembro dele, vem-me á mente o que senti quando o li pela primeira vez e, uns aninhos depois, pela segunda. É lindo, lindo. A partir daí, comecei a ler mais e mais e hoje não consigo nem quero parar. Adoro ler clássicos e livros que me façam reflectir, mas também não dispenso um livro mais 'light' para distracção e fuga á realidade.

E como já foi anteriormente mencionado, os preços em Portugal são um disparate, até dói.


message 33: by Ana (new)

Ana Coelho (quanticsakura) | 3 comments Olá a todos!
Para ser sincera, não sei bem quando comecei a ler; tal como falar, toda a minha vida me lembro de o fazer. Os meus pais sempre foram leitores ávidos, e lembro-me de com 5-6 anos devorar os livros d'Os Cinco que o meu pai tinha guardado da sua infância.
A minha época áurea foi quando andava no 5º-6º ano; a minha escola tinha uma biblioteca gigante, e eu requisitava um livro novo quase todos os dias, desde Enid Blyton a Hitchcock e Agatha Christie. Comecei também a roubar os livros que a minha mãe tinha na mesa de cabeceira, e foi assim que li o "Cem Anos de Solidão" quando tinha 10 anos. Por outro lado, o meu pai ia-me dando para a mão clássicos (Orwell especialmente) e ficção científica, que ele adora.
Uns anos depois descobri os livros de High-Fantasy, quando uma professora minha me emprestou o Senhor dos Anéis, e tornou-se o meu estilo favorito. Mas continuo a ser uma leitora bastante eclética (só não tenho paciência para livros óbvios tipo romance de cordel), e estou agora a fazer um esforço mais consciente por ler alguns clássicos que me foram escapando.


message 34: by Inês (last edited Apr 02, 2011 02:38PM) (new)

Inês Uma pergunta muito interessante! A minha história é simples. Comecei a ler livros assim que o aprendi, portanto por volta dos 6/7 anos. Não me lembro qual foi o primeiro, mas li muitos livros de Enid Blyton. Também me lembro dos meus pais me "obrigarem" a parar de ler, isto porque eu gostava de o fazer pela noite dentro sem dormir e, como bons pais que são, aconselhavam-me a dormir bem! Desde essa época nunca deixei de ler, uns dias menos do que outros, mas sem uma nova história ou outra para recordar, não sou totalmente feliz!


message 35: by Rita (new)

Rita (rbrook) | 2 comments Eu em criança não ligava muito a livros, mas lembro me que a primeira vez que peguei voluntariamente num livro para ler foi por volta do meu quarto ano em que começei a ler A Menina do Mar de Sophia de Mello Breyner. No entanto o vício e gosto pela leitura só adquiri quando por volta dos 11 anos comecei a ler a saga Harry Potter de J.K. Rowling. Desde então nunca mais parei, gosto de ter sempre qualquer coisa para ler :)


message 36: by Ricardo (new)

Ricardo Vercesi | 9 comments Desde sempre que tenho o gozo pela leitura e pela escrita. Ainda na primária adorava ler as minhas composições e ouvir o que a professora me dizia.
Na adolescência comecei a ler outros autores para além do que nos era pedido na escola. Descobri Bret Easton Ellis, Raymond Carver, entre outros. Li a Bíblia com o mesmo entusiasmo com que li o manifesto de Marx. Logo de seguida o Banqueiro Anarquista do pessoa. Comecei a escrever um pouco mais a sério.
Hoje em dia leio uma média de 2 a 3 livros por mês - sem contar com livros técnicos, que faço questão de ler, não só consultar - e escrevo para algumas revistas e blogues. A literatura está-me no sangue.


message 37: by Isa_correia (new)

Isa_correia | 4 comments O meu pai sempre gostou de ler e desde pequena que me lembro dele com um livro na mão e de me comprar livros de historias. Claro que não havia a escolha e variedade de livros infantis que existe hoje em dia e por isso os poucos livros que tinha foram lidos dezenas (ou centenas...) de vezes. Depois comecei a querer ler outras coisas e comecei a ler os livros do meu pai, quando tinha uns 17 anos comecei a pedir livros como prenda e depois a gastar o dinheiro que recebia nos anos e Natal em livros... Ao longo dos anos o vicio só tem vindo a piorar :D


message 38: by Adriana (last edited Apr 12, 2011 07:53AM) (new)

Adriana (nahaia) | 2 comments Boas.
Se tenho alguém a quem culpar por gostar tanto de ler é à minha persistente e arrogante insistência em ser diferente dos outros. Como às minhas colegas, trataram de me expor, desde cedo, aos contos típicos infantis, género princesa + vilão + príncipe = felizes para sempre (com vagas variações), em estilo e formato filme Disney. As minhas colegas idolatravam essas personagens e histórias. Hoje, reconheço que fui um pouco dura, mas abominava todos esses contos. Quanto mais lamechas, quanto mais princesas, quanto mais as pessoas insistiam em que eu gostasse, menos eu gostava. Tinha uma paixão pela madrasta da Branca de Neve, da Cinderela, a Ursula da Pequena Sereia, o Jafar de Alladin, mesmo o Scar do Rei Lião (se bem que aí adorava todas as personagens, por serem animais)... Perco-me na enumeração. Por outro lado, também sabia o quão difícil seria ter opiniões distintas daqueles à minha volta, pelo que fingia gostar do que eles gostavam.
Tudo isso, resultava numa insatisfação geral ao tipo de entretenimento que me era oferecido. Apesar de chorar com as mortes do pai do Simba ou da mãe do Bambi, essas eram meras reflexões do meu medo em perder os meus próprios pais.
Ora, tinha eu 8 anos, adoeci, o que, em mim, é raro. Já na altura sofrendo de insónias, passar o tempo em casa era ainda mais doloroso que a febre em si - e a minha mãe compadeceu-se. Foi, assim, buscar um livro da sua infância - Os Cinco na Ilha do Tesouro - e começou a ler-mo, em voz alta. Com o passar do tempo, o mistério adensava-se e a minha curiosidade espicaçava. Faltavam poucas páginas para o final, quando me fartei da lentidão, farta em pausas, da leitura e peguei no livro para o levar até ao fim.
Foi aí que começou. Levei pouco tempo a devorar a restante colecção. No final, estava mais rápida na leitura, além de que acabara de descobrir que havia muito mais no mundo que contos infantis de deixar as meninas babadas. Fui muito dura, acho que continuo a ser. Muita pretensão da minha parte, não posso deixar de admitir, mas foi isso que me fez continuar.
É que, não só levei o vício ao exagero, não conseguindo estar sem ler (quando faltava leitura, não faltavam rótulos de comida embalada, manuais de instruções, o que viesse à mão), abandonei-me por completo. A realidade não me interessava, as pessoas não me interessavam. Já era um ser insocial antes, por natureza, mas aí deixei de me preocupar em fingir. Aprendi a conviver com a leitura.
Aí, todos, especialmente a minha mãe, começaram a tentar desencorajar-me. O meu rendimento escolar nunca diminuiu, a matemática era o meu forte, as ciências também e, por fim, começava a acarinhar o português, pelo que não havia uma razão lógica a justificar tal desencorajamento: optaram por dizer que "não era normal para uma menina da minha idade passar tanto tempo com o nariz enfiado nos livros".
O efeito, graças à minha presunção e mania de ser diferente, foi o oposto do pretendido. E ainda bem. Foram os livros que me fizeram e fazem crescer e não trocava os mundos onde estive e as personagens que amei por nada.

Boas leituras, pessoal ;)

Edit: Céus, alonguei-me tanto, como sempre, por uma coisa tão pequena como dizer que comecei aos 8 anos com Os Cinco! Perdoem-me, companheiros de leitura.


message 39: by Liliana (new)

Liliana Carvalho (lilianadecarvalho) | 12 comments Boa tarde

Quando ainda não sabia ler já passava tardes inteiras com livros infantis (que os meus pais compravam) e inventava estórias para aquelas imagens. Quando aprendi a ler passei a gostar mais de BD (o que actualmente ainda consumo em grandes doses) e posteriormente lia aqueles livros de adolescentes. Passada essa fase com uns 14 anos comecei a ler praticamente tudo o que vinha no Círculo de Leitores, sobretudo Danielle Steel. Após este inócio comecei a refinar mais os meus gostos e critérios.

Discordo de quem crítioca certos autores por não serem literatura etc, porque embora possam ser muito ligeiros e até contos de cordel na mesma existem pessoas que dispensam tempo à frente da TV para os lerem, isso é algo positivo já que muitos indivíduos não conseguem prender-se mentalmente a uma estória cuja leitura se prolonga por vários dias.


message 40: by Miguel (new)

Miguel (micingoodreads) | 50 comments Olá Liliana. Concordo contigo. Julgo existir um papel para os livros mainstream, que se liga com o facto de poderem ser livros iniciaticos à literatura. Em que a linguagem, estrutura, e história exigem um esforço mínimo (ou nenhum), e dessa preguiça do leitor poder emergir um prazer pela leitura, e dar salto para outros patamares. Tornar-se um leitor melhor. Um leitor. O problema é, como acontecem demasiadas vezes, esses leitores não conseguirem dar o tal salto para um livro com mais conteúdo... De quem será a culpa? Passos Coelho?

Quando eu comecei a ler? Julgo que me encontro na maioria das histórias daqui. BD's. Passei, e julgo ser importante, para os diários. Anne Frank, e especialmente o Adrian Mole, tinha uma estrutura que assimilava facilmente, onde poderia interligar com a minha experiência, por assim dizer e reflectido com a distância de mais de uma década depois.
Passei anos sem ser um leitor regular, ia lendo o que apanhava a jeito. E nisso conheci alguma porcariazita literária, a tal mainstream, coisa pouca. 1 dois livros do Nicola.
Via muito cinema, e isso foi importante para discernir desde muito cedo o que era mau. A partir da altura que me cruzei com Herman Hesse, Werther do Goethe, Oscar Wilde, estava encontrada a linha a percorrer...

(este texto fez-me lembrar aquelas terapias de grupo :| mas agr vai )


message 41: by Maria (new)

Maria Teresa (teresaquintinha) | 18 comments Olá.
É fifícil ao fim de vários anos lembrar-me qual o livro que me despertou o prazer da leitura. Foram tantos.... Desde a primária e o seu Livro de Leitura que existia no meu tempo, e que me deixou referências para variadissimos autores Portugueses, até à revista Tintim que me alargou os horizontes da banda desenhada que me fez descobrir Hugo Pratt, Asterix e Obelix, até ao suplemento (já não me lembro se era o suplemento cultural) do jornal República encerrado há muitos anos, mas que antes de 25 de Abril de 1974 publicava excertos de livros, até aos muitos livros que havia em casa dos meus pais, "viciou-me" na leitura. E seguiu-se Enid Blyton, e Jorge Amado, e Emile Zola, e André Malraux, e Dostoievsky, e Tolstoi, e Gorki, e Camus (que continua no meu top), e Marguerite Yourcenar, e Marguerite Duras, e Oscar Wilde, e Agatha Christie, e George Orwel (homenagem à Catalunha), e Jorge Luis Borges, e Gabriel Garcia Marques, e Isabel Allende, e Tolkien, e José Saramago, e Ken Follet, e tantos e tantos outros.
Ler é um prazer tão grande que tento sempre passá-lo a outros mais novos e infelizmente nem sempre consigo.
Mas penso que até morrer vou continuar com a sensação de quando era pequena e, por estar doente não ia à escola, pensar "boa! vou ter tempo para ler".
Ainda nos dias de hoje às vezes tenho a mesma sensação de que era bom uma gazeta ao trabalho para poder ficar a ler...


message 42: by Raquel (new)

Raquel | 9 comments Sergio wrote: "Não me lembro bem que idade tinha mas era novinho por volta dos 12 ou 13 anos quando a minha irmã, uma leitora compulsiva, decidiu que eu tambem devia começar a ler livros um pouco mais a sério, se..."

Comigo foi a mesma historia :) mas ao contrario, o meu mano (mais velho) achou que eu devia ler "Brumas de Avalon" e a partir dai comecei a ler..

Sempre li mas não gostava de nada que não fosse BD Disney, tudo o que não fosse BD eu não gostava! Até que li as brumas e a partir dai não parei e trabalho numa livraria..

Nunca é tarde para começar a ler, e não há maus livros/autores para ler, uns livros abrem portas a outros, e uns autores levam a outros: já li Tolstoi e Saramago, Kinsella e Allende, se não fosse por Marion Zimmer Bradley empurrada por meu mano não teria lido nenhum.

p.s. adoro folgar a 2f e ficar relaxada a ler enquanto o "mundo" vai trabalhar :) :)


message 43: by Eduardo (new)

Eduardo Ramos | 13 comments Zardólia, O Segredo do Oitavo Continente by Eduardo Ramos E. Fabbri


Amigos, peço-lhes licença para apresentar o meu novo trabalho. Se me derem a honra de visitar a página do livro e deste autor, lhes ficarei grato.Foi lançado pela Bubok.PT, no final de abril.
Apesar de tema juvenil, sua leitura não deixa de ser útil a nós, adultos. Apresenta uma crítica bem humorada à raça humana, por sua arrogância de se considerar o único animal racional e, no entanto, tomar diversas atitudes que a rebaixam ao ser mais irracional do planeta.
O livro é de leitura agradável e tem agradado aos leitores.
Espero que gostem
Meus melhores cumprimentos a todos!


message 44: by Sónia (new)

Sónia (xoru) | 54 comments Lembro-me exactamente, a minha mãe já me tinha tentado convencer pelo livros de BD do Tio Patinhas, pelos de Uma Aventura e desse género, eu lia, mas não achava especial por aí além... Mas devia ter uns 10/11 anos quando li o, Lote 12, 2º Frente, da Alice Vieira... Acho que foi a primeira vez que li algo com um gosto extraordinário. Li vários dos livros dela e achava-os fantáticos. Sem dúvida foram os livros dela que me apaixonaram. Ainda hoje, os guardo na esperança que um dia, se tiver filhos, eles os venham a ler :)

Depois, devo confessar que a minha professora de Português do 5º e 6º ano fez um trabalho excelente, com um clube de leitura, em que todas as semanas tinhamos de ler um livro e preencher uma ficha de leitura... Para alguns deve ter sido um martírio, para mim foi a abertura de um novo mundo :)


message 45: by Rita (new)

Rita (ritsuu) | 6 comments Elisabeth wrote: "Daniel wrote: "Concordo. Nicholas Sparks e a fins ruinam a literatuRA pois a meu entender, ler ficção é bom quando se aprende alguma coisa com isso. Com um "romance lamechas" como te referes é quas..."

Concordo contigo. Embora também olhe com ar depreciativo para Nicholas Sparks, Nora Roberts, Sophie Kinsella e semelhantes, tento sempre pensar que o que importa é ler. Independentemente do conteúdo. Pode ser lixo, pode não contribuir nada para o conhecimento geral dos que lêem os ditos autores, mas num país onde os hábitos de leitura estão tão empoeirados o facto de haver o interesse de pegar num livro já é algo de louvar. E quem sabe esses autores "pirosos" não sirvam de plataforma de lançamento para algo mais?


message 46: by Rita (new)

Rita (ritsuu) | 6 comments Quanto à minha história com os livros... bom, sinceramente, não me lembro de uma fase da minha vida em que eles não estivessem lá. Claro que as deve ter havido, mas enfim.

As duas grandes influências foram a minha avó e a minha mãe. Quanto à primeira: passava tardes inteiras com ela, depois da escola, a jogar jogos de palavras, a inventar histórias e a fazer ditados do Romance da Raposa de Aquilino Ribeiro. Ainda hoje me lembro de algumas frases de cor e é um livro que guardo com muita estima. Os desenhos-animados que davam na televisão na altura eram, sobretudo, adaptações de clássicos da literatura juvenil. Lembro-me de adaptações d'A Ilha do Tesouro, Mulherzinhas, Huckleberry Finn (não a versão mais conhecida, uma que passava na RTP2), Pollyanna, etc. Então o que é que a minha avó fazia? Oferecia-me os livros que tinham inspirado as animações. Devorei As Mulherzinhas e é um livro que releio bastante... e não consigo descrever como o Tom Sawyer influenciou as minhas brincadeiras (sendo filha única tinha que recorrer muito à imaginação).

Nunca passei pela fase Uma Aventura, para ser sincera. E porquê? Porque descobri num armário uma cópia do Sete Dias e Sete Noites do "Triângulo Jota" e achei aquilo tão mais interessante que as aventuras das gémeas e dos cãezinhos que... bem, não vamos por aí. Portanto a minha fase de livros de aventuras foi influenciada pelo Álvaro Magalhães.

Aos 12, 13 anos ofereceram-me o Harry Potter e a Pedra Filosofal. Não lhe liguei nenhuma. Achava a capa feia (primeiro, tinha 12 anos e segundo, aquela primeira edição era mesmo feia) e meti na cabeça que era uma aventura parva. Mas numa noite em que não conseguia dormir lá abri o livro... e tem sido até hoje.

Não sei que escrever mais. Como disse, não me lembro de uma fase da minha vida em que não houvessem livros por perto. Consigo-me lembrar de certos momentos, como a infância e o aparecimento do Harry Potter e da maneira como a literatura inglesa entrou na minha vida para ficar, mas... julgo não ser relevante. :) O que interessa é que já não tenho espaço para tanto livro e já quase me proíbem de trazer mais para casa.


message 47: by Raquel (new)

Raquel | 9 comments Rita wrote: "Nunca passei pela fase Uma Aventura, para ser sincera. E porquê? Porque descobri num armário uma cópia do Sete Dias e Sete Noites do "Triângulo Jota" e achei aquilo tão mais interessante que as aventuras das gémeas e dos cãezinhos que... bem, não vamos por aí. Portanto a minha fase de livros de aventuras foi influenciada pelo Álvaro Magalhães."

Que engraçado! :) também não li "Uma Aventura" mas devorei o "Triângulo Jota" e nunca percebi como é que uma aventura tem tanto sucesso e Alvaro Magalhães passa despercebido..


message 48: by Rita (new)

Rita (ritsuu) | 6 comments Rakel wrote: "Rita wrote: "Nunca passei pela fase Uma Aventura, para ser sincera. E porquê? Porque descobri num armário uma cópia do Sete Dias e Sete Noites do "Triângulo Jota" e achei aquilo tão mais interessan..."

É, não é? Sempre achei "Uma Aventura" tão artificial. Nenhum jovem fala e se comporta assim. Tudo bem que os últimos do "Triângulo Jota" não são grande coisa, mas ao menos os protagonistas são credíveis!


message 49: by KumeKei (new)

KumeKei | 521 comments Rakel wrote: "Rita wrote: "Nunca passei pela fase Uma Aventura, para ser sincera. E porquê? Porque descobri num armário uma cópia do Sete Dias e Sete Noites do "Triângulo Jota" e achei aquilo tão mais interessan..."
Li vários do "Uma Aventura" quando era pequeno e li os do Triângulo Jota quando apareceram (até ao Guardado no Coração) e, não é por muito, mas os da serie Triângulo Jota são mais interessantes.
Não sei se foi pela minha experiência pessoal de ter lido as series em alturas diferentes da minha vida mas a ideia com que fico é que "uma Aventura" é mais infantil enquanto "Triângulo Jota" é mais juvenil.
Em todo o caso nenhuma destas series é um mau sitio para uma criança começar nas lides da leitura.


message 50: by Raquel (new)

Raquel | 9 comments Tenho de admitir que cacei a colecção com mais de 18 anos e reli toda e tenho-a em casa! e não vai a lado nenhum! :)


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