Carla's Reviews > As Origens do Mal

As Origens do Mal by Georges Minois
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2007205
's review
Mar 27, 2014

really liked it
bookshelves: biblioteca-pessoal, 2015



Gustave Doré (Ilustração de "Paraíso Perdido" de John Milton)



“O Paraíso Perdido é a mais pungente reflexão do século XVII sobre o pecado original e, para lá dela, sobre a condição humana. Não é atribuído o bom papel a Deus, perante um Lúcifer livre e magnífico, e um primeiro casal humano frágil e patético, unido por um amor indefectível. Deus exige uma submissão absoluta das suas criaturas; declara-as livres de fazerem o que bem entenderem, mas elas sofrerão eternos tormentos se porventura fizerem o que lhes proibiu! E, apesar da ameaça, tanto os anjos como os homens se afastaram do Criador. Essa escolha não será portadora da mais grave acusação contra a Criação? Adão e Eva preferiram o amor humano a uma vida paradisíaca de um tédio mortal. No fundo, Milton não parece estar longe de lhes dar razão.” (P.230)
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Reading Progress

March 27, 2014 – Shelved
March 27, 2014 – Shelved as: to-read
March 27, 2014 – Shelved as: biblioteca-pessoal
May 16, 2015 – Started Reading
May 16, 2015 – Shelved as: 2015
May 18, 2015 –
page 45
""Sem o conselho ambíguo da serpente e sem a sua própria desobediência, o ser humano teria permanecido um ser inacabado. [...] A serpente aparece como aquela que conclui a criação da humanidade." (P.27)"
May 20, 2015 –
page 94
""Em 419, Agostinho conclui, claramente, no seu tratado Sur la nature et l'origine de l'âme: todas as crianças que morrem sem terem sido baptizadas vão para o inferno. À sua comiseração pelos sofrimentos das criancinhas responde a sua lógica impiedosa que as condena aos tormentos eternos do inferno. Enquanto não forem baptizados, os pequenos são criaturas do demónio:" (P.82)"
May 21, 2015 –
page 124
""Curiosamente, é atribuído a Eva um pecado mais nobre que o de Adão: ela quis igualar-se a Deus dominando a ciência universal." (P.101)"
May 25, 2015 –
page 190
May 26, 2015 –
page 256
""A pintura fez muito para reabilitar Adão e Eva. O verdadeiro acusado é Deus, que ou está cobardemente ausente, ou está representado sob os traços de um velho que, como dirá Diderot, «presta muita atenção às suas maçãs e muito pouca aos seus filhos»." (P.225)"
May 27, 2015 –
page 324
May 28, 2015 –
page 344
""De certo modo, para se realizar, o homem tem de se desapropriar, de se aniquilar e criar-se num vazio angustiante que procura preencher com a sua acção: estabelece-se enquanto Deus." (P.343)"
May 29, 2015 –
page 380
May 31, 2015 – Finished Reading

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