LITERARY HURRICANE discussion

A Farewell to Arms
This topic is about A Farewell to Arms
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Dez/2015 * A Farewell To Arms > Dezembro/2015 * A Farewell To Arms * Terminado / Possibilidade de spoilers

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message 1: by Joana (new) - added it

Joana Diniz (joaan_) | 317 comments O que acharam dessa experiência na Primeira Guerra Mundial?
Contem aqui!


Fernanda | 49 comments Olá, será que só eu que li?


message 3: by Joana (new) - added it

Joana Diniz (joaan_) | 317 comments Oi, Fernanda! Olha, é possível... (confesso que ainda não comecei)
Mas posta aqui seus comentários! Quem não quiser spoilers sabe que os posts aqui podem ter, e quem não liga pra isso pode ficar mais estimulado pra ler! :3


message 4: by Raquel (new)

Raquel V (raquelvcc) | 444 comments É possível mesmo, Fernanda. Eu tomei uma decisão esse ano que só leria livros na minha TBR (que tem 240 livros!). Eu sinto falta de conversar sobre os livros aqui no LH, mas senti que precisava fazer isso... Quem sabe algum livro da TBR aparece por aqui? Mas, de uma forma ou de outra, eu adoro ver os comentários de quem leu! Os teus, em especial, sempre me fazem pensar e são super interessantes.


message 5: by Fernanda (last edited Feb 02, 2016 03:54AM) (new) - rated it 3 stars

Fernanda | 49 comments Olá Joana e Raquel!

Tudo bem que só eu cheguei até o final ☺ Eu queria ter lido MDMPT em Dezembro, mas não encontrei espanhol enquanto o Farewell to Arms já estava na estante, pedindo para ser lido…

Minha experiência com este livro foi mista. Já li o The Old Man and the Sea e o The Sun Also Rises e amei, mas os personagens de FTA não me cativaram.

As descrições do Hemingway são excelentes e alguns diálogos bem memoráveis e até engraçados, como este abaixo:


“You’re dirty,” he said. “You ought to wash. Where did you go and what did you do? Tell me everything at once.”
“I went everywehere. Milan, Florence, Rome, Naples, Villa San Giovanni, Messina, Taormina–”
“You talk like a time-table. Did you have any beautiful adventures?”
“Yes.”
“Where?”
“Milano, Firenze, Roma, Napoli–”
“That’s enough. Tell me really what was the best.”
“In Milano.”
“That was because it was first. Where did you meet her? In the Cova? Where did you go? How did you feel? Tell me everything at once. Did you stay all night?”
“Yes.”
“That’s nothing. Here now we have beautiful girls. New girls never been to the front before.”
“Wonderful.”
“You don’t believe me? We will go now this afternoon and see.”

No entanto achei que havia muita apatia nos personagens. Imagino que isso tenha sido mesmo proposital e era um mecanismo de autodefesa contra os horrores sofridos na guerra, mas como leitora, meu envolvimento com a historia dos personagens acabou sendo pequeno. A Catherine tinha perdido o noivo na guerra, o relacionamento dela com o Henry começou bem superficial, mas mesmo quando se aprofunda a leitura demorou a fluir.

Meu problema principal foi com o fim do livro. SPOILER TOTAL: Catherine está gravida mas nenhum dos dois tem apego algum à criança que está por nascer. Pode ser, claro, nem todo mundo ama os filhos e a gravidez não foi planejada, mas achei pouco provável. Ela poderia ter feito um aborto, não o fez e mesmo assim pouco pensaram no bebê que estava por vir. Há complicações no parto e a criança nasce morta. Nenhum deles mostra sentimento algum (nem positivo, nem negativo, mas indiferença) – hum, pouco provável. Catherine perde muito sangue e está prestes a morrer e o ultimo dialogo deles é assim:

"Do you want me to do anything, Cat? Can I get you anything?"
Catherine smiled, "No." Then a little later, "You won't do our things with another girl, or say the same things, will you?"
"Never."
"I want you to have girls, though."
"I don't want them."
"You are talking too much," the doctor said. "Mr. Henry must go out. He can come back again later. You are not going to die. You must not be silly."
"All right," Catherine said. "I'll come and stay with you nights," she said.
It was very hard for her to talk.
"Please go out of the room," the doctor said. "You cannot talk." Catherine winked at me, her face gray.
"I'll be right outside," I said.
"Don't worry, darling," Catherine said. "I'm not a bit afraid. It's just a dirty trick."
"You dear, brave sweet."

Quando li achei muito estranho que, depois de horas de parto e uma precária cesárea, o que Catherine tem a dizer é que o Henry não deve fazer com outras mulheres o que eles fizeram juntos. Interpretei “do our things” como de cunho sexual e no geral, muito improvável para uma mulher em puerpério.

Engraçado, agora que comecei a escrever e re-li o paragrafo acima, estou até surpresa comigo mesma porque o leio de uma maneira bem diferente. Algo faz com que eu veja que sim, estavam mesmo vivendo numa bolha, as tragédias da guerra os fez desapegar de tudo e o contato físico intenso era a demonstração do forte laço existente entre os dois. Neste sentido o feto era uma parte alheia, de certa forma um obstáculo, sujeito à pouca consideração. E a Catherine, enfermeira, já tinha visto a morte de perto muitas vezes e queria assim, com leveza, se despedir do Henry.

Bom, escrevi, escrevi e não cheguei à conclusão alguma!! Talvez eu não tenha lido com o ‘frame of mind’ certo para me comover com a insensibilidade e indiferença de Catherine e Henry e por isso dei 3 estrelas. A escrita do Hemingway é excelente, então provável que outro leitor tenha uma experiência bem diferente. Se alguém do grupo um dia ler, aguardo para saber como foi.


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